Brasil 17h45, 24 de Março de 2012
Os números registrados pela ABEME (Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual) e divulgados durante a abertura da Erótika Fair, a maior feira de produtos eróticos da América Latina, deixam claro: as mulheres são as protagonistas do mercado erótico no Brasil.
Elas são 68% dos consumidores de produtos sensuais, e maioria tanto nas lojas físicas quanto na internet. Mas é na venda de produtos eróticos por catálogo que as mulheres se encontraram e consomem sem medo: são 90% dos consumidores, que compram vibradores, cosméticos, lingeries e acessórios.
Se engana quem pensa que as compradoras são as mulheres em busca de prazer solitário ou “sacanagem”. A pesquisa indica que 84% das consumidoras são casadas ou namoram, e a grande maioria delas, 81%, está no mesmo relacionamento há três anos ou mais. Compram produtos eróticos para comemorar uma data especial com o parceiro, para surpreendê-lo ou simplesmente para agradá-lo.
Separar o erotismo da pornografia é o caminho que Paula Aguiar, presidente da ABEME, vê para o crescimento da indústria de sex toys. “O produto erótico vai muito além da pornografia. Ele é um grande auxiliar para a união dos casais e das famílias”, defende.
O mercado nacional de produtos eróticos e sensuais cresceu 18,5% em 2011. O crescimento foi inesperado, de acordo com Paula, que atribui ao filme “De Pernas pro Ar”, protagonizado por Ingrid Guimarães, boa parte deste aumento na procura por acessórios sensuais. “Estamos saindo da escuridão, das casas pintadas de preto e dos lugares lúgubres e entrando no lar das pessoas”, comemora.
Os produtos mais populares são os cosméticos sensuais, carro-chefe da indústria erótica brasileira. “Nos falta tecnologia, mas sobra criatividade”, justifica Paula. “Enquanto no resto do mundo os cosméticos sensuais têm uma variedade de no máximo dez sabores, no Brasil já temos mais de 40, entre frutas, doces e bebidas”, completa. Produtos como o vibrador líquido, que aumenta a irrigação da pele e proporciona sensação de "tremor" e o adesivo do amor foram desenvolvidos no Brasil e hoje são exportados para toda a América do Sul, África e Europa.
Fonte: IG