Polícia


Caso Davi : PC afirma que jovem foi sequestrado, torturado e morto

A Polícia Civil concluiu e encaminhou à Justiça o Inquérito Policial originário da Delegacia dos Crimes Contra Crianças e Adolescentes (DCCCA), que apurou o desaparecimento do adolescente Davi da Silva.

De acordo com as investigações, Davi da Silva desapareceu no dia 25 de agosto de 2014, no Conjunto Cidade Sorriso, localidade do bairro Benedito Bentes, na capital alagoana, logo depois de ser abordado por uma guarnição da Radiopatrulha, com outro adolescente. Davi foi colocado dentro da cela da viatura e, desde então, nunca mais apareceu.

A família e a Polícia Civil (PC) fizeram diversas buscas, mas não o encontraram.

Diante dos fatos, a Delegacia Geral da Polícia Civil criou uma comissão composta pelos delegados José Carlos André, Lucimério Campos, Antonio Edson e Antonio Henrique, para apurar o caso, em caráter especial.

A comissão reuniu diversas provas, testemunhais e técnicas, que indicaram que o adolescente foi sequestrado, torturado e depois assassinado, tendo o corpo ocultado em local ainda desconhecido dos investigadores.

Segundo diversos depoimentos, a abordagem se deu em plena luz do dia e na presença de diversos transeuntes e moradores do bairro, que foram ouvidos e afirmaram que os responsáveis pela intervenção policial foram policiais da Radiopatrulha, batalhão que possui sinais característicos, farda rajada e com a imagem de um cachorro pittbul nas suas viaturas.

Tanto as testemunhas ouvidas no curso da investigação, quanto as provas técnicas solicitadas, apontam que os quatro policiais militares da Radiopatrulha, responsáveis pela abordagem, participaram da ação.

Em razão da gravidade do caso e pelo fato de ter sido praticado por agentes públicos, a Comissão de Delegados de Polícia representou pela prisão preventiva de todos os policiais militares, que foram identificados e inquiridos no inquérito policial.

Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade, integrantes da guarnição que abordou o adolescente Davi, foram indiciados pelos crimes de tortura, sequestro e cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A Comissão informou que, com a conclusão do inquérito policial, a Polícia Civil encerrou seu trabalho e encaminhou ao Ministério Público Estadual para analise dos autos e para as providências necessárias, por esta razão, os delegados não concederão entrevistas sobre o caso.

Fonte: Ascom/PC

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