IMA mapeia flora de Mata Atlântica

guianaturaBorboleta e amora silvestre

Borboleta e amora silvestre

Botânicos do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas concluíram o relatório anual 2004-2005 sobre o inventário florístico das espécies ocorrentes em duas áreas remanescentes de mata atlântica, situadas no litoral norte de Alagoas.

A pesquisa coordenada por profissionais do principal centro de referência em botânica taxonômica do Estado, o Herbário MAC do IMA, faz parte do projeto ‘Cheklist’ da Flora das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) na mata atlântica alagoana.

As análises e estudos do projeto ‘Cheklist’ tiveram início há mais de um ano, a partir de um convênio firmado entre o IMA e as usinas Santo Antônio e Camaragibe. O acordo de cooperação técnica para a realização da pesquisa incluía o mapeamento completo da flora vascular ocorrente nas áreas de Garabu, em São Luiz do Quitunde, e na Serra D’água, localizada em Matriz de Camaragibe.

Patrimônio ambiental

Áreas de domínio privado, protegidas por iniciativa de seus proprietários, mediante reconhecimento do poder público, as RPPN são consideradas relevantes por sua biodiversidade, aspectos paisagísticos ou ainda por apresentar características ambientais que justifiquem ações de recuperação. “As reservas servem para garantir nosso estoque genético e a manutenção de espécies e comunidades que não sobrevivem em áreas muito alteradas pelo homem”, diz a curadora do Herbário MAC e coordenadora técnica do projeto ‘Cheklist’, Rosângela Lyra Lemos.

Revelar o rico patrimônio ambiental remanescente destas áreas de mata atlântica em usinas de açúcar e álcool de Alagoas foi o ponto de partida das pesquisas, que numa primeira etapa compreenderam estudos no bioma mata atlântica, análise da composição florística e distribuição de espécies. “Nosso desafio inicial era comparar a riqueza taxonômica das áreas estudadas com outros trechos do litoral alagoano”, revelou a botânica.

Banco de dados

Durante a primeira fase do porjeto foram coletadas amostras retiradas das partes consideradas férteis das plantas, o que resultou no acervo para um banco de dados exclusivamente criado para o projeto. Todo material coletado foi prensado e transportado para os laboratórios do IMA, onde as equipes catalogaram as descobertas, incluindo-as na coleção científica geral de Alagoas, de acordo com ordem alfabética de família, gênero e espécies.

“As duplicatas serão enviadas a outros herbários nacionais e estrangeiros”, informou Rosângela Lyra Lemos, adiantando que o ‘Cheklist’ também representou oportunidade de trabalho para novos botânicos. “A cooperação dos parceiros na condução deste projeto foi extremamente importante”, acrescentou a coordenadora referindo-se aos investimentos feitos pelos proprietários das RPPN, que financiaram despesas com transporte das equipes até as áreas estudadas, contratação de estagiários, além de infra-estrutura para coleta de dados, alojamento e equipamentos para acondicionamento das amostras.

Renovado pelo período de mais um ano, o ‘Cheklist’ tem agora o desafio de consolidar o levantamento florístico, apoiar iniciativas de conservação e recuperação das áreas estudadas a partir da indicação de espécies para o reflorestamento e formações de corredores ecológicos.

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