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Bispo Filho

Bispo Filho

Bispo Filho é Administrador de Empresas e Estudante de Jornalismo, foi Coordenador da Abordagem Social e do CREAS-POP da SEMAS.

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Professora Mônica El Bayeh
Professora Mônica El Bayeh

Excelente texto da Professora Mônica El Bayeh que reproduzo aqui na integra!

Por que razão se reduz o tempo de estudos de um aluno? Por razões econômicas, claro. Assim é regida a triste pedagogia no município do Rio de Janeiro.

Que eu me lembre, começou assim: eram seis tempos de aula diariamente, trinta tempos por semana. Os trinta passaram para vinte e cinco. Cinco tempos a menos. Antes eram três de língua estrangeira, artes, educação física. Passaram a ser dois.

Somada à redução do horário dos tempos, a ordem de não reprovar. Exatamente isso, só que em palavras bonitas e falsas. No município do Rio de Janeiro é proibido reprovar. Não podemos reprovar? Muito menos do que o ideal. Notas baixas também são motivo para o professor ser questionado.

Não pode haver mais de três notas baixas por turma. Como fazer essa mágica quando os alunos nem ler direito sabem? O que fazer com o aluno que chega ao sexto ano e não foi alfabetizado? Alunos que não somam vão realizar equações de segundo grau?

O nível caiu tanto que as avaliações que eu usava quando entrei no município não servem mais. Joguei fora, uso como rascunho. Já aconteceu de eu interromper a prova. Reexplicar a matéria no quadro. Fazer de conta que esqueci de apagar. Nem assim eles conseguiram responder. Nem eu dando cola no quadro.

Sabe por que? Nossos alunos vêm perdendo a capacidade de raciocinar. Estão emburrecendo. E sendo emburrecidos pelas práticas financeiro pedagógicas do município.

O município divulga a criação de uma fábrica de escolas. Fábrica é o que se quer criar. Produção em série, sem questionamentos. Professores que não questionam? Alunos que não pensam? São os ideais. São esses que vão votar em quem não presta e perpetuar governos corruptos.

A educação cai de podre como planta a quem se nega água. Os professores lutam, criam, inventam numa luta inglória. Lutam sozinhos.

O município cortou os salários dos professores grevistas que foram às ruas denunciar. Uma forma de calar a voz dos descontentes.

Descontou como falta o que era greve. Mesmo dentro da ilegalidade, continua descontando até hoje. Já descontou mais que o equivalente do salário que paga. Roubo!

Nas escolas particulares há inspetores, porteiros, seguranças. Nas escolas do município não há quase nada. O prefeito retirou os porteiros. Um inspetor por turno. Não há a menor segurança para ninguém.

A secretária fala sorrindo, sem o menor pudor, que professor sempre vai ganhar mal mesmo. Ela também ganha? Se ela recebesse o salário de um professor do município do Rio de Janeiro sobreviveria? Sorriria, com o mesmo pouco caso, ao abrir seu contracheque?

Agora anunciam por aí que até o sexto ano será um mesmo professor para todas as matérias. Alegam que será melhor para os alunos que nesse ano começam a enfrentar vários professores e têm dificuldades em lidar com essa situação.

Lidar com novas situações faz parte da vida. Dificuldades crescentes também. Nossos filhos de escolas particulares passam e enfrentam a mesma situação. Estranham, mas superam. Nós aceitaríamos que eles tivessem um professor só? Um professor sem a formação adequada, mal preparado para dar aulas de todas as matérias?

Você aceitaria ser operado por um advogado? Pediria a um médico que construísse sua casa? Provavelmente não, né? Até porque o conselho deles é forte e comeria o fígado do invasor.

Mais uma vez, quem dirige o pedagógico é o financeiro. Um professor custa menos que vários. Se os alunos fossem de classe média alta, teríamos um motim de mães na porta da direção. Mas não são. O município sabe disso. Não são e não vão reclamar.

A sociedade também se cala, como as mães pobres dos alunos. Se cala porque não se sente incomodada, como se não fosse com ela. Como se fosse longe e não nos atingisse. Só que atinge.

Reclamemos nós, então! Nós que enxergamos o absurdo da situação. Nós que nos indignamos com o que percebemos em volta. É dos nossos salários que sai o dinheiro que tinha de ir para a educação e vai para bolsos vorazes.

