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Bispo Filho

Bispo Filho

Bispo Filho é Administrador de Empresas e Estudante de Jornalismo, foi Coordenador da Abordagem Social e do CREAS-POP da SEMAS.

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Luciane dos Santos, mãe do surfista Ricardo dos Santos.
Luciane dos Santos, mãe do surfista Ricardo dos Santos.

"Nada no mundo cobre a dor de uma mãe que perde um filho", diz mãe do surfista Ricardo dos Santos.

A mãe do surfista Ricardo dos Santos, de 24 anos, tenta controlar o choro. Quer ter força, apesar da imensa dificuldade diante da morte inesperada. Foi assim, na casa do avô de Ricardinho, com a vista para o mar da Guarda do Embaú, em Santa Catarina, que ele tanto gostava, que Luciane dos Santos conversou com o GloboEsporte.com e o SporTV. "Ele vai viver eternamente em nossas memórias", diz.

Ricardinho levou três tiros na frente de casa após desentendimento com um policial militar de folga. O soldado Luis Paulo Mota Brentano, preso na segunda-feira (19), dia do crime, confessou que fez os disparos, mas alegou legítima defesa.

O laudo toxicológico apontou que o PM consumiu álcool, mas nenhuma droga ilícita, no dia em que atirou contra o surfista. As informações são do Diário Catarinense.

A mãe pede por justiça. "É ter justiça, colocar a pessoa que fez isso, uma pessoa sem alma, sem coração, colocar na cadeia e que ela pague por isso.

Apesar que não tem nada no mundo que cubra a dor de uma mãe que perde o seu filho, nada nesse mundo", diz na entrevista.

Em entrevista a ÉPOCA, a namorada de Ricardo, a modelo Karoline Esser, disse o quanto é difícil transformar a dor em palavras. “Quero dizer que, neste momento, amar dói”, afirmou.

Fonte: G1

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Álcool e direção não combinam
Álcool e direção não combinam

Um em cada quatro brasileiros dirige embriagado, muitos são caminhoneiros.

A insistência de motoristas em beber e dirigir sustenta o poder do alcoolismo de matar milhares de pessoas todos os anos nas estradas do país. Mesmo com a Lei Seca, em vigor desde 2008, e as sucessivas investidas desde então para fechar o cerco contra quem pega o volante embriagado, um em cada quatro brasileiros ainda assume dirigir depois de ter consumido bebida alcoólica. No caso dos homens, a incidência é maior, de 27,4%, segundo dados do Ministério da Saúde.

A teimosia custa caro. Em unidades hospitalares de emergência nas capitais e no Distrito Federal, 21,2% dos atendimentos de vítimas de acidentes de trânsito guardam relação com o álcool. O condutor do veículo costuma ser a principal vítima (22,3%), seguido de pedestres (21,4%) e passageiros (17,7%). “Não é mais admissível que alguém tenha coragem de beber e dirigir”, diz o diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Marco Antônio Gomes Pérez.

O efeito devastador da bebida nas estradas fica claro nas mortes e nos gastos com reabilitação de quem sobrevive aos acidentes. Mas pode ser medido também pela dor e pela improdutividade de familiares que tiveram a vida arrasada pela combinação entre álcool e direção. Apesar dos avanços após um maior rigor das normas – incluindo a proibição da venda de bebidas às margens de rodovias –, as trágicas histórias regadas pela embriaguez ao volante não cessam.

Entre caminhoneiros, os impactos do alcoolismo reverberam em cascata na economia brasileira. Quase 70% da produção do país passa pelas estradas, e tudo o que acontece nelas influencia no Produto Interno Bruto (PIB). “Quando não provoca acidentes, o motorista embriagado atrasa a entrega da carga, perde parte da mercadoria, além de gerar multas para as empresas”, enumera o presidente da Associação Nacional dos Caminhoneiros (Antrac), Benedito Pantalhão.

