Moradores de Bebedouro apresentam reivindicações ao Ministério Público Estadual

Ascom / MPE/AL

Moradores de Bebedouro apresentam reivindicações ao Ministério Público Estadual

Moradores do complexo Bebedouro estiveram nesta segunda-feira, 25, na sede do COAP (Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais), do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), para apresentar aos promotores da Força-Tarefa montada para lidar com as questões relacionadas ao bairro do Pinheiro uma série de reivindicações.

Os membros da comissão ministerial, indicados pelo procurador-geral de Justiça , Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, deram explicações aos moradores e se comprometeram em averiguar as demandas e adotar as medidas cabíveis.

“Ouvimos as lideranças com suas pautas de reivindicações e a comissão se reunirá com o procurador-geral de Justiça para dar encaminhamento aos pedidos da comunidade, no sentido de inclui-los nas ações demandadas em favor do Pinheiro”, afirmou o presidente da comissão, promotor de Justiça José Antônio Malta Marques.

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Moradores de Bebedouro apresentam reivindicações ao Ministério Público Estadual

Outro membro da Força-Tarefa, o promotor de Justiça Adriano Jorge, informou que alguns pedidos feitos pelos moradores constam nas decisões já adotadas e que inclusive em relação ao IPTU já existe processo em andamento.

“Foi uma reunião solicitada hoje pelos moradores cobrando providências a exemplo de deslocamento, para onde irão em caso de emergência, fechamento dos poços da Braskem e também a suspensão do IPTU. A comissão vai averiguar as demandas e o que for de nossa atribuição faremos recomendação ao Município. No mais aguardaremos o laudo da CPRM para adotar as providências cabíveis”, ressalta o promotor Adriano Jorge.

O promotor Adriano Jorge informou também que quanto a exploração da empresa na região do Mutange, segundo o próprio Thales Sampaio, geólogo da CPRM, não pode ser feita a suspensão no momento porque tal atitude elevará o nível do lençol freático.

Outro ponto apresentado foi a respeito de informações de que professores e coordenadores de unidades escolares do Cepa, que teriam abandonado seus postos.

O presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Vereadores, vereador Francisco Sales, acompanhou a reunião entre o MPE/AL e a comissão de moradores e informou que a CEI tem 120 dias para concluir os trabalhos e que estes foram iniciados há 10 dias.

A reunião aconteceu após contato do Gerenciamento de Crises da Polícia Militar que estava com moradores do Mutange, que por volta das 6h20 realizou manifestação naquele bairro.

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As lideranças afirmaram que se sentem excluídos no plano para assistência à população que reside em áreas consideradas vermelhas ou de risco eminente.

“Até agora ninguém nos procurou ou demonstrou preocupação com os moradores do Mutange e já temos um problema antigo. Inclusive o ministério público já nos ouviu várias vezes sobre a questão da inexistência do saneamento básico e é quem nos atende sempre. O que queremos é que as autoridades nos enxerguem, da mesma forma que estão olhando para o bairro do Pinheiro porque a situação é semelhante”, afirma Antônio Sabino, presidente da Famecal.

Estiveram também presentes na reunião o presidente da Associação dos Moradores da Gruta do Padre, José Ricardo Batista, o presidente da Associação dos Moradores do Mutange, Arnaldo Manoel, o representante dos moradores do Pinheiro, José Dade da Paz Filho e a representante dos pais e alunos do Cepa, Daniella Vanessa.

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