É criminoso institucionalizar o despreparo dos jovens que dependem das escolas do município. É criminoso esse assédio moral que os professores do município vêm sofrendo por parte do prefeito e da sua secretária de educação.

Nossos meninos pobres são cada vez mais roubados do direito básico de educação decente. O que me dói é que é neles que se pensa quando se pede a diminuição da maioridade penal. Os meninos roubados de tudo incomodam quando aprendem a roubar.

Nossos meninos veem sua chance de vida sendo assassinada por falta de investimento público.

Esperamos que eles sejam o que?

Cada escola sucateada hoje é um presídio lotado amanhã.

Professora Mônica El Bayeh

Professora no Colégio Marista São José e Professor na empresa SEEDUC RJ

Publicado na Revista Época

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Alcool e os jovens
Alcool e os jovens

Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde e foram divulgados (10/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, 34,5% dos usuários tiveram o primeiro contato com a bebida alcoólica entre 15 e 17 anos e 12,5%, antes dos 15 anos.

Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o mais preocupante é que esses jovens não só começaram a beber cedo, como têm feito uso abusivo do álcool. “É preciso encarar esse uso abusivo por jovens como um problema de saúde pública. O álcool é responsável por muitas doenças e muitos problemas de saúde pública”, disse.

Para Chioro, é fundamental ampliar a fiscalização aos estabelecimentos comerciais, para evitar a venda a menor de idade, já que esse comércio é proibido pela legislação. “Mas também é preciso trabalhar com as famílias, porque, muitas vezes, esse jovem tem acesso à bebida alcoólica no próprio seio familiar, nas festas. Como a bebida é socialmente aceita, se faz todo um rito de iniciação [dentro da família]”.

Outro dado apresentado pela pesquisa que, segundo Chioro, é preocupante, é que 24,3% dos usuários de álcool entrevistados assumiram já ter dirigido sob o efeito da bebida. “São mais de 30 mil óbitos por ano relacionados a acidentes de trânsito.

Uma parcela considerável desses óbitos é relacionada a pessoas que ingeriram álcool ou drogas e dirigiram.

Temos que trabalhar não só para fortalecer os processos fiscalizatórios previstos na Lei Seca, como desenvolver um conjunto de atividades preventivas de educação, saúde e informação”, disse.

Apesar de não haver estatísticas disponíveis sobre o assunto, o ministro acredita que a proporção de pessoas que dirigiam sob efeito de álcool, antes da Lei Seca, era ainda maior. “Provavelmente esse número era maior antes da Lei Seca. A Lei Seca é uma proteção para a sociedade e, portanto deve continuar”, disse.

Fonte:

Agencia Brasil

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Mulheres no crack
Mulheres no crack

Elas são 20% dos consumidores nas cracolândias. Nelas, a conexão da droga com o cérebro é mais rápida.

Uma jovem de camisa branca com manchas de terra, cabelos bagunçados e pés descalços andam pelo estacionamento do Setor de Diversões Norte olhando para o chão.

Com uma manta protegendo a cabeça da chuva, parece procurar algo. Pega duas latas de refrigerantes partidas ao meio que estavam jogadas na rua e, com as mãos, busca restos da droga que a mantém refém: o crack. Ela não é a única. A Pesquisa Nacional Sobre o Uso de Crack, feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revela que as mulheres são 20% dos que frequentam as cracolândias no País - entre 18 e 24 anos, elas são 37,41% dos consumidores.

A poucos metros dos centros do poder, a cena é comum. No Setor Comercial Sul, o mundo das drogas tem endereço: o subsolo. Nas galerias, os viciados se juntam para usar mais um pouco da substância que causa alta dependência. Entre elas, o arrependimento é claro, mas a compulsão é ainda maior.

“Eu deixei uma coisa tão pequena, insignificante e fútil como essa droga tomar conta da minha vida. O crack me tirou tudo”, reconhece Marcela (nome fictício), 36 anos. Ela tem pai, mãe, filhos, casa para morar e uma carreira. Formou-se em gastronomia, mas há cinco anos vive pelas ruas. A pesquisa revela que, como ela, 2,35% de todos os usuários do Brasil conseguiram concluir a graduação antes de se render à droga.

