Após dizer que pobre é uma raça miserável de lidar, padre é ‘devolvido’ a SE

Reprodução

O padre Givaldo Rocha foi expulso da Arquidiocese de Maceió após a divulgação de um vídeo polêmico onde aparece fazendo declarações controversas, inclusive dizendo que pobre é uma ‘raça miserável de lidar’. O sacerdote pertence à Diocese de Propriá, em Sergipe, mas havia pedido transferência para Alagoas.

Padre Givaldo foi expulso da Arquidiocese de Maceió por Dom Antônio Muniz após um vídeo gravado em 20 de janeiro de 2018 na cidade de Santana do Mundaú, na zona da mata alagoana, repercutir nas redes sociais e causar revoltar em fiéis.

No vídeo, o sacerdote aparece durante uma celebração eucarística, em uma homília em que presidia em homenagem aos festejos da padroeira da cidade, Nossa Senhora Sant’Ana. Nele é possível ver o padre lançando uma série de acusações contra os fiéis que supostamente teriam prometido ajudar nas barracas, mas assim não o fizeram. Ele exalta a gestão pública que teria ajudado e financiado as barracas da quermesse.

“Eu costumo dizer que a Igreja fez a opção evangélica preferencial pelos pobres, mas pense numa raça miserável de lidar é pobre. Com todo respeito, pois eu digo a vocês: são vocês, os pobres, que mantêm a igreja. Mas quando eu digo pobre, é sobretudo aqueles que querem somente se beneficiar, por causa de um metro de asfalto, eu enfio a faca no bucho do outro. É uma vergonha!”, destacou o padre.

Com a medida, padre Givaldo deve retornar para a sua diocese de origem e ficará impedido de celebrar no território da arquidiocese, ficando a cargo do seu bispo tomar as medidas punitivas, caso assim decida.

Confira o vídeo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO – sobre mudança de administrador paroquial de Santana do Mundaú

A Arquidiocese de Maceió comunica que o padre Givaldo Rocha de Santana, da Diocese de Propiá, em Sergipe, que exercia a função de administrador paroquial na Paróquia Senhora Sant’Ana, na cidade de Santana do Mundaú, não é *incardinado no Clero da Arquidiocese de Maceió. Portanto, o sacerdote estava no território arquidiocesano em experiência pastoral.

E, agora, por ordem do Arcebispo Metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes, no final do mês de fevereiro do corrente ano ele retorna a sua diocese de origem, em Propiá-SE.

*INCARDINAÇÃO: Termo jurídico canônico usado pela Igreja para exprimir o vínculo jurídico do sacerdote com a Arquidiocese.

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3 Comentários

  • Luiz Artur Bezerra says:

    Parabéns ao nosso bispo pela decisão. Esse infeliz deveria “perder a batina”. É o mínimo que se espera dos seus superiores.

  • Adriana says:

    Precisa fazer uma investigação sigilosa em todas as paróquias de Alagoas, igual a esse, tem muitos por aqui e fazendo coisas bem piores. Fica a dica pra Diocese de Maceió!

  • Wesley says:

    Povo mal organizado, ninguém respeita a procissão, só querem saber de festa e vender coisa na barraquinha.
    Padre falou tudo!

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