As doses de pinga e os copos de cerveja são consumidos no meio do caminho ou nas paradas para descanso. “Nossa carga horária é pesada e estressante, somos muito judiados pela profissão e temos pouco reconhecimento. Mas isso não pode dar ao caminhoneiro o direito de beber”, comenta Pantalhão, que lembra de 10 histórias de companheiros demitidos por conta da bebida somente em 2014. “A pessoa que bebe precisa de tratamento. É uma questão econômica e de saúde pública, que afeta todo mundo se não for tratada com seriedade”, completa.

Em postos de combustíveis da BR-020 – rodovia que corta cinco unidades da Federação –, caminhoneiros assumem beber antes de chegar ao destino. Quando se entregam ao hábito, reconhecem que o rendimento ao volante cai, pelo menos, 40%. “Rodo, em média, mil quilômetros por dia. Mas quando estou de ressaca, não consigo dirigir metade disso. Fico parando para cochilar a cada duas horas”, conta o motorista de 41 anos, que leva carvão do Distrito Federal para Minas Gerais. “Mas tem gente pior do que eu, que não consegue nem subir no caminhão.”

O álcool é mais comum nas estradas do que o próprio rebite, o comprimido de anfetamina usado indiscriminadamente para espantar o sono. “Tem cara que se sente bem dirigindo bêbado, sabia? Diz até que dirige melhor”, comenta um caminhoneiro com 20 anos de estrada.

O amigo dele, com cinco anos a mais de experiência, retruca: “Isso não existe. Quando você está bêbado e alguém buzina, parece que passa um trem do seu lado. A cabeça pesa, fica difícil de fazer curvas”.

Fica a dica, se beber não dirija.

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Assessoria
Kleberon - Santa Cruz - Bispo Filho - TC Macário - Davino - Romany - Maxuell
Kleberon - Santa Cruz - Bispo Filho - TC Macário - Davino - Romany - Maxuell

A turma do NPOR 1976 realizou uma visita para dar boas vindas ao novo comandante do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMTZ), Batalhão “Hermes Ernesto da Fonseca”, do Exército Brasileiro, Tenente-Coronel Júlio César Macário, que estava desempenhando suas atividades na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), na cidade de Resende (RJ).

Representaram o NPOR 1976, Romany Roland, Robervaldo Davino, Kleberon Costa, Fernando Santa Cruz, Maxuell e Bispo Filho.

Na ocasião Romany Roland falando em nome da turma deu as boas vindas ao Tenente Coronel Macário, em seguida falou sobre a importância do Exercito Brasileiro na vida dos jovens e em especial, aqueles jovens de 1976, que no ano de 2016 completarão 40 anos de sua estada no 59º BIMTZ, e ao mesmo tempo convidando-o para a confraternização da turma NPOR 1976.

Romany Roland falou também da experiência profissional hoje, dos componentes daquela Turma do NPOR 1976, colocando-os à disposição do comandante do 59º BIMTZ para futuras palestras aos jovens que hoje prestam serviço ao Exercito Brasileiro neste quartel.

Romany Roland lembrou também do lema do Exercito Brasileiro “Braço Forte, Mão Amiga” e os componentes do NPOR 1976 são esta “Mão Amiga” do 59ºBTIMZ aqui em Maceió, completou Romany Roland.

O Tenente Coronel Macário agradeceu a visita de cortesia e convidou o grupo para participar da aula inaugural do NPOR 2015, bem como participar de outras atividades do 59ºBIMTZ, salientou que está há pouco mais de um mês no comando do Batalhão, mas se colocou a disposição de um planejamento para que as ideias do grupo do NPOR 1976 possam ser concretizadas e colocadas em prática o mais rápido possível.

Para muitas pessoas ter a oportunidade de servir o Exercito Brasileiro é uma grande experiência de vida,

Eu particularmente tenho o maior orgulho em ter servido o Exercito Brasileiro.

Para mim foi uma grande escola de civismo e uma honra servir nesta Turma do NPOR 1976.