Efeito diferente

Especialistas afirmam que o organismo feminino é mais vulnerável à ação das drogas e isso explicaria porque as mulheres integram os índices de dependência. “Existem pouquíssimos estudos sobre o envolvimento de mulheres com álcool e drogas justamente porque elas representariam uma camada menor dos usuários. São sempre em torno de 20%, mas a tendência é de igualar os gêneros”, alerta a médica psiquiatra e especialista em dependência química Helena Moura.

“Nelas, o efeito das drogas é diferente”, explica. Os hormônios femininos podem estar envolvidos nesta maior sensibilidade - a conexão dos entorpecentes com o cérebro é mais rápida. “Elas precisam de menos quantidade e tempo de uso para desenvolverem a dependência”, assegura.

Leonardo Moreira, assessor de políticas sobre drogas da Secretaria de Justiça (Sejus) e presidente do Conselho de Políticas Sobre Drogas do DF, entende que está mais claro que existem diversas vulnerabilidades para as pessoas usarem drogas. “As mulheres estão incluídas por diversos fatores, sejam sociais, de violência ou de abandono”, diz.

Para Moura, um quadro pós- traumático pode causar predisposição para o uso de entorpecentes. Nisso estão incluídas questões como abandono, abuso sexual, desejo de permissividade ou independência.

Marcas no corpo e na alma

Nos dedos, manchas escuras e queimaduras de tanto acender cachimbos de crack. No rosto, braços e pernas, cicatrizes. Marcela se emociona ao lembrar-se da trajetória de vida. Aos 15 anos, não imaginava que entrar no mundo das drogas a faria tão mal. “Meu primeiro marido usava drogas e, apesar de nunca ter me oferecido, achava que ficaria mais próxima se também usasse. Depois, um outro companheiro me apresentou ao crack”, conta.

“As pessoas me conhecem como Maninha. Tenho 23 anos, mas sou assim por causa da droga”, diz outra jovem que vive do vício em uma galeria no =no Plano Piloto. Ela se justifica pela aparência castigada, com rugas, manchas e cicatrizes.

Casos parecidos

A trajetória das duas lembra a da ex-modelo Loemy Marques, de 25 anos, que saiu do Mato Grosso para tentar a carreira em São Paulo e acabou encurralada no mundo das drogas. Loira, magra, com olhos verdes e 1,79 metro de altura, a beleza deu lugar aos efeitos dos anos de uso da droga – há dois anos, ela vive na cracolândia de São Paulo.

Outro fator que evidencia a semelhança entre as três é a lucidez quando não estão sob efeito das drogas. Elas se mostram conscientes do estado em que estão. “Estou tomando raiva do crack e quero parar.

Essa droga mata e as pessoas matam por ela”, analisa Maninha.

Policiamento

No Setor Comercial Sul, quatro mulheres integra a equipe da Polícia Militar que faz ronda no local. “O crack é uma droga devastadora. Em três meses e meio, já vi de tudo”, diz uma das militares, que preferiu não se identificar. Ela conhece as usuárias pelo nome e é bem tratada pelas reféns da droga.

“Nossa função é impedir que o crack chegasse, porque isso contribui com uma série de problemas que envolvem a segurança pública. O que essas pessoas precisam é de intervenção social do Estado”, relata.

Tratamento diferenciado

Segundo o assessor de políticas sobre drogas da Secretaria de Justiça (Sejus), Leonardo Moreira, há um processo de mudança no tratamento. “Uma das coisas que temos visto é o consultório na rua, que vai ao encontro dessas pessoas”, avalia. Para as mulheres, o olhar é diferenciado: “Aquelas que estão grávidas precisam de um tratamento tanto a elas quanto aos filhos, que recebem as drogas durante a gravidez”.

Esta seria uma das situações que podem motivar uma mudança. Foi assim com Juliana (nome fictício). Aos 30 anos de idade, ela passa pela nona internação após viver por seis anos nas ruas, onde gerou seu segundo filho.

“Eu fazia o possível para usar menos e não prejudicar tanto o bebê. Sabia que eu era a única pessoa que poderia fazer algo pela criança e não conseguia. Isso me tirava o chão, me enlouquecia. Foi um dos fins do poço”, relembra.

