Operação integrada prende líderes do PCC em Alagoas

Policiais prendera, 19, dos 25 membros da organização criminosa em Alagoas, a manhã desta sexta-feira (21)

Izabelle Targino/Alagoas24horasReeducandos integram o PCC em Alagoas

Reeducandos integram o PCC em Alagoas

Supostos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), ao todo dezenove pessoas, que estariam agindo em Alagoas, foram presos durante uma operação integrada da Secretaria de Segurança Pública do Estado, na manhã desta sexta-feira (21).

De acordo com o titular da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico, Gustavo Henrique, foram expedidos 25 mandados de prisão de 16 de busca e apreensão, pelos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital. Dos mandados de prisão, 19 foram cumpridos.

“Todos os presos são os principais integrantes do PCC em Alagoas. Além disso, nós identificamos e prendemos os três cabeças da facção, inclusive o chefe, que comandavam tudo de dentro do Sistema Prisional. Foram três meses de investigação e hoje conseguimos realizar as prisões e transferir os cabeças para o Presídio do Agreste”, explicou o delegado.

O PCC em Alagoas era comandado do sistema prisional e tinha como chefe José Ricardo Ângelo, conhecido como “R” ou “Ricardo Gordo”, de 30 anos. Ricardo Gordo tinha o cargo de “Sintonia Geral dos Estados do Nordeste”, ou seja, além de comandar Alagoas, ele também era responsável por comandar os estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte. Além de atuar no tráfico de drogas e ser um dos principais fornecedores do Estado, Ricardo Gordo foi quem ordenou os incêndios a ônibus, no último final de semana em Maceió.

Fiel escudeiro do chefe, o reeducando Wagner Lima da Silva, de 25 anos, era a pessoa que tinha a responsabilidade de manter os contatos, exercendo o cargo de “Contenção”. Seguindo a hierarquia do PCC, um padrão nacional, Alexandre Nunes Ferreira, vulgo Tonicalt, de 27 anos, e José Wilson da Silva, conhecido com Ruan, 34 anos, dividiam a função de “Sintonia Geral do Estado de Alagoas”, função similar a do Ricardo Gordo, mas apenas em Alagoas. Uma terceira pessoa também atua nesta função, mas não foi identificada durante as investigações.

Abaixo das três funções citadas acima, segue o organograma do crime:

Os reeducandos Eduardo de Oliveira Silva, conhecido como “Mais Crime”, de 26 anos, e Paulo Victor Pereira Salgueiro, 27 anos, dividem o cargo de “Geral do Sistema”, ou seja, responsáveis  pelas ocorrências envolvendo os membros da facção.

Débora Alves dos Santos, vulgo “Deusa, de 22 anos e Dayane Avelino de Oliveira, vulgo “Kimberly”, 19 anos, esta última presa em União dos Palmares, dividiam a função de “Geral da Rua Feminina”, responsáveis pelos integrantes da organização que estão foram do sistema prisional. Além disso, Kimberly abastecia a cidade de União dos Palmares com as drogas do Ricardo Gordo. Além do mandado de prisão, Kimberly também foi autuada em flagrante por tráfico, pois estava com 350g de maconha e algumas bombinhas prontas para a venda.

O reeducando Werbson dos Santos Cavalcante, conhecido como “Transtornado”, 23 anos, tinha o cargo de “Geral da Cebola”, exercendo a função de fazer a cobrança da mensalidade paga pelos integrantes à facção.

Os reeducandos Davidson Davi Rodrigues dos Santos, vulgo “Revoltado”, 23 anos, e Anderson Silva Santos, o “Escorpião do Mal, 26 anos, dividiam a função de “Salveiros”. Eles são os responsáveis por repassar os comandos da chefia para os integrantes de fora do sistema, a exemplo dos salves para incêndios aos ônibus.

Por fim, Luciano Alves de Souza, o “Barriga”, 34 anos, e Michael Frabrício Mendes dos Santos, o “Paulista”, 29 anos, pertencem ao grupo dos “Soldados”, ou seja, responsáveis pela execução das demandas da organização criminosa na rua. A dupla também foi autuada em flagrante por tráfico, com uma quantidade de maconha e munições calibre 38.

Outros presos

Carlos Magnum Lima dos Santos, 23 anos; Kamyla Crisine Costa da Silva, 27 anos; Adilson Sales Amancio, 39 anos; Paulo Victor Pereira, 23 anos; Flávio dos Santos Silva, vulgo “Flavio Revisão”, 30 anos; e Marciel da Silva Figueredo, o “Mago”, 24 anos. Com este último a polícia apreendeu 860g de maconha.

Dos presos que já estavam no sistema prisional, três deles, José Ricardo Angelo, Alexandre Nunes Ferreira e Eduardo de Oliveira Silva, foram transferidos para o presídio do Agreste.

“O mais importante desta operação foi que conseguimos prender os cabeças e os principais integrantes da organização criminosa que atuava em Alagoas. A facção tem mais membros espalhados no estado, mas os três grandes líderes foram presos e transferidos para o presídio do agreste, onde não há sinal de telefone”, comemorou o delegado Gustavo Henrique.

A operação teve a participação de equipes do Bope, DRN, Radiopatrulha, BPE, 1ºBPM, 5º BPM, 2 BPM Grupamento Aéreo, Asfixia e Oplit.

Foragido

Raphael Costa Sampaio, conhecido como “Oakley”, comanda a função de Geral do Paiol, ou seja, era a pessoa responsável pelas armas da facção. Raphael chegou a ser preso durante uma operação da DRN, mas conseguiu sair do presídio e está foragido.

 

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1 comentário

  • giollllllllllllllllllllll says:

    O sistema de segurança em alagoas está mesmo mesmo falido, “prenderam os que já estavam presos”, e aí o que irá fazer agora mais , colocar no xadrez os que já estão no xadrez…. tenha santa paciência….

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