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  • Jefferson Villanova Barros22/01/2015 09h24 comentou:
  • Estenda-se o comentário anterior, ao ex-parceiro e colega Romany (JL) e a todos os companheiros da turma. Forte abraços a todos.
  • Jefferson Villanova Barros22/01/2015 08h51 comentou:
  • Grande INICIATIVA da turma, colocando em prática um dos grandes ensinamentos que aprendemos no EB. Forte abraço a todos, em especial ao Fernando Santa Cruz e ao Robervaldo Davino. 2º Tem R/2 Jefferson VILLANOVA Barros - Turma 1971.
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Atestado Médico falso é crime
Atestado Médico falso é crime

Não bastasse a destruição de 7,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país todos os anos, o alcoolismo tem impulsionado a invisível e criminosa indústria do falso atestado médico.

Ressacados, principalmente no início da semana, trabalhadores pagam por documentos ilegais que os livram da obrigação de ir ao serviço.

As ausências forjadas pelo álcool alimentam a prática da falsidade ideológica e atingem em cheio a produtividade de empresas e órgãos públicos.

Nos grandes centros é comum encontrar homens que, identificados com coletes, dizem trabalhar com “ouro e atestado médico admissional”, mas que também encaminham trabalhadores que buscam atestado médico para justificar faltas ao trabalho a um segundo profissional, que por sua vez é responsável por fazer um atendimento preliminar e ali mesmo conseguir o atestado médico, depois de algum tempo de espera.

Quem vende atestado ilegal comete crimes, como o de falsidade ideológica, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão.

Os médicos que emitem o documento podem ser enquadrados no delito específico de falsidade de atestado médico, com punição que varia de um mês a um ano de detenção.

Já quem apresenta atestado médico falso no trabalho fica sujeito à demissão por justa causa.

No ano passado, um jovem de 26 anos, morador de Vitória (ES), conseguiu uma liberação do serviço alegando estar com sinusite.

Acabou desmascarado pela empresa e, além de perder o emprego, foi levado à delegacia pelo crime de uso de documento falso.

Violência além das fraudes no trabalho, o álcool encoraja para o crime ou conduz a ele sem avisar.

Qualquer agente de segurança pública tem consciência do efeito do alcoolismo na criminalidade, principalmente a que ocorre dentro de casa.

Se as estatísticas são frágeis, a rotina das delegacias por si só reflete essa constatação.

Mesmo aqueles que jamais se considerariam viciados em bebida ficam sujeitos a, impelidos pela embriaguez, cometer atos de violência.

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Jovens destruidos pelas drogas
Jovens destruidos pelas drogas

Numa semana, dois casos chamam a atenção do Brasil: ambos relacionados com drogas, a execução de Marco Archer na Indonésia e o de Dealberto Júnior que teve um desfecho trágico de uma maratona de excessos com drogas alucinógenas que o levaram a morte.

Não vou falar sobre a execução do brasileiro na Indonésia ou do delírio do jovem Catarinense no México, mas, apenas colocar meu ponto de vista sobre a problemática das drogas.

A guerra às drogas é um fracasso global, dos pelotões de fuzilamento da Indonésia ao matar e morrer das favelas brasileiras. São elos na mesma cadeia. A inédita execução de brasileiro por governo estrangeiro ajuda ao menos a incentivar o debate acerca do quanto precisamos mudar.

O que era pra ser uma viagem de festa, praia e curtição, num paraíso à beira-mar, virou um pesadelo. A morte do brasileiro Dealberto Jorge da Silva Júnior, no México, foi o desfecho trágico de uma maratona de excessos. O irmão do Dealberto estava junto nessas noitadas sem limites.

“A droga acabou com a minha vida, a droga tirou a pessoa que eu mais amava no mundo, que é o meu irmão”, diz Fernando, irmão de Dealberto.

O carioca Marco Archer Cardoso Moreira viveu 17 anos em Ipanema, 25 traficando drogas pelo mundo e 11 em cadeias da Indonésia, até morrer fuzilado, aos 53, neste sábado (17), por sentença da Justiça deste país muçulmano.