Milagre

“O nascimento dele com saúde foi um milagre. Não teve clínica, promessa, ameaça, espancamento ou desprezo que conseguissem me fazer sair, mas aquilo me resgatou”, lembra Juliana. Ela ainda passou por recaídas e, hoje, sóbria, diz que perdeu anos sem perceber, mas está confiante de que seja a última tentativa.

Ela se formou aos 23 anos em Direito em uma faculdade particular e deixou a casa dos pais, no Plano Piloto, três anos mais tarde após se entregar ao crack por conflitos pessoais e familiares. “Comecei com maconha, mas o crack é terrível. Eu perdi tudo e vi, nele, a possibilidade de fuga”, conta.

Olhando para trás, ela vê tudo com mais clareza. “Não imaginei que tivesse alguma substância que fosse me roubar tudo”, afirma.

Usuárias são o dobro dos portadores de HIV

Para compor a Pesquisa Nacional Sobre o Uso de Crack, feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mais de 32 mil pessoas foram entrevistadas. Entre as mulheres, 8,17% eram portadoras do HIV, mais que o dobro do índice masculino, que chegava a 4,01%. Isso pode ser justificado por outros dados: 55,36% afirmaram ter praticado sexo em troca de dinheiro para comprar a droga ou do próprio crack.

Além disso, 40% delas sofreram violência sexual no último ano.

A usuária Marcela se encaixa nos dados. Ela diz que sofre violência física e psicológica “todo santo dia”. Por dívida, fofocas ou simplesmente por surto de usuários. “Para conseguir dinheiro e sustentar o vício, peço nas ruas, faço programa, vigio carro. Não roubo. Já roubei, mas hoje quero distância de prisão. Afinal, já estou presa aqui”, conta.

Na gravidez

Mãe de quatro filhos, Marcela relata que abusou drogas durante toda a gravidez, inclusive no dia do parto da filha caçula. “Agora vou ser avó”, diz, em prantos.

“Já tem mais de seis anos que não vejo meu filho mais velho.

Tenho muita vergonha. Não estou convivendo nem comigo mesma, como vou conviver com os meus filhos?”, emenda.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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A Palmeirada
A Palmeirada
A Palmeirada

Velhos amigos que surgem do inesperado e nos deixam com uma sensação boa e nos faz se sentir bem.

Reencontrar velhos amigos é reviver duas vezes (pode?).

É como se de repente revivêssemos situações, emoções...........

Sentimentos que nos fizeram e nos faz tão bem.

Reencontrar amigos é relembrar o passado................

E relembrar os tempos passados nos faz reatar os laços das verdadeiras amizades.

Fico feliz em rever amigos por meio da Palmeirada................

Espero que amanha estejam muitos amigos de um tempo que não volta mais, mas que nos traz doces e suaves lembranças..........

A Palmeirada nos traz a sensação de que rever é reviver............

É preciso reviver, mesmo que só na lembrança, voltar à minha querida Palmeira dos Índios, rever a minha infância, adolescência e todos os momentos felizes que lá passei, não tem preço.

Amanha estaremos na arquibancada do tempo no clube dos médicos revivendo as alegrias, recordar das lembranças ingênuas da infância e adolescência e não há dúvidas, foram as fases mais marcantes de nossas existências.

Crescer, amadurecer e ter outras responsabilidades não é abandonar o que foi bom para tomar uma caminhada com pesos e perturbações.

Vamos dar as nossas vidas o toque leve de ser simples, brincar, sorrir e ser feliz.

Até amanha se Deus quiser!

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Matilde Campodonico/AP
Estudante uruguaio
Estudante uruguaio

Uma pesquisa realizada pela Junta Nacional de Drogas (JND) entre mais de 11 mil jovens escolarizados no Uruguai revela uma queda no consumo de álcool e cigarros nos adolescentes de entre 13 e 17 anos, e esclarece que pela primeira vez o consumo de maconha supera o do tabaco.

De acordo com o levantamento, 17% dos consultados consumiu maconha no último ano, enquanto 15,5% fumou tabaco, segundo a Sexta Pesquisa Nacional sobre Consumo de Drogas em Estudantes de Ensino Médio, realizada pelo Observatório Uruguaio de Drogas (OUD), dependente da JND.

