Política 11h20, 25 de Agosto de 2011
O presidente da Casa, que afirma ter votado contra o aumento no número de vereadores, garantiu a lisura do processo ocorrido na última terça, apesar da existência de uma cédula a mais.
O presidente da Câmara de Vereadores de Maceió, Galba Noaves (PRB), determinou nesta quinta-feira, dia 25, que a Procuradoria Geral da Câmara Municipal de Maceió apure possíveis vícios na votação ocorrida na última terça-feira, 23, quando foi aprovado - em primeira votação - o aumento no número de vereadores, dos atuais 21 para 31.
A possibilidade de fraude foi suscitada pela vereadora Heloísa Helena (PSol) após a contabilização de sete cédulas com 31 cadeiras, quando na eleição foram contados seis votos contra o aumento no número de vereadores.
Nesta quinta-feira, 25, apesar de oito vereadores terem comparecido ao prédio da Casa de Mário Guimarães, apenas cinco responderam à chamada inviabilizando a realização da sessão por falta de quórum. Apesar da convocação para a próxima terça, 30, a não-sessão de hoje foi marcada por conversas entre os edis, após a troca da acusações ocorrida ontem.
O presidente da Casa, que afirma ter votado contra o aumento no número de vereadores, garantiu a lisura do processo ocorrido na última terça, apesar da existência de uma cédula a mais. Galba avaliou ter ocorrido ‘mau caratismo’ de um dos edis, que mudou de voto na última hora. Para atestar a legalidade do processo, Novaes citou as vereadoras Tereza Nelma e Silvânia Barbosa, contrárias à alteração na Lei Orgânica, que foram fiscais na votação.
Durante a votação, cada um dos 20 vereadores presentes à sessão da terça, 23, recebeu duas cédulas (com os números 21 e 31). Antes da sessão, oito vereadores afirmaram ser contrários ao aumento no número de vagas, mas durante a apuração, apenas seis votos foram contabilizados. Para piorar, sete cédulas com o número 31 foram fotogradas pela imprensa, o que provocou uma série de acusações entre os edis.