Vítimas de triplo homicídio haviam pedido garantias de vida à Justiça

Arquivo Pessoal

Irmãos Fábio (esq) e Alexandre (dir) foram assassinado juntamente com o pai na zona rural de Igaci

As vítimas do triplo homicídio registrado nas primeiras da manhã desta quinta (11) na cidade de Igaci são acusadas de assassinar um policial militar na cidade de Garanhuns (PE) e haviam pedido garantias de vida para se apresentar à Justiça.

A informação foi repassada à reportagem do Alagoas 24 horas pelos advogados das vítimas, Roberto Marques e Alan Amaral. Segundo os advogados, Sebastião José Severo, 57 anos, o pai, e os filhos Alexandro Porfírio Severo, 34 anos, e Fabiano Porfírio Severo, 29 anos, pretendiam se apresentar à juíza de Garanhuns, mas temiam pela própria vida, uma vez que vinham recebendo ameaças.

Cortesia

Adeildo foi assassinado a golpe de peixeira

O trio era suspeito de assassinar a golpes de faca peixeira o sargento da Polícia Militar de Pernambuco José Adeildo dos Santos, crime ocorrido em 5 de setembro deste ano, no bairro Severino Moraes Filho. O militar, que comandava o grupamento de Caetés, ainda tentou correr após ser golpeado, mas tombou sem vida. Segundo a petição dos advogados, os suspeitos demonstravam “extremo temor de retaliação por parte da família da vítima, que estaria promovendo ameaças”.

De acordo com os advogados das vítimas, a petição pedindo garantias de vida aos seus clientes foi encaminhada à Justiça de Garanhuns em 27 de setembro. No entanto, na madrugada de hoje as vítimas teriam sido sequestradas por encapuzados e executadas a tiros no Sítio Capricho, zona rural de Igaci.

Rixa antiga

Em depoimento de próprio punho encaminhado por familiares da vítima à Justiça, Sebastião afirma que a rixa teve início em 2013 quando registrou um boletim de ocorrência contra um militar após sofrer ameaça de morte na porta da sua residência. Três anos depois, Severo afirma – em declaração – ter sido agredido na frente de um oficial de Justiça, dentro da sua propriedade.

Os dois fatos teriam sido registrados na polícia de Garanhuns, sem a devida apuração, segundo alega a família, o que teria dado início a uma rixa entre a família e militares da cidade.

Sobre a morte do sargento Adeildo, Severo alega que no dia do crime havia percebido elementos desconhecidos circulando em um Corola com vidros escuros próximo a sua casa e que teria sido abordado por um dos ocupantes, que abordou ele e o filho afirmando ser policial e que ao tentar sacar a pistola ele o filho avançaram contra o sargento, a título de defesa.

Os corpos do pai e dos filhos foram encontrados nas primeiras horas da manhã de hoje, com tiros na região da cabeça e mãos amarradas.

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