"Isso é uma realidade", declarou nesta quarta-feira (10) à Agência Efe o secretário-geral da JND, Julio Calzada, destacando que ditos dados estão associados a um forte descenso do consumo de tabaco, que caiu 'significativamente' nos últimos 10 anos, quando sua prevalência chegou a ser de 34%.

A pesquisa anterior, realizada em 2011, constatava que 20,2% dos consultados tinha fumado tabaco, enquanto 12% tinha consumido maconha.

O Uruguai adotou em 2006 uma estrita legislação que proíbe a publicidade, promoção e patrocínio do tabaco.

Além disso, em 2013, o presidente do Uruguai, José Mujica, impulsionou uma lei destinada à legalização do cultivo, da distribuição e do comércio da maconha sob a regulação do Estado.

Segundo Calzada, a maconha segue com a mesma tendência ascendente desde 2003, quando se constatou que era consumida por 8,4% dos jovens.

Estes dados, na opinião de Calzada, comprovam que o consumo de maconha não disparou apenas a partir do início de aplicação da lei que regula seu mercado. "A curva não disparou e isto é muito significativo", acrescentou o porta-voz da JND, que rejeitou que tenha havido um momento 'de alta permissividade' no uso desta substância.

A esse respeito, Calzada mostrou sua expectativa que, no marco da regulação do consumo de cannabis, 'que está começando a se implementar este ano', no futuro a tendência ascendente se transforme 'em um planalto e comece a ser descendente'.

O consumo destas substâncias em jovens é, por sua ordem, de álcool, bebidas energéticas, maconha, tabaco e tranquilizantes.

Os responsáveis pela pesquisa advertiram ainda que, exceto pelo álcool, a maioria dos consumos é experimental ou ocasional.

Ainda segundo a pesquisa, quase dois de cada três estudantes uruguaios usou alguma droga nos últimos 12 meses e se constata um descenso do consumo habitual de álcool.

Em 2003, 55,9% dos indagados tinha ingerido uma bebida alcoólica no último mês, enquanto em 2014 esse número caiu para 38,7%.

A pesquisa também alertou sobre o consumo de bebidas estimulantes, chamadas energéticas, e a importância que tem o envolvimento dos pais para evitar o começo do consumo em idades prematuras.

Fonte: G1

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Canabidiol(CBD)
Canabidiol(CBD)

Pela primeira vez, um país autoriza seus médicos a prescrever o canabidiol (CBD), um dos 80 princípios ativos da maconha.

A Folha teve acesso à decisão do CFM (Conselho Federal de Medicina), que será detalhada em coletiva de imprensa nesta quinta (11), à tarde e encaminhada ao "Diário Oficial da União".

O conselho adiantou que os médicos poderão prescrever o composto para formas severas de epilepsia. Ainda não está claro se o documento contemplará também enfermidades como a doença de Parkinson e a esquizofrenia.

Estudos já demonstraram a efetividade da substância para melhorar a qualidade de vida dos pacientes que sofrem com tais doenças.

Nos Estados Unidos, o canabidiol é vendido para ingestão via oral, como pomada cutânea e até xampu.

A FDA (agência que regula medicamentos nos EUA) considera o composto seguro, mas não permite que quem o comercialize alegue propriedades medicinais - segundo o órgão, para isso serão necessárias pesquisas mais abrangentes envolvendo grandes grupos de pessoas.

ANVISA

A decisão do CFM segue a norma do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, que em outubro autorizou a prescrição do CBD para médicos do Estado.

O canabidiol, entretanto, ainda não consta na lista de substâncias permitidas pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Isso significa que sua importação tem de ser autorizada caso a caso – não é permitida a venda, por exemplo, em farmácias.

A primeira autorização saiu em abril, e desde então foram 238 liberações.

Um dos requisitos da ANVISA para a liberação da importação é exatamente uma prescrição médica. Com a decisão do CFM, isso deve se tornar mais fácil, uma vez que uma reclamação dos pacientes era que esses profissionais tinham receio de receitar o CBD, já que a substância era proibida pelo seu conselho.

A inédita decisão é fruto de um debate que começou quando a família de Anny Fischer, 6, obteve na Justiça, pela primeira vez no País o direito de importar a substância.

Anny tem uma forma grave de epilepsia para a qual não há tratamento específico. A doença provocava até 80 convulsões por semana com duração de 10 minutos cada uma e comprometia o desenvolvimento de Anny. Hoje, ela tem pequenos espasmos esporádicos que duram cerca de três segundos.