“Sou traficante, traficante e traficante, só traficante”. “Nunca tive um emprego diferente na vida”. “Tomei todo tipo de droga que existe”, conta Mario Archer ao repórter Renan Antunes de Oliveira que o entrevistou em 2005, numa prisão na Indonésia.

Histórias como estas têm aos montes em nosso dia-a-dia aqui mesmo em Alagoas, e em especial em Maceió nossa Capital, a diferença é que não vira manchete internacional.

Senão, vejamos, Maceió é a cidade mais violenta do Brasil e a sexta no mundo de acordo com organismos internacionais, tendo o negócio da droga como principal fornecedor da matéria prima destes índices.

O jovem que cai no grande erro de consumir drogas não imagina o enorme problema que está criando para si mesmo. Quando percebe o erro cometido, muitas vezes já é muito tarde. O consumo de tóxicos, iniciado por curiosidade ou babaquice, pode resultar na perda da sua vida.

Quem consome drogas tende a ir mal nos estudos e no trabalho. Com isso, tende a empobrecer e acaba se vendo forçado a traficar para sustentar o seu vício.

Entra, numa atividade comercial com regras muito peculiares. Quando alguém deve para um traficante, não vai para o SPC ou SERASA. Como os traficantes não podem usar a justiça para fazer suas cobranças, as dívidas do tráfico são cobradas a tiros. A maior parte dos homicídios cometidos na região é relacionada com o tráfico.

Como um traficante logrado nos seus “negócios” não pode fazer cobrança judicial, tem de fazer suas cobranças através de ameaças de morte. Quem deve se vê obrigado a roubar para pagar a dívida e salvar a sua vida. Quando o cliente não paga, o traficante é obrigado a matar, para manter o “respeito”.

Diante de um quadro assim, não há dúvida nenhuma de que é preciso agir na raiz do problema.

A polícia age no combate direto aos traficantes, mas a questão não pode ficar exclusivamente com ela.

Na verdade, o problema tem duas raízes: uma, que é o tráfico e, outra, que é o usuário.

Se a polícia enfrenta o comércio ilegal, precisamos todos nós nos envolver com as pessoas potencialmente usuárias, com ações preventivas constantes, oferecendo-lhes informações e condições para que façam escolhas saudáveis para suas vidas, evitando o uso indevido de drogas.

Precisamos desenvolver conhecimentos e habilidades que permitam conceber e conduzir os educadores e outros profissionais de saúde e assistência social na busca de ações coletivas de prevenção, proporcionando uma visão fundamentada, atualizada e livre de preconceitos, das questões relacionadas ao uso de drogas, esclarecer o papel da escola e dos educadores na prevenção do uso de álcool e outras drogas e discutir as posturas mais adequadas para realizar o trabalho de forma confiante, crítica e eficaz.

E, finalmente, fornecer instrumentos para a elaboração de planos e ações de prevenção do uso indevido de drogas nas escolas, nas associações de bairros e outras instituições da sociedade.

Este nosso blog, tem sido uma forma de nos colocarmos ao lado da família alagoana e brasileira na concretização da crença de que prevenir é o melhor caminho para termos crianças e adolescentes conquistando uma vida saudável, produtiva e feliz.

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08h54, 18 de janeiro de 2015

O Adolescente, a Família e as Drogas

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Drogas e a Familia
Drogas e a Familia

Durante a adolescência, o jovem busca construir sua identidade tendo a “necessidade” de separar-se da família para pertencer a algum outro meio social.

Esse processo de expansão das relações do adolescente gera mudanças em todos os membros da família, podendo até levar todos a uma crise, uma vez que o crescimento dos filhos está ligado diretamente à evolução dos pais, que têm que aprender a lidar com essa nova situação, aprendendo, inclusive, a serem mais flexíveis.

A chegada da adolescência e as dificuldades familiares geradas podem ser uma das situações propícias para que o uso de drogas surja como um dos sintomas que irá denunciar essa complexa situação.

Isso porque esse momento implica crescimento e individuação, movimentos essenciais na busca do jovem pela sua autonomia e independência do grupo familiar.

