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Número de policiais mortos no Brasil é estarrecedor

Esta postagem é de total responsabilidade do blogueiro.

Entre os meses de janeiro a maio deste ano de 2017, já morreram de forma violenta 248 profissionais, de acordo com A Ordem dos Policiais do Brasil (OPB) , se contarmos os meses de junho, julho e os dez dias de agosto, este numero será modificado.

Somente no Rio de Janeiro vai a 95 o número de policiais militares mortos em 2017.

477 policiais militares mortos no ano de 2016, centenas de pais, filhos, filhas, mães e amigos.

477 homens e mulheres que fizeram mais do que faremos em todas as nossas vidas, fizeram o sacrifico maior em nossa defesa.

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A cena se repete por todo o Brasil.

O cortejo fúnebre chega ao cemitério escoltado por várias viaturas policiais.

Muitos outros policiais comparecem fardados, mesmo estando de folga, para poder acompanhar as últimas homenagens a um colega que honrou a promessa de dar a vida pelo Brasil com seu próprio sangue. Durante o velório as palavras de conforto do Capelão militar relembram que aqueles que morrem na amizade com Deus não perecerão em definitivo, mas terão a vida eterna.

Após o velório, sempre carregado de emoção e dor, o policial falecido é escoltado pela guarda fúnebre para as honras militares. Primeiro o cortejo para diante da guarda de honra que, perfilada com fuzis, fazem a salva de tiros. Nesse momento o corneteiro toca o “toque de silêncio”, um dos toques de corneta mais tristes que existe, e que mais parece um lamento. Em seguida o comandante da guarda de honra comanda, com a espada desembainhada e de cabeça para baixo, “em funeral, apresentar armas”, e todos prestam uma dolorosa continência ao saudoso amigo. Depois, em meio a muita emoção, que agora explode em lágrimas e choro franco, inicia-se a baixa ao túmulo. O Comandante Geral, ou o Comandante do policial, entrega a bandeira do Brasil, símbolo máximo do nosso país e que simboliza cada família e cada cidadão brasileiro, dobrada a um familiar do herói, geralmente a sua mãe. Essa cena se repete, praticamente, todos os dias do ano em algum lugar do Brasil. E, infelizmente, a freqüência dessa cena aumenta a cada ano. Geralmente, exceto em honrosas exceções, nenhuma autoridade pública comparece ao enterro além do Comandante e dos colegas. Nenhuma rede de televisão. Nenhuma rádio. Nenhum jornal. Nada. No noticiário televisivo da noite seguem as notícias como se nada de importante tivesse acontecido naquele dia. Como se a família de um herói brasileiro não tivesse, em um instante, ficado, irremediavelmente, menor.

caua

No outro dia mais uma esposa, mãe ou filho(a) receberá aquela terrível ligação telefônica, geralmente do Oficial de Dia, do Comandante ou do Capelão militar, informando que, infelizmente, aconteceu uma coisa muito ruim com o seu esposo, pai ou filho, e que em nome da Polícia Militar ele sente muito. Isso acontecerá no outro dia de novo.

E no outro e no outro.

Com o tempo passamos a nos acostumar com essa rotina.

Mas será que isso é normal?

A resposta é simples e direta: Não.


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Bispo Filho é Administrador de Empresas e Estudante de Jornalismo.

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