De Brasília, a família só conseguiu o laudo e receita na USP de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A USP estuda o canabidiol desde os anos 1970.

“A gente fazia de tudo de forma ilegal, e o neurologista da Anny não prescrevia o CBD", diz Norberto Fischer, pai da Anny. "Muitas pessoas ainda nos procuram dizendo que não conseguem a receita médica", afirma.

Fonte:

Folha de São Paulo

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09h18, 10 de dezembro de 2014

Amar também é saber dizer não!

Cuore Cuidados
Cuore Cuidados
Cuore Cuidados

Não existe família que se mantenha saudável, unida e centrada quando um de seus membros adoece por alcoolismo ou dependência química.

A tendência natural é de desenvolverem teorias pessoais e atuarem embasados neste “achismo”.

Consequência? Desarmonia, raiva e distanciamento dos familiares.

Quando falamos em dependência de álcool e drogas, nos referimos a uma doença, que deve ser tratada por profissionais da área da saúde como psicólogos, psiquiatras, clínicos gerais, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, entre outros, conjuntamente.

Não adianta brigar, discutir ou impor sua maneira de pensar, julgando uns aos outros; o melhor é buscar orientação profissional.

A ajuda profissional não se restringe ao paciente acometido pela dependência, mas também a família que, pelo vínculo afetivo, age através da emoção, deixando a razão de lado.

Não se auxilia o dependente através da omissão, mantendo-se próximo para mostrar carinho e, quando o dependente utiliza sua droga de preferência, o agride e humilha.

Um câncer não é curado por amor a alguém, mas por amor a si próprio com o auxílio da medicina e de uma equipe multidisciplinar.

Um dependente não vai parar com sua obsessão e compulsão pela droga por algum familiar demonstrar abnegação e excesso de carinho.

É necessário mostrar o amor através de uma conduta firme e objetiva, forçando o paciente a perceber a necessidade de um tratamento.

Não há necessidade do alcoólico ou dependente químico perder emprego, amigos, família, saúde, tudo, para então ser auxiliado; se a família se unir e buscar auxílio para agir de maneira adequada, pode ajudar efetivamente no problema e interromper a evolução desta patologia.

Amar também é saber dizer não, é mostrar-se ciente de seu consumo de álcool e/ ou drogas, não sendo conivente com esta conduta.

Fonte:

Cuore Cuidados

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UNIAD
Alcool nas festas de formatura
Alcool nas festas de formatura

Diálogo é a melhor maneira de evitar excessos nestas festas, comuns nesta etapa de conclusão do Ensino Médio.

É Enem, viagem a Porto Seguro, provas finais, e do último ano na escola, dúvidas sobre o destino das férias de verão, vestibular, quem sou eu, qual profissão guiará minha vida para sempre. Caramba, faltam semanas para a festa de formatura do colégio!

A cabeça dos adolescentes do terceiro ano do Ensino Médio só pode estar a mil — os mais velhos sabem como é e os mais novos fantasiam. Nesse caldeirão de sentimentos, com cérebros ainda em formação, os questionamentos pipocam. Entre eles, certamente: "E aí, o que vamos beber na festa?".

Refrigerante, água, suco, energético, vodca, cerveja, uísque, água de coco? Independentemente da escolha, são dúvidas inevitáveis para a geração que está prestes a chegar à maioridade — e também para os pais, claro. E é fundamental que essas dúvidas apareçam de preferência também em casa, mas numa boa, jogo limpo.

É o que pensam especialistas que convivem diariamente com essa gurizada, que mesmo sem idade legal para beber, já se acha experiente. Afinal, segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), publicado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em 2012, metade dos brasileiros entrevistados disse ter provado bebidas alcoólicas entre 12 e 14 anos e 41% entre 15 e 17 anos.

— É um desafio tratar esse assunto. A mensagem que eles não querem ouvir é que não podem beber, mas somos obrigados a dizer. Às vezes, funciona mais conscientizar os pais do que os adolescentes — afirma Thiago Pianca, psiquiatra do Hospital de Clínicas.

