Política


Lideranças comunitárias e entidades apresentam propostas para trânsito de Maceió

Sugestões feitas durante audiência na Câmara serão encaminhadas ao Poder Público municipal

Dicom / CMMSessão da Câmara Municipal de Maceió

Sessão da Câmara Municipal de Maceió

A interligação do transporte público de passageiros, construção de novas vias, de ciclovias, regulamentação do táxi-lotação, controle dos alternativos e mobilidade urbana foram destacados durante audiência pública realizada na manhã desta quinta-feira (23), na Câmara Municipal de Maceió, como pontos fundamentais para solucionar o caótico trânsito da cidade. O debate foi proposto pelo vereador Chico Filho (PP) e reuniu lideranças de diversos bairros, representantes de entidades ligadas ao setor de transporte e trânsito, do comércio e do Poder Público. Participou também o vereador Galba Netto (PMDB).

Em sua fala, ao abrir a audiência, Chico Filho destacou que no momento há “um desequilíbrio no sistema de transporte e quem está pagando a conta é o trânsito da cidade, cada vez pior. Estou vendo a hora de Maceió adotar outras medidas, como cidades grandes já adotaram, como o rodízio de carro”, disse.

O parlamentar ressaltou que o problema não se limita à Avenida Fernandes Lima, “como há algum tempo era”. Defendeu o VLT como modal importantíssimo, barato, mas que ainda não é integrado ao sistema de transporte e afirmou que “é preciso também incentivar os trabalhadores a utilizarem mais a bicicleta”, observou, ao destacar que todas as sugestões serão encaminhadas ao município. Disse que agendará uma reunião com representantes da Rodoviária, que reclamaram da falta de passageiros por conta dos complementares, e com a CBTU para tentar a integração do VLT.

Selmo Oliveira, gerente do Sinart, organização que opera e mantém terminais rodoviários em todo o País, a exemplo do de Maceió, informou que foi elaborado e entregue ao município em junho, um projeto que visa solucionar o problema enfrentado pelos transportadores intermunicipais. “Observamos um cenário bem sério. Transporte complementar acaba competindo com o urbano e, por isso, hoje temos apenas 12% de utilização da Rodoviária. O transporte intermunicipal está deixando de existir. As empresas estão fechando as portas”, afirmou.

Antonio Monteiro, do Conselho Estadual de Trânsito de Alagoas (Cetran), alertou para os acidentes envolvendo motociclistas e disse que isso acontece porque “quando se tem problemas no sistema de transporte as pessoas passam a comprar moto, que é um transporte barato, gasta-se pouco combustível e é fácil de comprar. Por sua vez, os acidentes aumentam. Pesquisa revela que Arapiraca, por exemplo, é a quinta ou sexta cidade no Brasil que mais se mata por acidentes de moto”, informou.

Do Sindicato dos Rodoviários, Ernandes José dos Santos falou de sua preocupação com a possível demissão de trabalhadores em decorrência da queda no número de passageiros de ônibus. “Já perdemos muitos postos de serviços. Vemos aí o risco de perder ainda mais”, disse.

BAIRROS - As lideranças comunitárias também se posicionaram, apontando para os problemas de seus bairros. As principais reclamações foram por mais linhas de ônibus, retirada das catracas no modelo ‘gaiolões’ e construção de vias alternativas. “Pequenas mudanças fazem grande diferença para quem mora na periferia como eu, uma delas é o contorno na Bomba do Gonzaga, e o contorno da Feirinha do Tabuleiro, que vai sair nos Correios. Já perdi dois amigos em acidentes de moto por causa do trânsito ali”, disse o líder comunitário do Rosane Collor, André Luiz.

Edvaldo Aurélio, da Associação dos Moradores do Graciliano Ramos, cobrou mais linhas de ônibus para o bairro. Disse que só existem três e que o espaço acaba sendo ocupado pelos clandestinos. “É o clandestino que está administrando aquilo lá”, denunciou.

Toni Chicuta, do Acauã, pediu que seja concluído projeto de nova avenida  passando pelo Graciliano e Benedito Bentes.  “Esta obra está 90% pronta. Vai desafogar o trânsito da Via Expressa. Não sei o que está faltando para ser concluída”, disse.

Representando os táxis-lotação, Sergio Veloso lembrou que o serviço é regulamentado por Código existente na própria Superintendência de Transporte e Trânsito (SMTT) desde 1997, faltando apenas aprovação pela Câmara.

O vereador Galba Netto destacou a importância da participação popular, disse que o projeto que regulamenta os táxis-lotação é de sua autoria, que se encontra na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Fonte: Dicom / CMM

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