Em um artigo publicado pela Revista de Psicologia, foram observadas as dificuldades encontradas durante esse processo pelas famílias de dez adolescentes de 17 e 18 anos, do sexo masculino, da 3ª série do Ensino Fundamental ao 1º ano do Ensino Médio.

Os sintomas que aparecem, nesta pesquisa, são o uso de drogas e o envolvimento com o crime, analisados como um sintoma de toda a família e encarado como uma forma de lidar com os conflitos - mais do que um problema em si mesmo.

A função desses sintomas é conduzir uma mensagem que denuncia falhas do sistema familiar e social, ao mesmo tempo em que indica a necessidade de mudança no seu funcionamento.

Para os pais, a ideia de que está perdendo o seu filho, quando este demonstra movimentos de saída do sistema familiar, gera um estado nomeado de "pânico parental".

A possibilidade de crescimento e independência do filho é vistas como uma ameaça à continuidade familiar, como ruptura e abandono, pois nessas famílias há a percepção de que os vínculos não evoluem.

O uso de drogas acaba por oferecer uma solução ao dilema, pois a independência do filho é uma ameaça mais destrutiva para a família do que a dependência química.

Ao invés de favorecer um movimento de autonomia, o uso de drogas reforça as dependências relacionais, levando-nos a concluir que o sujeito é um dependente da sua família.

São também famílias nas quais se observa a presença de segredos e mentiras como um mecanismo de proteção, acobertamento e negação do comportamento do dependente.

Nessas famílias regidas pela "lei do silêncio", em que os conflitos com relação às regras de convívio não podem ser explicitados pela via da linguagem, uma saída possível é o ato infracional, sendo uma forma de "agir fora o que não se pode falar dentro" (Sudbrack, 1992b, p. 33).

Para Segond (1992), o aparecimento da delinquência na adolescência está vinculado às dificuldades específicas de comunicação e às características relacionais dentro da família, mais do que a aspectos individuais de personalidade ou a fatores estruturais como divórcio, situações de famílias não casadas ou número de filhos.

Esse adolescente desempenha diferentes papéis ao lado da mãe, no decorrer do Ciclo de Vida Familiar, ocupando espaços vazios da relação conjugal, mantendo-se numa relação de rivalidade e/ou de afastamento do pai.

Para lidar com a angústia vivida e criar possibilidades de separação e liberação, o jovem busca outros contextos de construção de sua identidade, dentre esses, o uso de drogas que o leva, quase que simultaneamente, ao envolvimento com atos infracionais.

Ou seja, os pais, não podendo assumir seu papel e seu lugar de orientação, controle e tomada de decisões, confiam essa posição ao filho que assume prematuramente uma responsabilidade emocional considerável.

O ambiente social no qual está inserido não lhe oferece muitas oportunidades diferentes, pois o meio em que vive não o ajuda a produzir os modos de inclusão dentro de projetos mais integradores na sociedade.

As autoras concluem que essa dinâmica familiar não é a única que pode estar presente em famílias de adolescentes que se envolvem em atos infracionais e com drogas.

Outras formas de organização familiar também podem dificultar o processo de construção da identidade de adolescentes, levando-os ao envolvimento com as drogas e o crime.

Além disso, o fato da pesquisa centrar-se nas relações familiares, não significa desconsiderar os aspectos sociais, individuais e políticos que envolvem a relação do homem com as drogas e atos ilícitos.

Texto resumido a partir do original publicado pela Revista de Psicologia, 2004, 15(3), 29-54. Revista publicada pelo Instituto de Psicologia.

Autores: PENSO, Maria Aparecida; SUDBRACK, Maria Fátima.

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Traficante Marco Archer Cardoso Moreira
Traficante Marco Archer Cardoso Moreira

Pois é, como todos sabem, ou deveriam saber, com drogas não se brinca, pois, elas destroem os usuários, acabam com a família e a sociedade e também podem significar o fim da linha para os traficantes. Principalmente, para os traficantes internacionais. Isto porque em muitos países, o criminoso paga com a própria vida.

