Maceió


Gratuidade de militares à paisana é discutida na Arsal

AssessoriaWaldo Wanderley, presidente da Arsal

Waldo Wanderley, presidente da Arsal

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal) foi palco, na manhã desta quarta-feira, 4, de um encontro entre a diretoria da Associação de Cabos e Soldados (ACS) e representantes das empresas de ônibus e dos transportadores complementares intermunicipais. Os policiais militares solicitam que as empresas e transportadores permitam que, por uma questão de segurança, eles possam viajar gratuitamente também à paisana (sem estarem fardados).

Após o encontro, uma nova reunião foi marcada para quinta-feira, 12 de abril, quando a ACS deve apresentar os números de quantos policiais militares se deslocam diariamente para o interior a trabalho. “Os empresários, que também irão se reunir para discutir o assunto, querem ter uma ideia do ônus desta gratuidade, para que então possamos avançar no encaminhamento de uma solução provisória e, posteriormente, definitiva para o pleito”, explicou Waldo Wanderley, presidente da Arsal.

Durante a reunião, Dorgival Ferreira, presidente do Sindicato dos Transportadores Complementares de Alagoas (Sintracomp) declarou apoio ao pedido dos PMs: “É mais seguro para os policiais e para o usuário do transporte em geral, que o militar viaje sem farda. O Sindicato concorda com a gratuidade à paisana desde que, por viagem, o número de policiais não passe de dois, para não inviabilizar o faturamento do transportador”.

Já o representante do Sindicato das Empresas Transportadoras de Passageiros do Estado de Alagoas (SINTRAN/AL), Francisco Galvão, defendeu a continuidade do uso do fardamento como forma de controle das empresas de ônibus e sugeriu que a ACS busque formas legais de garantir a gratuidade da passagem intermunicipal para o policial que esteja em serviço. “Não podemos abrir mão do fardamento, porque é um controle que as empresas têm. De outro modo, as empresas ficam inviabilizadas”, disse.

Waldo Wanderley concordou que a reivindicação dos militares tem fundamento, mas, lembrou que não existe legislação que obrigue essa gratuidade. “Estamos mediando esse encontro na tentativa de encontrar uma solução para o impasse. O movimento dos policiais é justo, já que, fardados, eles são alvos de criminosos e ainda colocam em risco os demais usuários”, concluiu.

O vice-presidente da ACS/AL, cabo Rogers Tenório solicitou, em caráter emergencial, que as empresas permitissem que os PMS e bombeiros militares viajassem à paisana até que fosse viabilizado, junto ao Governo do Estado, um projeto de lei para regulamentar a gratuidade do policial durante as viagens a serviço. Segundo o representante do SINTRAN, as empresas irão estudar a solicitação.


Fonte: Ascom Arsal

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