Segundo ele, muitos pais são responsáveis diretos por esse tipo de comportamento, financiando e comprando a bebida. Embora fatores sociais e históricos sejam bastante relevantes, para Pianca há uma ideia muito difundida entre os pais de que "não dá nada" beber. Essa concepção chega aos filhos, que se sentem autorizados.

— O que mais ouvimos é "meu filho é consciente, sabe os limites dele", mas não é verdade. Não estão neurologicamente preparados para isso e, por mais que seja informada, a maioria não se convence. São os responsáveis, os adultos, que não podem deixar que eles se excedessem — observa.

NA PORTA DA FESTA, UNIÃO DE ESFORÇOS

O médico faz parte do Fórum Permanente de Prevenção ao Consumo de Bebidas Alcoólicas por Crianças e Adolescentes, formado em 2011 e coordenado pela procuradora de Justiça Maria Regina Fay de Azambuja, que reúne pais, escolas e professores, médicos, policiais e produtores de festas.

O grupo discute formas de minimizar os riscos a que os adolescentes são expostos quando bebem e, desde 2012, envia equipes para dar suporte em frente às formaturas. Neste ano, um ônibus do Ministério Público (MP) estará em frente a seis delas, prestando suporte médico, apreendendo bebidas e tentando coibir a venda. Também dispõem de um bafômetro, e os jovens embriagados só são liberados com a presença dos pais.

Em 2009, o MP atuou junto às produtoras para evitar que as bebidas fossem vendidas dentro da festa, o que acabou transferindo o problema para o "esquenta". É o momento entre a cerimônia e a ida ao clube, que passou a ser, via de regra, marcado por excessos.

— A partir daí, percebemos que deveríamos chegar na família, pois os pais não sabem os riscos que os filhos estão correndo. Também não queremos chegar nos adolescentes e dizer que é crime, mas mostrar que queremos protegê-los — conta a procuradora Maria Regina.

Porém, ela defende que o Conselho Tutelar comece a ser mais rígido ao avaliar os casos encaminhados pela equipe. No ano passado, a maior parte dos 70 registros foi arquivada — nestes, o conselho, segundo ela, entendeu que era um fato isolado na vida do adolescente.

PROBLEMA ANTIGO, MUITAS ABORDAGENS

Desde a criação do Fórum e do engajamento de diferentes escolas — que raramente se uniam em torno de um problema comum —, a situação parece ter melhorado sensivelmente. O tema aparece de forma mais frequente durante o ano, e os pais estão percebendo a necessidade de aderir à causa.

Comportamento complexo de lidar, beber nesta fase não é um problema novo. Há experimentação de álcool na adolescência desde sempre, é uma curiosidade natural. Mas a percepção de professores e líderes de escolas é de que está mais descarado, os jovens estão pouco preocupados com qualquer coisa que não seja a diversão.

Para Clarice Madruga, uma das coordenadoras do Lenad e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é necessário jogar limpo com o adolescente, de forma precisa, com evidências. E há um corpo abundante de pesquisas científicas mostrando que o abuso do álcool antes dos 20 anos faz muito mal ao cérebro e aumenta a vulnerabilidade para desenvolver depressão, transtornos de ansiedade e dependência química na vida adulta.

— O fato é que a tolerância ao álcool ainda não está estabelecida nesta idade e, assim, o adolescente vai se expor a riscos. As explicações devem ser baseadas em fatos, pois é uma geração capaz de ler um artigo científico e entender se estamos certos ou não — defende Clarice.

Maurício Erthal, Vice-Diretor do colégio Rosário, percebe que, na maior parte das vezes, os excessos são cometidos por visitantes das festas, não pelos formandos. Ele diz que os alunos estão mais conscientes, já não reclamam da presença do MP nem da falta de bebida dentro da formatura, como há alguns anos. A estratégia é convencê-los de que, antes de tudo, é importante ter uma memória boa daquele momento.

— A gente sugere para eles escolherem bem quem convidam, pois podem estragar o evento que é deles. Estamos lutando contra uma cultura, um comércio, uma droga lícita, mas que para eles não é. É uma pequena parcela que não garante uma memória feliz para si, temos de concentrar nossos esforços nessa minoria — diz Erthal.

Para Kátia Beppler Macagnan, coordenadora do Ensino Médio do Monteiro Lobato, a escola deve ajudar a conscientizar durante o ano, mas é preciso que os pais ajudem nesse engajamento pela conversa ao longo de todo o crescimento dos filhos, não tentando apenas reprimir antes da festa.

