Após temporal, dois prédios desabam no Rio

Reprodução/ TV Globo

Dois prédios desabaram na Muzema, comunidade na Zona Oeste do Rio, na manhã desta sexta-feira (12). De acordo com os bombeiros, duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas. Quinze pessoas estão desaparecidas.

Os imóveis teriam entre três e quatro andares, segundo as primeiras informações. Dezenas de pessoas e bombeiros vasculham os escombros para tentar localizar as vítimas. Um homem chegou a ser resgatado e levado sobre uma porta, usada como uma maca.

Resumo:

Dois prédios desabaram em área perto de mata
2 mortos
3 pessoas feridas
15 desaparecidos
Prefeitura informou que construções são irregulares
A comunidade da Muzema é controlada por milicianos
Região foi muito afetada pelo temporal do início da semana

O desabamento aconteceu por volta das 7h desta sexta-feira (12). Não chovia no momento. Uma das construções teria quatro andares e outra, três. A área de isolamento foi ampliada pelos bombeiros, que consideram que outros prédios da região podem ir abaixo. Há um forte cheiro de gás.

Segundo o repórter Genilson Araújo, há cerca de 60 prédios em construção na região, que é dominada por milícias. Reportagem do RJ2 mostrou que os criminosos atuam na construção e venda de imóveis irregulares.

Os moradores dos prédios que desabaram disseram que eles foram inaugurados há seis meses.

Feridos
Entre os feridos, está uma família que se mudou há uma semana para o local: um casal e uma filha de 10 anos. Os três foram levados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge.

Um morador que foi retirado dos escombros chorou muito ao encontrar com a neta. A mulher dele ainda está nos escombros.

Os bombeiros pedem que todos ao redor façam silêncio, para que possam ouvir possíveis pedidos de socorro.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, está na região para acompanhar os trabalhos de resgate. O governador Wilson Witzel lamentou o incidente em uma rede social.

Relatos de moradores e vizinhos
Uma mulher, que se identificou como Érica, contou que tentava encontrar a mãe nos escombros. O padrasto conseguiu sair prédio.

“Meu padrasto está vindo pra cá, mas a minha mãe está gritando ali. Os moradores que estão ajudando foram até ali e ouviram uma senhora gritar exatamente no quarto dela”, disse a moradora.
De acordo com ela, os moradores estavam preocupados com as consequências da chuva e o andamento das construções.

“Eles construindo sem fim, sem parar. Uma construção atrás da outra, uma loucura. Era retroescavadeira, explosões constantes. Só querem construir e vender”, afirmou a moradora.

Edvaldo, morador do primeiro andar do prédio, disse que teve que correr para conseguir escapar. Ele tem escoriações na perna.

“Eu estava no quarto, aí corri para a sala. Quando eu cheguei lá, desmoronou tudo em cima de mim. Foi muito rápido. Passou um pó branco, muita poeira”, destacou Edvaldo.
Outro morador, chamado Ronaldo, contou que as construções são novas. “De repente foi um estrondo, foi tudo de uma vez. Do nada começou a desmoronar”, explicou.

‘Foi tudo muito rápido’, conta morador de um dos prédios que desabou na Muzema

Chuvas
A Muzema foi uma das áreas mais atingidas pelo temporal que caiu no Rio. A cidade está em estágio de crise desde segunda-feira (8). O desabamento aconteceu em uma das áreas mais elevadas da comunidade, perto da mata.

Na manhã de quinta-feira (11), a principal avenida de ligação do bairro, que também dá acesso ao Rio das Pedras, continuava alagada e interditada.

Fonte: G1

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