Startup nordestina quer garantir água potável através de projeto que concorre a prêmio em Harvard

Assessoria

Dados da Agência Nacional das Águas (ANA) mostram que a demanda por uso de água no Brasil deve aumentar em 30% até 2030. Preocupadas com isso, através de uma tentativa de mudar a realidade de muitas famílias que não tem acesso a água potável no Brasil, um grupo de estudantes mulheres criou um método para purificação da água através de placas de energia solar.

O projeto da startup Safe Drinking Water For All (SDW) , que em português significa Água Segura Para Todos, consiste na filtragem baseada em luz solar em reservatórios de 15 litros. Denominado Aqualuz, ele participará do Brazil Conference 2019, em Harvard, nos Estados Unidos, e será o primeiro grupo formado por mulheres nordestinas a participar do evento.

Pensando em desenvolver tecnologias hídricas que possam mudar a vida de pessoas, a SDW foi criada pela biotecnologista Anna Luisa Beserra. Ela teve a ideia quando ainda estava no Ensino Médio e utilizou a faculdade para aperfeiçoar o projeto.

O projeto Aqualuz além de implantações na Bahia, em Fortaleza e Sergipe já chegou a Alagoas. No último dia 24, 5 unidades do projeto foram instaladas na Comunidade Sítio Poço Doce 2, localizada à 30km do centro da cidade de Piranhas.

“ Um dos propósitos da SDW é ajudar a resolver um dos maiores problemas de acesso à água potável que afeta a região do semiárido brasileiro, buscando maneiras de tornar a água disponibilizada em cisternas da zona rural em potável”, afirmou Beserra.

Também participam da equipe a estudante de Engenharia Química, Marcela Sepreny e a estudante de Engenharia Ambiental, Letícia Nunes. Elas chegaram na final e vão participar da competição fora do país, apresentando o projeto para uma banca de jurados formada pelos principais nomes do mercado de fundos de investimento e capital de risco do mundo. O vencedor da disputa entre as startups, que acontece na próxima sexta-feira, 5 de abril, ganhará um prêmio de R$ 75 mil para o desenvolvimento do projeto, o segundo lugar será recompensado com R$ 25 mil.

“Hoje, temos 15 unidades em funcionamento desse dispositivo que possibilita desinfetar água por meio da radiação solar. Estamos ampliando e queremos expandir mais, possibilitando dar água tratada de modo rápido, eficiente e barato, sobretudo para as populações do semiárido. Neste evento nossa expectativa é que a visibilidade que teremos seja transformada em parcerias e mais projetos de implantação que beneficiarão milhares de vidas, inicialmente pelo Brasil, mas depois ao redor do mundo nas zonas áridas que sofrem com a falta de acesso à água”, afirmou Anna Luísa.

Para mais informações, entrar em contato com (71) 98182-7497 e pelo site.

Fonte: Assessoria

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