— Desejamos que eles tenham maturidade para decidir as coisas e isso começa na educação infantil, ao se trabalhar com limites. O adolescente é que fará as escolhas saudáveis ou não — afirma Kátia.

O fato é que entender essa geração não é simples, e a melhor forma de se aproximar é compreender seus anseios. É o que acredita Marcos Daudt, presidente do instituto Cuidar Jovem, que trabalha há anos com conscientização de adolescentes em relação ao álcool.

— Tem de estar presente. Os pais hoje precisam ser interativos com os filhos, tentar saber quais aplicativos eles baixaram, que músicas ouvem. Conectados que são, eles podem estar pensando em mil coisas que os pais nem sabem — alerta.

Lovani Volmer, diretora pedagógica da Escola de Educação Básica Feevale — Escola de Aplicação, de Novo Hamburgo, não acredita que a simples repressão tenha eco entre os jovens. Ela prefere quebrar tabus e conversar sobre o assunto.

— Se vejo alguém sonolento, chamo para tomar um café na minha sala. O fato de sermos abertos faz com que eles contem o que acontece e, aí sim, podemos ajudar — diz.

Fonte:

UNIAD

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Respeito ao Professor
Respeito ao Professor

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 356/2014, da senadora Ana Amélia (PP-RS) aumenta em um terço a pena para quem agredir fisicamente professores no exercício da função.

Na justificativa do projeto, a senadora destaca que nos últimos anos houve um aumento da violência nas escolas e por esse motivo se faz necessária a criação de leis que tornem mais rígidas as punições.

O projeto aguarda apresentação de emendas na Comissão de Constituição e Justiça.

Fonte:

Agencia Senado

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CONSEG - Alagoas
CONSEG - Alagoas

O deputado dudu holanda apresentou sugestões para que o CONSEG -AL se torne um órgão meramente consultivo, ao invés de ser deliberativo em sua atribuição, após afirmar que o órgão não conseguiu trazer resultados efetivos no combate ao crime e à violência.

O estudo técnico apresentado por holanda teria sido assinado por quatro coronéis da Polícia Militar.

Já para o Juiz Mauricio Brêda, o deputado leu em plenária um documento apócrifo e sem validade. “O que eu tomei conhecimento é que dudu holanda leu uma carta apócrifa, não tinha assinatura e não tinha nome de nenhum coronel, não tinha nome de delegado. Uma carta mal redigida que recebi da imprensa”, disse Maurício Brêda.

O CONSEG-AL, Conselho Estadual de Segurança Pública é, indiscutivelmente, um significativo marco para a cidadania em nosso Estado.

Trata-se de uma medida que materializa, no âmbito da segurança pública, a política de gestão baseada na democracia participativa.

O Conselho, cujos integrantes representam diferentes setores e estamentos da sociedade alagoana, tem não apenas a importante missão de elaborar a política de segurança pública e penitenciária do Estado, fiscalizando a subsequente execução, mas também - e principalmente - o insigne papel de vigilante da observância dos Direitos Humanos, denunciando eventuais violações e exigindo a respectiva apuração.

Mais do que uma nova ideia para tratamento de um tema tão complexo como a segurança pública, a atuação do Conselho representa a introdução de uma nova e inédita forma de gestão, que, sem dúvida alguma, é um importante passo para que a cultura de conflito e de enfrentamento, atualmente em voga no tratamento do fenômeno do crime seja, definitivamente, substituída por uma Cultura de Paz.

Ao Juiz Maurício Brêda, presidente do Conselho de Segurança Pública (CONSEG) e a todos os integrantes deste Conselho a minha solidariedade e agradecimento pelos relevantes serviços prestados ao povo alagoano.

A verdadeira solidariedade começa onde não se espera nada em troca.

“Antoine De Saint Exupéry”.

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  • Rickelane 05/12/2014 15h06 comentou:
  • Se a óptica é da resolução do problema imediatamente, o que dizer da atuação de instituições publicas, secretarias que a anos foram fundados e não se ver resultado palpáveis. O Conselho incomoda por motivos outros. E tem razão quando diz não resolver, afinal o que resolve é vontade politica.
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