Defesa Civil irá investigar áudio falso sobre fenômeno no Pinheiro

Cortesia Semds

Pesquisadores continuam os estudos para descobrir as causas do fenômeno no Pinheiro

A Defesa Civil irá investigar – com a ajuda dos Ministérios Públicos Estadual e Federal – a autoria do áudio que circula pelas redes sociais anunciando a possibilidade de uma tragédia no bairro do Pinheiro.

Deste o domingo, 17, circula nas redes sociais, especialmente no WhatsApp, o áudio de um homem informando que ouviu uma conversa de um ‘secretário’ em que relata que o bairro do Pinheiro irá cair em um buraco e o problema se estenderá a outros bairros e cidades. O conteúdo falso tem causado pânico entre os moradores do bairro.

A Defesa Civil classificou o conteúdo como boato e informa que tomará as medidas jurídicas cabíveis para responsabilizar os autores do áudio.  “A divulgação de informações falsas, sobretudo no caso do Pinheiro, além de gerar pânico aos moradores e comerciantes locais, implica a responsabilização daqueles que, inadvertidamente, procedem tal conduta. O Judiciário pode, na esfera civil, mediante demanda do ente competente, estancar condutas desta estirpe, assim como determinar pagamento de indenização equitativa. Ademais, considerando o âmbito criminal, aquele que propagar mentiras pode ser enquadrado, a depender da hipótese, nos crimes de injúria, difamação ou calúnia, previstos no Código Penal Brasileiro, incursos entre seus artigos 138 a 140”, esclareceu o procurador  municipal Gustavo Esteves, designado pela Procuradoria Geral do Município (PGM) para as demandas do Pinheiro.

A Defesa Civil orienta ainda que em caso de dúvidas, os  moradores busquem informações pelo  número  0800 030 6205 ou pelo site da Prefeitura de Maceió (www.maceio.al.gov.br/defesacivil).

Em janeiro deste ano, outros áudios surgiram anunciando uma tragédia no bairro. Na ocasião, a Defesa Civil também soltou uma nota informando que as informações eram inverídicas.

Pinheiro

Em março do ano passado, diversas casas e prédios do Pinheiro ficaram danificados após um tremor de terra registrado na região.

Desde então, o caso está sendo investigado, mas as causas para as rachaduras ainda não foram esclarecidas. Diversos órgãos, entre Prefeitura de Maceió, Governo de Alagoas,  Ministério de Minas e Energia, do Serviço Geológico do Brasil e da Agência de Mineração, estão envolvidos nos estudos para identificar o surgimento das fissuras nas residências.

Até o momento, os pesquisadores apontaram quatro hipóteses para o problema, mas nenhuma foi confirmada por enquanto. São elas: a exploração de salgema na região, o aparecimento de uma dolina (depressão no solo), o Pinheiro está em uma área tectonicamente ativa e as características do solo e a forma de ocupação daquela região.

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