Familiares de Silvânio Barbosa protestam em frente ao fórum: “queremos pena máxima”

Déborah Moraes/Alagoas24horas

Familiares protestam durante audiência do caso Silvânio Barbosa

Um grupo de familiares do vereador Silvânio Barbosa, assassinado em setembro do ano passado, em seu apartamento no Benedito Bentes, realizou um protesto pacífico, em frente ao Fórum do Barro, onde está ocorrendo a primeira audiência de instrução do processo que investiga sua morte.

A irmã do vereador, Marcela Barbosa, disse, em entrevista ao Alagoas24horas, que o protesto é uma forma de externar o desejo – não apenas da família, mas da sociedade – de que seja feita justiça. Para a família isso significa que o réu, Henrique Mateus da Silva Souza, receba pena máxima. “Queremos justiça porque infelizmente meu irmão não volta. A gente quer a pena máxima porque ele premeditou o crime. Ele deu 26 facadas no meu irmão e agora vem dizer que estava drogado… Ele premeditou o crime, como disse no primeiro depoimento. O problema é que a cada depoimento, ele muda a versão e provavelmente vai mudar hoje”, disse Marcela ao classificá-lo como covarde.

Amigos e apoiadores do vereador também compareceram à audiência para prestar solidariedade à família. Daniel Araújo, amigo de Silvânio, reitera que intenção é pressionar a Justiça para que o culpado seja punido com a máxima severidade.  “Não queremos que sua morte seja esquecida, nem fique impune. Silvânio era uma pessoa prestativa, amiga, vereador de vergonha que fazia muitas coisas pelo nosso conjunto”.

A audiência está ocorrendo na 6ª Vara da Capital, presidida pelo juiz Rodolfo Osório Gatto Hermann. Onze testemunhas foram arroladas, entre elas dois assessores do edil, o filho, uma vizinha, o síndico e o porteiro do condomínio, além dos policiais que efetuaram a prisão de Henrique Mateus na cidade de Pombal, na Paraíba. Estes últimos e o réu no processo serão ouvidos através de carta precatória. Henrique Mateus encontra-se recluso no Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano.

Segundo o advogado de defesa, Geoberto Luna, o réu disse que tinha a intenção de roubar o vereador e não matá-lo. “Ele não tinha a intenção de cometer o crime, apesar de tê-lo feito. Disse que reagiu a uma tentativa de sedução por parte do vereador. Afirmou ainda que estava sob efeito de drogas”, contou o advogado.

Déborah Moraes/Alagoas24horas

Audiência de instrução do Caso Silvânio Barbosa

“Foi um crime bárbaro e não há justificativa nenhuma sequer para que o juiz não decida pela pena máxima. O que eu, os amigos e a família esperamos é que aqui na terra ele pague por tudo o que fez contra o Silvânio e contra todos nós. O que ele fez não se faz com ninguém”, disse Brivaldo Marques, filho do vereador. A pena por latrocínio varia de 20 a 30 anos de reclusão.

Questionado sobre a motivação alegada pelo réu, o filho do vereador diz acreditar que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. “Eu acredito que ele tenha feito o que fez por interesse material, econômico… Ele não teria outro motivo. E isto é que torna o crime ainda mais cruel”, finalizou.

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1 comentário

  • SergioMR says:

    Mas o julgamento pelo tribunal do júri está longe de começar. Então como aplicar pena nesse momento? Hein?

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