Apesar dos pedidos de clemência do governo do Brasil e de algumas ONGs, neste final de semana será executado o primeiro brasileiro condenado por tráfico de drogas no exterior.

Trata-se de Marco Archer Cardoso Moreira, Carioca de Ipanema que, em 2003, tentou entrar com 13 quilos de cocaína na Indonésia e se deu mal. Foi preso, condenado e durante todo esse tempo aguarda a execução no corredor da morte naquele país asiático.

Não vou entrar no mérito se a Indonésia está errada em ter a pena de morte e nem se o Brasil ou outros países são mais corretos por apenas prenderem, até com certas regalias, quem pratica esse tipo de crime hediondo destruindo pessoas e famílias.

Por filosofia cristã, pessoalmente, não sou a favor da pena de morte, porém, isso não me tira a indignação ao saber que milhares de brasileiros são condenados à morte todos os dias pelos traficantes e pela impunidade que temos no Brasil.

Cracolândias são também corredores da morte.

Nas cracolândias do Brasil, milhares de pessoas ficam também esperando a morte todos os dias.

Para constatarmos isso, basta olharmos para os zumbis que compõem as centenas de cracolândias no Brasil, onde pessoas sujas, maltrapilhas e sem nenhuma esperança mais de vida, vivem perambulando atrás de mais um pouquinho de droga para satisfazer o seu organismo já viciado e destruído.

Essa podridão e essa destruição do ser humano, que poderiam ser evitadas, caso nossas autoridades tivessem um pouquinho mais de vontade política e de interesse pela vida dessas pessoas, nos deixam ainda mais indignados, ao vermos que as cracolândias se transformam em meras discussões político/partidárias. Com cada um apresentando soluções mágicas, porém, sem nenhuma eficácia para esses pobres brasileiros que continuam morrendo nesses verdadeiros corredores da morte a céu aberto.

Mesmo assim, não defendo a pena de morte para nenhum tipo de criminoso, mas, acho que todos devem ser retirados do convívio social, condenados e que paguem suas penas, por exemplo, em prisão perpétua, no caso de tráfico de drogas. Pois, detido e trabalhando o resto da vida, inclusive, para o seu próprio sustento e da sua família, o traficante, aí sim, teria uma pena justa para o crime cometido.

Portanto, esse brasileiro, que lamento pelo seu fim trágico, como também pelo sofrimento de seus familiares, o qual tinha certeza de continuar vivo no Brasil, apesar de destruir outras vidas, deveria saber que lá na Indonésia a tolerância é zero para traficantes de drogas.

Agora, é tarde demais.

Quem sabe o triste exemplo e a execução deste rapaz, possam servir de lição para outros brasileiros que estejam nesse mesmo caminho.

Infelizmente, parece que essa lição não servirá para outro brasileiro, preso e condenado pelo mesmo crime na Indonésia. Trata-se de Rodrigo Muxfeldt Gularte que também aguarda a sentença no corredor da morte.

Marco Archer será executado amanha 18/01.

“As autoridades daquele país estão preparando um pelotão de fuzilamento para executar Marco Archer e mais cinco traficantes estrangeiros”, informou, hoje, a presidente de ONG internacional.

Em comunicado oficial, o presidente indonésio Joko Widodo disse que apoia a pena de morte para os traficantes de drogas e negou clemência para os prisioneiros. Ele considera que os traficantes destroem “o futuro da nação”. Mesmo não sendo a favor da pena de morte, concordo plenamente com Joko Widodo, quanto à sua última afirmação.

E não é somente a Indonésia que pune com a morte os traficantes de drogas. Outros países, principalmente, os árabes também têm a pena de morte para traficantes.

Portanto, lamento muito pela execução desse brasileiro na Indonésia.

Se eu pudesse, quem sabe poderia até lutar para ele ficar preso o resto da vida no Brasil, trabalhando em prol dos viciados brasileiros.

