“O Destino de uma Nação” é concorrente fácil no Oscar

la-et-mn-darkest-hour-review-20171121

Chega aos cinemas nesta quinta-feira (11) mais um longa que ressuscita uma figura histórica. “O Destino de uma Nação” traz Winston Churchill prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Ministro da Grã-Bretanha. Paralelamente, ele começa a costurar um tratado de paz com a Alemanha nazista que pode significar o fim de anos de conflito.

Sempre retratar uma história real é difícil no cinema, e quando este enrendo gira em uma pessoa fica mais ainda. O mérito deste filme não está nos ângulos ou planos de câmera, desta vez, os diálogos e o elenco prende a atenção do espectador.

Gary Oldman, no papel do primeiro ministro merece concorrer e ganhar o Oscar de melhor ator, a sua atuação é real, e vai além da pura maquiagem que o deixou semelhante a Churchill. Digo isso, porque ano passado já tivemos este mesmo papel retratado em outros dois filmes e uma série. E as comparações são inevitáveis.

Os diálogos fogem um pouco dos filmes britânicos, que geralmente são longos e com uma linguagem quase “enfadonha”. Entrelaçados de uma gente inteligente, fazem com que prestemos atenção a cada detalhe, afinal de contas uma guerra está acontecendo e diplomacia se faz conversando, e é nestas conversas que o filme se desenrola.

Joe Wrigth é conhecido por ser um diretor conservador, mas essa fama não é muito real. Porém em “O Destino de Uma Nação” ele exagerou retratando um Churchill irreal em alguns momentos. Isso porque, o britânico era extremamente machista e não aceitava a mistura das raças, coisa que o filme mostra quase que o contrário. Mas sabemos que isso é típico de Hollywood para não mexer nas imagens inabaladas de grandes figuras políticas.

Contudo, o longa é interessante de ser assistido e no meio de tantos super heróis e terror, é uma escolha interessante para ir ao cinema.

Veja Mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *