Saúde


UPAs farão primeiro atendimento a trabalhadores da saúde vítimas de acidentes biológicos

Sesau apresentou nesta quarta-feira (11) o protocolo e fluxo assistencial das vítimas

Olival SantosUPA do Benedito Bentes

UPA do Benedito Bentes

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) serão as responsáveis pelo primeiro atendimento aos profissionais de saúde que sofrerem acidentes com material biológico. Para isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio do Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest), apresentou, nesta quarta-feira (11), o Protocolo de Tratamento a Vítimas de Acidentes de Trabalho com Material Biológico.

O protocolo foi idealizado de forma participativa, por técnicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Maceió e Arapiraca, unidades de saúde da Sesau e UPAs, sob o acompanhamento da Superintendência de Atenção à Saúde (SUAS). Agora a ordem é executar e melhor atender os profissionais que eventualmente apresentem risco de contágio de HIV e hepatites B e CAs UPAs irão passar a também participar dessa demanda e assumir a responsabilidade pelos primeiros atendimentos nesse tipo de acidente de trabalho. Conforme a supervisora, a exposição de materiais biológicos representa 53% dos casos de acidentes de trabalho, registrados em Alagoas em 2016.

“Com a criação e implantação desse novo protocolo, Alagoas avança na prevenção e tratamento dos acidentes de trabalho com materiais biológicos. Com esta medida, prezamos pela saúde e bem-estar dos profissionais de saúde, evitando o aumento do número de pessoas infectadas com agentes perigosos, como o HIV”, argumentou Gardênia Santana.

“Antes, quem se expunha a materiais biológicos procurava a chefia imediata que dava todos os encaminhamentos necessários, direcionados ao Hospital Escola Dr. Hélvio Auto, em Maceió. Agora, nós queremos descentralizar a essa assistência e assegurar que as UPAs fiquem responsáveis pelo primeiro atendimento dos trabalhadores que sofrerem acidentes com material biológico”, salientou Gardênia Santana, supervisora do Cerest.

Fonte: Agência Alagoas

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