Lembrete aos Deputados e Deputadas Estaduais de Alagoas: O Álcool é a pior de todas às drogas!

Quando o assunto é droga, várias substâncias nos vêm à mente, sendo que geralmente pensamos em substâncias ilícitas, com maior ênfase naquelas mais danosas, como o crack, maconha e cocaína, consideradas as piores.

Mas nem só de ilicitude é composto o mundo das drogas.

Muitas substâncias lícitas também são drogas.

No meu sentir, a pior droga de todas não é nem o crack, nem a maconha, nem a cocaína, e nem as drogas sintéticas.

A pior droga de todas é o álcool.

Não sei vocês, mas a única droga que eu já usei na vida e que me fez absurdamente mal, ao ponto de não parar de vomitar, dores no corpo, dor de cabeça, ressaca moral, dentre outros efeitos negativos, foi o álcool.

Você que bebe e já tomou um porre daqueles sabe do que estou falando.

E o pior é que não vemos (ou não queremos ver) todo o mal causado por essa substância, ao ponto de incentivarmos o consumo (excessivo).

Assim, falta conscientização sobre os efeitos (físicos e sociais) das drogas (tanto lícitas quanto ilícitas), ao ponto de defendermos o consumo de umas e demonizarmos outras.

O que os especialistas dizem sobre o álcool

David Nutt, presidente do Comitê Científico Independente para Drogas da Grã-Bretanha, que participou do trabalho publicado na revista Lancet, disse que as conclusões mostram que “tratar agressivamente os danos do álcool é uma estratégia válida e necessária de saúde pública”.

O álcool é uma droga mais perigosa do que o crack e a heroína, quando são levados em conta os danos causados aos usuários e a terceiros.

Apresentando uma nova escala relacionada aos danos para os usuários e para a sociedade, o álcool aparece como a droga mais nociva, quase três vezes mais perniciosa do que a cocaína e o tabaco.

Segundo essa escala, a heroína e o crack são a segunda e a terceira drogas mais nocivas.

Ele afirmou também que a nova escala mostra que as classificações dadas às drogas têm pouca relação com os danos causados.

O álcool e o tabaco, por exemplo, são legais para os adultos na maioria dos países, enquanto drogas como ecstasy, maconha e LSD costumam ser ilegais.

“É intrigante notar que as duas drogas legais avaliadas – álcool e tabaco – aparecem no segmento superior do ranking, indicando que as drogas legais causam pelo menos tanto dano quanto as substâncias ilegais”, disse Nutt em nota.

A Organização Mundial da Saúde estima que os riscos associados ao álcool – acidentes, doenças do coração e fígado, suicídios e câncer – causem 2,5 milhões de mortes por ano, ou 3,8 por cento do total.

Seria o terceiro principal fator de risco para mortes prematuras e incapacitações em nível global.

Na nova escala, os danos para o usuário incluem mortes causadas direta ou indiretamente pelas drogas, além de dependência e perda de relacionamentos.

Os danos para os demais incluem criminalidade, dano ambiental, conflitos familiares, danos internacionais, custos econômicos e prejuízos à coesão comunitária.

Numa escala de 0 a 100, o álcool aparece com 72 pontos, seguido pela heroína (55) e o crack (54). Algumas outras drogas avaliadas foram as metanfetaminas (33), cocaína (27), tabaco (26), anfetaminas (23), maconha (20), benzodiazepinoicos (como Valium) (15), ketamina (15), metadona (14), mefedrona (13), ecstasy (9), esteroides anabolizantes (9), LSD (7) e cogumelos alucinógenos (5).

Cabe aos senhores Deputados e Deputadas estaduais de Alagoas fazerem sua avaliação quanto a liberação do consumo de álcool nos estádios de futebol.

Em 2009, quando a lei passou a vigorar, os casos de violência nos estádios diminuíram em 63%, conforme estudo realizado pela Universidade do Rio de Janeiro.

No ano seguinte, o índice ficou em 78%.

Em 2011, o Ministério Público de Pernambuco apontou novo avanço, com 71% na redução da violência em nossos estádios.

De lá pra cá continuou caindo.

Temos outros exemplos em São Paulo, onde a queda foi de 57%, e em Minas Gerais atingiu 45%.

Quem vai ao estádio de futebol quer se divertir, ver seu time ganhar e comemorar de forma pacífica e ordeira.

O álcool, na mínima dosagem que seja, provoca alterações em qualquer pessoa, principalmente quando a emoção fala mais alto.

Exemplos de violência causada pela bebida não faltam.

É dever do Poder Público fazer que prevaleça a paz e a alegria antes, durante e depois das partidas de futebol.

Esta é a minha contribuição e justificativa porque sou contra a liberação de álcool nos estádios de futebol, pois além do que foi exposto, a bebida alcoólica altera a capacidade de juízo crítico e de medir impulsos e ações.

Fica dica!

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