Saúde


Instituto Evandro Chagas confirma mais nove casos do Zika vírus em Alagoas

No total já são 13 casos confirmados este ano, em cinco dos 102 municípios alagoanos

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Instituto Evandro Chagas confirma mais nove casos do Zika vírus em Alagoas

O Instituto Evandro Chagas (IEC) confirmou, nesta segunda-feira (31), mais nove casos do Zika vírus em Alagoas, sendo um em Arapiraca, sete em Maceió e um em Maribondo. Com isso, já são treze no total, somados aos quatro já registrados anteriormente, sendo um em Colônia Leopoldina e três em Mata Grande.

Os novos casos confirmados são oriundos de 156 amostras enviadas pelo Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL) ao o Instituto Evandro Chagas, no Pará, confirmando o isolamento do Zika vírus em mais três municípios alagoanos. As amostras foram coletadas no período de 15 de julho a 3 de agosto deste ano, segundo informou a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Cristina Rocha.

De acordo com ela, o protocolo do Ministério da Saúde determina que os casos de Zika vírus só podem ser confirmados após comprovação do Instituto Evandro Chagas, que é referência para Alagoas. “A expansão da transmissão do Zika vírus para outros municípios era previsível, uma vez que ele é transmitido pelo Aedes aegypti, mesmo vetor da febre chikungunya e da dengue, que está presente em 71 dos 102 municípios alagoanos”, salientou, recomendando que a população deve intensificar as medidas que previnem a proliferação do mosquito.

“A manutenção dos cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti continua a ser a estratégia mais efetiva. A eliminação de criadouros, a proteção dos depósitos de água, o apoio ao trabalho dos agentes de endemias, a realização de mutirões de limpeza, a denúncia de imóveis abandonados e fechados que podem abrigar grandes quantidades de criadouros, são iniciativas locais que podem ajudar a reduzir e eliminar o mosquito”, evidenciou Cristina Rocha, ao enfatizar que, “cabe aos gestores municipais garantir a limpeza urbana, promover mutirões de limpeza, realizar a coleta sistemática do lixo, além de inspecionar e acionar proprietários de imóveis abandonados ou fechados, que podem abrigar criadouros”.

Casos Suspeitos – E segundo o Protocolo do Ministério da Saúde, são caracterizados como casos suspeitos do Zika vírus, àqueles em que os pacientes apresentem manchas na pela (exantemas), acompanhadas de dois ou mais sintomas, como febre, aumento da quantidade de sangue circulando em um determinado local (hiperemia), sensação incômoda na pele, que provoca coceira (prurido), dor nas articulações (poliartralgia) e dores ósseas (edema periarticular). Nestas situações, os médicos infectologistas recomendam que os sintomas devem ser aliviados com repouso, hidratação e uso de antitérmicos ou analgésicos, sendo recomendável o paracetamol.

“As pessoas que apresentarem sinais e sintomas de suspeição do Zika vírus devem continuar buscando atendimento médico nas Unidades Básicas de Saúde ou nos Pronto Atendimentos localizados em seus próprios municípios. Apenas quando for detectado que o paciente está em estado de grave, a equipe de saúde irá encaminhá-lo para um serviço de referência”, explicou Cristina Rocha.

Fonte: Assessoria

1 Comentário

  • São milhares, porque não há um acompanhamento sério, só na minha casa eu e minha filha tivemos, onde moro foram dezenas.

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