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Ex-senador boliviano Roger Pinto Molina segue internado em estado grave no DF

Político pilotava avião que caiu em aeroclube de Luziânia (GO) neste sábado. Ele foi levado para Hospital de Base; Molina respira com ajuda de ventilação mecânica.

Divulgação/Corpo de BombeirosAvião pilotado por ex-senador boliviano Roger Pinto Molina cai em Luziânia, Goiás

Avião pilotado por ex-senador boliviano Roger Pinto Molina cai em Luziânia, Goiás

O ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, de 58 anos, que pilotava um avião que caiu em Luziânia (GO), neste sábado (12), continua internado em estado grave no Hospital de Basedo Distrito Federal. A Secretaria de Saúde informou, na manhã deste domingo (13), que Molina segue instável e não havia indicação de cirurgia até a publicação desta reportagem.

Segundo o boletim médico divulgado pela pasta, o ex-senador deu entrada na unidade de saúde politraumatizado, com traumatismo cranioencefálico. Durante a noite de sábado e na madrugada deste domingo, foram feitas drenagem no tórax, traqueostomia de urgência, tomografias, exames de raio-x e laboratoriais no paciente.

De acordo com a Secretaria de Saúde, Molina segue respirando com ajuda de ventilação mecânica. Ao chegar ao Hospital de Base, o ex-senador havia sofrido parada cardiorrespiratória, conforme apontou o Corpo de Bombeiros do DF.

O acidente com o boliviano ocorreu após a decolagem no Aeroclube de Luziânia, cidade do Entorno do Distrito Federal. Os bombeiros prestaram os primeiros atendimentos e informaram que Molina tinha várias lesões pelo corpo, mas estava consciente. Um helicóptero da corporação transportou o ex-senador para Brasília.

A Força Aérea Brasileira disse que uma equipe do Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) foi deslocada ao local para fazer a coleta de dados para a investigação, que irá explicar a queda do avião.

Asilo brasileiro

 

A história do ex-senador boliviano ficou conhecida em 2013, quando ele buscou asilo político alegando perseguição do então presidente Evo Morales.

Roger Pinto Molina refugiou-se na embaixada brasileira em La Paz no dia 28 de maio de 2012. Em 8 de junho do mesmo ano, o Brasil concedeu asilo ao senador. A decisão foi criticada pela Bolívia, que falou em “equívoco”.

Sem conseguir um salvo-conduto do governo boliviano, Roger Pinto Molina viveu mais de um ano no edifício da embaixada brasileira em La Paz. Segundo uma das três filhas, Molina estava em um espaço de 20 m², com cama, escrivaninha, TV, frigobar e mesa, sem banheiro próprio.

A viagem entre a capital boliviana e a cidade de Corumbá (MS) – que durou 22 horas – foi feita em um carro da embaixada do Brasil, com apoio de fuzileiros navais. A vinda dele foi investigada pelo Itamaraty.

Na Bolívia, Roger Pinto Molina foi condenado no mês de junho a um ano de prisão por “abandono do dever” e por “dano econômico ao estado”. Segundo a denúncia, ele foi responsável por prejuízo de mais de 1,6 milhão de dólares aos cofres públicos em 2000, acusado de conceder recursos de maneira irregular à Universidade Amazônica de Pando. Ele responde ainda a cerca de 20 processos por desacato, venda de bens do estado e corrupção.

Fonte: G1

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