Guia para viajar com as crianças

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Pais de primeira viagem – ou não – já sabem. Férias em família podem facilmente se tornar estressantes e cansativas. Afinal, viajar com crianças, independente da idade dos rebentos, requer planejamento e cuidados.

Da documentação à escolha do destino, é preciso pensar em todos os detalhes. Por isso, o site preparou um manual com dicas e regras para uma viagem livre de transtornos.

Xi, esqueci o documento!

Seja no Brasil ou no exterior, acompanhado ou desacompanhado dos pais, esquecer a documentação exigida pode por fim ao aguardado passeio em família. E não há jeitinho brasileiro capaz de contornar o problema. Que o diga a gerente de projetos Viviane Martonosi Otaviano, de 45 anos. A viagem a Orlando, em 2006, na companhia do filho Gabriel, na época com três anos, quase foi perdida ao esquecer a autorização do pai, que viajara uma semana antes para Miami e os encontraria nos Estados Unidos.

A legislação brasileira vigente exige que crianças viajando somente com um dos pais tenham uma autorização por escrito, em duas vias, com firma reconhecida em cartório, daquele que não irá acompanhar. Até junho deste ano era exigido o reconhecimento de firma do pai ausente por autenticidade, isto é, na presença do tabelião. Com a alteração das regras pelo Conselho Nacional de Justiça, o reconhecimento de firma pode agora ser feito também por semelhança em um cartório que a pessoa já tenha a firma aberta.
Sem saber das normas, não adiantou Viviane questionar, explicar e chorar diante da funcionária da companhia aérea e dos fiscais da Polícia Federal. Não conseguiu embarcar. “Meu marido precisou correr atrás da autorização, foi até o aeroporto de Miami e pediu para um casal de turistas que voltava ao Brasil entregar a autorização por escrito para mim, no aeroporto de Guarulhos. Só consegui viajar três dias depois.”

Apesar do sufoco, o episódio serve hoje de lição para não esquecer os documentos. “Foi o pior fim de semana da minha vida. Aquela expectativa da viagem e depois a incerteza de não saber se poderíamos ir, apesar de tudo pago. Depois dessa, nunca mais esqueci nada”, afirma Viviane.

Viagens nacionais

Problemas assim podem também acontecer para quem viaja pelo Brasil. Ainda que na companhia de ambos os pais, crianças menores de 12 anos precisam apresentar o RG ou a certidão de nascimento original, comprovando a filiação, para viajar pelo território nacional.

O historiador David Miranda e sua mulher Daniela sabiam da exigência, mas só perceberam a falta da certidão de nascimento do filho Arthur, na época com dois anos, ao chegar na Rodoviária do Tietê, em São Paulo. Não conseguiram embarcar para Indaiatuba, a 90 km da capital.

“Deixamos as malas nos armários da rodoviária e voltamos para pegar o documento. Só que ao chegarmos em casa, percebemos que tínhamos deixado a chave da porta na rodoviária. Foi uma confusão, embarcamos três horas depois do previsto”, conta o paulistano Miranda.

Tendo trabalhado dez anos na rede de hotéis Accor, ele próprio já negou a hospedagem de muitas famílias que não estavam com os documentos dos filhos. “A gente até percebia que eram pais e filhos, mas a lei exige que se apresente o documento de identidade ou a certidão de nascimento original, nem pode ser cópia”, afirma.
Apesar da confusão na sua viagem, Miranda não critica a exigência das leis brasileiras. “Eles estão 100% corretos. É pela segurança dos nossos filhos, para protegê-los de sequestradores e pedófilos. Basta não esquecer”, completa.

Fonte: IG

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