Marido e irmã de gestante atropelada prestam depoimento à Polícia: “Quero Justiça”

Arquivo Pessoal

Rayane Daniela Costa, 23 anos

O Catador de material reciclado Marcos Antônio dos Santos, marido da gestante Rayane Daniela da Costa, 23 anos, atropelada na manhã de domingo, 1º de setembro, próximo a um shopping center, no bairro de Cruz das Almas, prestou depoimento nesta quarta-feira, 4, na Delegacia de Acidentes. A irmã da vítima, Daiane Gama, também foi ouvida pela delegada Sheila Carvalho, no Complexo de Delegacias Especializadas, em Mangabeiras.

Marcos contou que na manhã do acidente, ele e Rayane estavam indo em direção a praia da Jatiúca. Desempregado, ele e Rayane costumam passar o dia catando material para reciclagem. Era por volta das 6 horas da manhã quando eles passaram pelo espaço onde havia ocorrido um show para catar latinhas. Os dois se separaram e estavam distantes cerca de 50 metros. O catador conta que tudo ocorreu de forma muito rápida. Eles ouviram o barulho do carro em alta velocidade, mas não houve tempo de correr. “Ele deu um cavalo de pau e veio se arrastando de encontro a ela. Eu ainda gritei o nome dela, mas ela não conseguiu correr. O carro rodou na pista e a traseira atingiu a Rayane, arremessando ela por uns de 10 metros. Quando eu peguei ela nos braços achei que estivesse morta”, disse Marcos em entrevista à TV Ponta Verde.

A preocupação do marido, além da saúde de Rayane e do filho, é se terá recursos para comprar  medicamentos e insumos que ela vai precisar depois que receber alta. “Eu não tenho condições de sustentar. Estou desempregado, pago aluguel e era ela que me ajudava, catando latinhas para ajudar no sustento da casa. Eu quero justiça”, desabafa.

A irmã de Rayane contou que a situação da jovem não é fácil. Ela está desorientada e sofrendo com fortes dores na cabeça e no corpo. Sobre o estado de saúde do bebê, Daiane Gama disse que aguarda hoje a tarde um novo boletim médico.

 

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2 Comentários

  • Bruno says:

    Bom seria que esses 7mil pagos pra ganhar liberdade tivessem sido destinados as vitima para ajudar nos danos, não que isso seja o suficiente mas ja amenizaria a situação de quem esta passando essa dificuldade. Agora o cidadão irreponsavel esta tranquilo em casa e desfrutando de sua liberdade e a vitima presa em uma cama nesse momento e nos proximos meses pelo menos. Ele deveria ser condenado a reparar os danos financeiros e nao a pagar fiança para enricar ainda mais o nosso setor judiciario. onde a justica nisso?!

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