Aluno do Ifal cria filtro de água acessível para comunidade carente, em desafio internacional

IFAL

Kristhyan Davinny fez análises da eficácia do filtro no laboratório da Universidade Federal do Maranhão, sob os critérios da Funasa

Terminou nesta quinta-feira, 23, a primeira edição realizada no Brasil, do Projeto Latin America Practices and Soft Skills for an Innovation Oriented Network (Lapassion), sediado no Instituto Federal do Maranhão (IFMA). Após 10 semanas de discussões e palestras, as seis equipes participantes, formadas por estudantes de todo o país, além do Chile, Uruguai, Espanha, Finlândia e de Portugal, apresentaram soluções para melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), no estado maranhense. Entre eles, estava o aluno do Curso Superior de Tecnologia em Lacticínios, do Campus Satuba, Kristhyan Davinny, que foi responsável por apresentar o Bamboo Filter, um equipamento que visa o tratamento da água potável, de forma acessível a toda a população local.

Como o evento contava com estudantes e orientadores estrangeiros, foi em inglês que Kristhyan apresentou a solução de sua equipe, no último dia do evento. Ele lembrou que foi lhes dado o desafio de sanar algum problema socioeconômico do município de Santo Amaro, por isso, o grupo pensou em algo que além de atender a comunidade, despertasse a curiosidade dos estudantes, que representavam 30% da população local.

“Nós estudamos e encontramos o bambu. Ele tem uma grande ação contra os microrganismos e dentro de alguns deles, existe água própria para o consumo. Então pensamos que o bambo poderia ser um suporte para as outras camadas filtrantes, porque a estrutura é perfeita para acomodar todas as camadas, dentro dele”, detalhou Kristhyan.

O aluno também apontou, que em comparação com o filtro tradicional, o Bamboo Filter é mais barato e pode ser montado pelos próprios usuários.

“Foi feita a pesquisa em São Luís. Lá, os filtros que prometem deixar a água mais limpa custam de R$ 200 e R$ 250, enquanto nosso filtro custa apenas 73 reais. A lógica da Bamboo Water é que os estudantes e cada morador possam construir o seu, depois de uma oficina que será oferecida a todos. Desse jeito, a valorização da água e o conhecimento científico pode ser generalizado em toda cidade, até mesmo para os que têm menos educação escolar”, acrescentou.

Intercâmbio cultural

Se a comunidade ganhou com os produtos apresentados, Kristhyan lembra que toda a experiência foi pessoalmente enriquecedora. Ele pontuou que São Luís foi hospitaleiro e apresenta uma cultura muito diversa.

“Além dos alunos maranhenses, tive contato com alunos de outros estados como Pernambuco e Amazonas. Também de outros países, como Portugal, Uruguai, Espanha e Finlândia. Fui ao Maranhão sabendo apenas inglês e português; voltei com mais dois idiomas, espanhol e um pouco de finlandês. Foi uma experiência incrível e meu desejo é que todos os alunos do ensino superior federal possam um dia experimentar do mesmo que eu passei. Foi uma tarefa difícil, porque estávamos contra o tempo, mas a experiência de vida e os conhecimentos foram meus maiores troféus”, comemora o aluno.

Fonte: IFAL

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