Mas, não podendo, prefiro continuar me indignando com a situação degradante e miserável de tantas crianças, jovens e adultos brasileiros que continuam morrendo devido à ação de outros traficantes e à omissão de nossas autoridades.

Quem sabe que a execução de Marco Archer não possa ser uma luz no fim do túnel e um marco em nossas leis contra o tráfico de drogas.

Vamos aguardar, pois, afinal, a esperança é a última que morre.

Pelo menos para quem não é traficante ou usuário.

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Dealberto Jorge da Silva Júnior
Dealberto Jorge da Silva Júnior

Um "delírio de perseguição" que seria resultado "de abuso de drogas e de álcool" levou dois irmãos de Santa Catarina a dizer que sofriam ameaça de sequestro na região de Cancún, no México.

A conclusão é da polícia mexicana, segundo a Procuradoria-Geral de Justiça de Quintana Roo, Estado ao qual pertence Playa del Carmen e onde estavam os irmãos Dealberto Jorge da Silva Júnior, 35, e Fernando Luís da Silva, 33.

O mais velho morreu após cair de um prédio na madrugada de domingo (11/01).

Segundo boletim do órgão divulgado nesta quarta (14/01), o resultado das investigações aponta que Dealberto morreu por fratura crânio-encefálica após uma queda acidental.

O procurador Gaspar Armando García Torres concluiu que "nunca existiu ameaça de sequestro e que tudo foi uma paranoia que sofreram devido ao consumo excessivo de droga e álcool", o que Fernando admitiu em depoimento.

Apesar de questionada pela Folha, a Procuradoria não menciona no documento se a conclusão foi confirmada por exame toxicológico no corpo da vítima.

O comunicado afirma que os irmãos estavam instalados em um hotel de Playa del Carmen e que aceitaram hospedar uma mulher russa identificada como Ekaterina Vasileva a pedido de um amigo.

Ela disse à polícia que, depois de romper com o namorado, um amigo brasileiro pediu aos irmãos catarinenses que a hospedassem.

Com base em relatos de testemunhas, a polícia concluiu que, na madrugada de sábado (10/01), véspera da morte, os irmãos saíram com Ekaterina e outro brasileiro e consumiram "álcool em excesso e vários tipos de drogas". Fernando admitiu o fato às autoridades e contou que discutiu com Ekaterina depois disso "por razões sem sentido".

Quando empregados do hotel pediram calma, eles correram. À noite, no hotel, combinaram de se desfazer de seus celulares para evitar serem rastreados e de seus sapatos para não serem identificados.

Como continuavam com a ideia de perseguição, se separaram para tentar se esconder.

Antes disso, Fernando enviou uma mensagem de celular a um familiar, dizendo temer um sequestro.

Fernando também disse à polícia que, do esconderijo, notou a movimentação de patrulhas e soube que uma pessoa havia morrido, supondo que se tratava de seu irmão.

A seguir, foi de táxi até Cancún, onde perambulou até seu dinheiro acabar. Depois, ligou para um amigo, que contatou uma pessoa para ajudá-lo.

Ele admitiu, segundo a polícia mexicana, que "nunca houve sequestro nem perseguição, mas que tudo foi resultado do efeito das drogas".

TESTEMUNHA

Além do depoimento de Fernando, o boletim da Procuradoria-Geral cita relatos de um morador do prédio de onde caiu Dealberto.

Segundo Richar McCarthy, por volta de 23h45 de sábado ele estava em casa quando ouviu ruídos no topo do prédio e viu uma pessoa apoiada no corrimão da escada. Entrou em casa e, 20 minutos depois, foi avisado por um vizinho que havia alguém caído. Ao se aproximar, reconheceu o homem.

A reportagem não conseguiu ouvir familiares dos catarinenses para repercutir a conclusão da polícia mexicana. O corpo de Dealberto foi cremado no México, segundo o Consulado-Geral do Brasil naquele país. Fernando deve voltar ao Brasil no domingo (18/01).

