Oscilação do clima favorece reprodução do Aedes aegypti

Ascom/Sesau

Supervisor de endemias orienta que não se pode acumular água em recipientes sem tampa

Com as pancadas de chuva que têm atingido Alagoas nos últimos dias, acompanhadas de períodos de sol, a população deve redobrar a atenção no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Essa media é importante, uma vez que, segundo a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), milhares de ovos do vetor estão nos recipientes dos domicílios e podem se transformar em larva, pulpa e, após uma semana, em mosquitos adultos, aptos a transmitir as doenças.

Por isso, a ação de cada cidadão é fundamental, com vistorias semanais em suas casas e quintais, especialmente neste período, que precisa de uma atuação intensificada, segundo alerta o supervisor de endemias da Sesau, Paulo Protásio. De acordo com ele, as altas temperaturas e as chuvas formam uma combinação que tem favorecido o aumento da população do Aedes aegypti.

Paulo Protásio explica que, em contato com a água das chuvas, os ovos colocados há semanas ou meses, nos recipientes dos domicílios, podem dar origem a novos mosquitos. Ao mesmo tempo, com as chuvas, aumenta a oferta de criadouros para as fêmeas do Aedes aegypti colocarem seus ovos.

“No Nordeste, sobretudo em Alagoas, esse período que chamamos de quadra chuvosa, em função do outono, traz uma maior preocupação, visto que se eleva as notificações para a dengue, zika ou chikungunya”, disse Protásio. Ele acrescentou que, no primeiro trimestre deste ano, os casos de dengue chegaram a 483, contra 413 registrados no mesmo período do ano passado.

Acúmulo de água 

Segundo o supervisor de endemias da Sesau, os recipientes que acumulam água para o consumo humano e o uso doméstico favorecem a proliferação do Aedes aegypti, por terem condições ideais para a procriação do vetor.

“Por ter uma maior oxigenação e pelo pH da água estar adequado, as fêmeas da espécie vetora do mosquito procuram esses locais para realizarem suas desovas. Depois disso, em contato com a água submersa, esses ovos vão eclodir e o ciclo continuar”, explicou Paulo Protásio.

Ainda de acordo com o supervisor de endemias da Sesau, esse período é preocupante, porque, devido aos índices de chuva aumentando em todo o Estado, cresce o risco de proliferação do Aedes aegypti e, consequentemente, o adoecimento da população. Paulo Protásio acrescentou que, durante as vistorias realizadas pelos agentes municipais, a equipe tem observado que a maioria dos focos do mosquito está em recipientes com água de uso doméstico, como baldes, tonéis, tanques e cisternas.

“O maior número de recipientes para abastecimento de uso doméstico é no Agreste e Sertão alagoano, devido à necessidade de estocar água, pela intermitência que nós temos. Já em outros locais, onde há maior oferta de água, a população estoca sem o devido cuidado, deixando o recipiente desprotegido. Com isso, a proliferação do Aedes tende a aumentar”, garantiu Paulo Protásio.

Casa ou apartamento – O supervisor de endemias da Sesau destacou, ainda, que não importa se você mora em casa ou apartamento, o mosquito pode encontrar um recipiente com água parada para depositar os ovos e se reproduzir. São suficientes 10 minutos por dia para fazer a vistoria em toda casa e eliminar os possíveis focos.

“É importante ficar atento também com a área externa de casa e condomínios, além das piscinas durante esse período. Devem-se manter piscinas e áreas de hidromassagem cobertas e manutenção periódica. Limpe ralos, canaletas externas e calhas para não obstruí-los e se transformarem em possíveis focos do mosquito. Deixe lonas para cobrir objetos bem esticados, para evitar formação de poças d’água. Atenção, também, com plantas que podem acumular água, como bromélia e babosa”, orientou.

Fonte: Ascom/Sesau

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