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It – A Coisa resgata terror e suspense clássico, mas não surpreende

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It – A coisa que chega hoje (7) aos cinemas não é um dos melhores filmes de terror e suspense que assisti nos últimos meses, talvez porque esteja acostumado aos longas sangrentos, envolvendo demônios ou mortes violentas. E o diretor Andrés Muchietti resgata um pouco dos terrores clássicos dos anos 80 e 90.

Por ter assisto ao primeiro, fiquei sem encaixar algumas partes da trama, mas o final, foi uma grata e maravilhosa surpresa, quando há uma ligação entre os dois filmes, isto mesmo, um tipo de prelúdio de It- Uma Obra Prima do Medo. Neste, crianças começam a desaparecer na cidade de Derry, no Maine, um grupo do bairro se une para atacar Pennywise, um palhaço malvado, cuja história de assassinato e violência remonta há séculos.

É impossível não comparar com Stranger Things, até porque o jovem ator Finm Wolfhard, que faz o Mike na série, é um dos protagonistas, e o roteiro se passa no fim dos anos 80. Por se tratar de um remake poderia ser ambientado nos tempos atuais, com adaptações que deixariam a trama mais interessante.

A sensação que tive nos primeiros vinte minutos é que estava assistindo o primeiro episódio de uma série apresentando lentamente cada um dos personagens. E ficava pensando: Meus Deus, vai dá tempo de contar tudo em duas horas e meia?

Depois que começam os desaparecimentos, o filme toma um ritmo eufórico, e soluções começam a surgir rapidamente. Em um diálogo de cinco, minutos, isso mesmo, cinco minutos, as crianças já descobrem o que está acontecendo, quem está causando tudo isso, e como deve detê-la. Então começam as tentativas frustradas de deter o palhaço.

Já o final é um grande filme de aventura, quando os amigos se unem e juntos detém o monstro. Por beber diretamente da fonte de Stephen King, não temos muitos sustos, mas o enredo é aterrorizante e o que atraí o espectador.

Destaque, sem dúvida, para Bill Skarsgard que faz o palhaço Pennywhise. Com a caracterização totalmente diferente, ele consegue dar nova vida a um personagem clássico do terror. A risada, os gestos, tudo bem pensando para o público atual que espera algo macabro e sarcástico de seus monstros.


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Marcos Filipe é jornalista formado pela Universidade Federal de Alagoas e viciado em tudo o que envolve Mídias Sociais, Cinema, Televisão, Música, Literatura e Eventos. Um Geek de carteirinha, ligado em desenho animado e games. Desde 2010 escreve sobre esses assuntos se alimentando todos os dias da mais pura Cultura Pop.

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1 Comentário

  • Tive a mesma impressão. Amei sua crítica. Fiquei achando que só eu não tinha curtido tanto. Criei uma expecativa que não foi sanada, rs. Abraços!

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