Fonte:

Folha - UOL

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09h58, 15 de janeiro de 2015

BBB: Idiotização Coletiva

Aranha
Charge BBB
Charge BBB

Então está aí, de novo, mais um Big Brother Brasil. Só o fato de haver uma nova edição dessa coisa sofrível que chamam de reality show, já é um retrocesso.

Com este são 15 edições, atestando que, realmente, uma boa parte dos brasileiros faz questão de se revelar um povo subdesenvolvido, praticamente sem cultura nenhuma, ao absorver um programa de tão baixa qualidade.

Felizmente há quem saiba escolher e opte por um programa não tão ruim da televisão, ou pela leitura de um livro, um bom filme, boa música, uma boa peça de teatro.

Em outros países, a moda até já passou, mas no Brasil, não.

Há até quem assine um canal TV paga que mostra a “atividade” na casa vinte e quatro por dia.

E são milhares de assinantes infelizmente.

O tal Big Brother não tem nenhum ponto positivo e a cada edição fica pior.

As piores qualidades dos participantes do “show” são valorizadas, para dar mais “ibope”.

Vale tudo: baixaria mal caráter de uns e outros, até sexo.

Numa das últimas edições, no entanto, não foi apenas sexo: um dos moradores da casa teria estuprado uma moradora, embaixo do edredom. Virou escândalo nacional e acabou exacerbando a curiosidade e até daqueles que não viam o malfadado programa, acabaram dando uma “espiada”.

O brasileiro precisa analisar melhor o que anda consumindo, precisa escolher melhor o seu tipo de lazer.

Há que saber escolher o que ver na TV, há que se ler um bom livro, de vez em quando, estudar mais, fazer cursos para se encaixar melhor no mercado de trabalho e melhorar a renda.

Precisamos gerenciar melhor o nosso tempo. Precisamos elevar o nosso nível de cultura.

E não venham, por favor, me dizer que “não podemos fazer tudo isso porque somos pobres”. Sempre podemos aprender mais.

Precisamos, mais que tudo, que a qualidade da educação brasileira seja resgatada, para que coisas como esse BBB não faça todo esse sucesso em nosso país.

Felizmente há quem abomine o tal BBB e esperamos que esta seja, finalmente, a última edição.

“Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade”.

"Luis Fernando Veríssimo"

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Jovem em Alagoas
Jovem em Alagoas

Mais um recorde negativo, estudos da consultoria Macroplan apontam Alagoas como o pior Estado brasileiro para os jovens.

Quase 25% da população brasileira em 2013 eram compostas por jovens com idade entre 15 e 29 anos. E é entre eles que está a maior taxa de desemprego por faixa etária do Brasil - que é quase duas vezes maior do que a média nacional.

Mais jovens sem emprego não significam necessariamente mais anos de estudos nesta faixa etária. Dos 50 milhões de brasileiros que em 2013 tinham entre 15 e 29 anos, 14,9% não trabalhavam, não estudavam ou sequer procuravam emprego.

Em alguns estados o cenário é ainda mais agravante. No estado de Alagoas, por exemplo, praticamente 1 a cada 4 jovens estavam nesta situação. Enquanto em Santa Catarina, a proporção de "jovens nem nem" era de 8,9% há dois anos.

Este é apenas um exemplo das disparidades regionais vivenciadas pela juventude brasileira.

As taxas de homicídio nesta faixa etária se mantiveram estáveis entre 2002 e 2012.

No Sudeste, o número de jovens assassinados entre 100 mil habitantes caiu em dez anos, mas cresceu nas demais regiões.

Neste estudo você poderá conferir um panorama de como os jovens vivem nos 26 estados mais o Distrito Federal segundo a taxa de desemprego, gravidez precoce, taxa de evasão escolar no ensino médio, taxa de homicídio e proporção de "jovens nem nem".

De cinco critérios analisados, o estado de Santa Catarina alcançou os melhores desempenhos estaduais.

Com exceção das taxas de gravidez entre adolescentes, todos os dados analisados nesta reportagem foram compilados no estudo Desafios da Gestão Estadual da consultoria Macroplan.

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