Órgãos ambientais realizam análise sobre mortandade de peixes em Marechal Deodoro

Raquel Quintela/Real Deodorense

Milhares de peixes aparaceram mortos ontem na Lagoa Manguaba

Os técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA) e representantes da Prefeitura de Marechal Deodoro estiveram, na manhã desta segunda-feira, 17, nas Lagoas Mundaú e Manguaba para iniciar os estudos sobre a mortandade de peixes na região.

Ontem (16), milhares de peixes, de várias espécies, foram encontrados mortos às margens da Lagoa Manguaba. Os locais mais críticos foram os povoados Massagueira e Broma. Esta é a terceira vez que peixes e animais marinhos aparecem mortos em povoados de Marechal Deodoro este ano.

Após o ocorrido, o prefeito do município, Cacau Filho, acionou o IMA e a Colônia dos Pescadores Z-06 a fim de encontrar respostas para o fenômeno. Hoje, o prefeito acompanhou a vistoria realizada pelo IMA e Secretaria do Municipal do Meio Ambiente.

Secom Marechal Deodoro

Prefeito Cacau acompanhou a vistoria realizada pelo IMA e Secretaria do Meio Ambiente

“Reuni o IMA, a Colônia de Pescadores e a Secretaria de Meio Ambiente para que a gente possa fazer uma análise para detectar quais as causas dessa mortandade. Com essas informações vamos dar uma resposta aos pescadores, a comunidade como um todo sobre o acontecido de ontem. Vamos tomar todas as providências necessárias para punir os responsáveis por isso”, afirmou o prefeito.

Nos locais, os técnicos do IMA fizeram a medição de Oxigênio, Salinidade, Saturação de Oxigênio, Temperatura e Sólidos Totais Dissolvidos.

Em quatro pontos mais críticos foram feitas coletas de amostras: no início e no meio do canal, Laguna e rio Sumaúma. Foram coletados água, sedimentos e peixe para análise em laboratório.

Um dos aspectos que chamou a atenção é o nível de Oxigênio Dissolvido (OD) muito baixo em alguns pontos, chegando a oscilar entre 0.2 e 0.3, quando o índice ideal é a partir de 5mg/l. Os primeiros resultados, quanto a aspectos orgânicos da água, estarão prontos nos próximos sete dias, só então será possível indicar as causas do problema.

“Revolvimento de matéria orgânica assentada no leito da laguna, principalmente por causa do aumento na quantidade de águas vertidas pelo rio Paraíba em função das fortes chuvas que caíram nos últimos dias, com isso há ainda a liberação do gás sulfídrico originado com a decomposição da matéria orgânica e que causa o mau cheiro. Uma evidência da suposição é a diminuição do OD”, disse Ricardo César, coordenador de Gerenciamento Costeiro do IMA.

 


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