Um homem foi assassinado a facadas dentro de um ônibus em Maceió: A banalização da morte, nada mais é do que a banalização da vida.

Um homem foi assassinado a facadas dentro de um ônibus, na noite desse domingo (21), no bairro de Mangabeiras, próximo à orla de Maceió.

A vítima não foi identificada.

José Amaro dos Santos Filho, de 53 anos, foi preso suspeito de ter cometido o homicídio, pela Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit).

A motivação segundo o próprio José Amaro foi por conta de uma discussão sobre porque o motorista passou direto em um ponto de ônibus, ele (José Amaro) começou a reclamar do motorista e a vitima defendeu o motorista gerando daí a discussão que acabou em assassinato do defensor do motorista do ônibus, a banalização da morte nada mais é do que a banalização da vida.

E uma das faces do triunfo do mal.

Vivemos tempos líquidos, leves, como diria Bauman.

No mundo líquido as relações sociais relutam em adquirir forma.

A violência vem esvaindo toda possibilidade de uma vida digna.

O ser humano vem sendo apequenado em dignidade e se agigantando em maldade.

Cada vez mais se percebe no olho e nas ações de um criminoso a falta de tolerância, empatia e esperança.

Não é de hoje que se atribui a favela, ao bairro pobre, “território sem lei e de pessoas ruins”, assim dito pelos mais abastados, que a culpa de toda violência existente tem sua nascente ali, no meio da vila, bairro humilde, etc,.

Essa verdade já foi superada, a violência venceu a barreira da desigualdade, qualquer um pode ser vítima.

O crime aconteceu em plena Avenida Jatiúca, localizada num bairro nobre de nossa capital.

A verdade é que os tempos líquidos ou pós-modernos, têm exalado banalidade, violência, tem tirado o sono dos sociólogos, antropólogos, filósofos, juristas de todo gênero e mais do que nunca do cidadão comum, vítima do mundo atual.

É necessário que se comece a olhar o outro pelos seus olhos, um criminoso, vira criminoso, por que em algum momento da vida decidiu pelo ilícito.

Encarcerá-lo, aprisioná-lo, somente no intuito de excluí-lo do corpo social, não trará a resolução do problema.

É mister que se comece a escavar, aprofundar, adentrar no meio social que desvirtuou o cidadão e o transformou em criminoso, é preciso modificar o meio, antes do indivíduo.

Fica a dica!

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