Maceió 11h41, 05 de Abril de 2012
Cerca de 80 padres, da arquidiocese de Maceió, juntamente com os arcebispos eméritos, dom Edvaldo Amaral e Dom José Carlos, celebraram a renovação sacerdotal com Dom Antonio Muniz.
“A sociedade precisa de paz e Cristo morreu para trazer a nossa paz que a sociedade, principalmente a alagoana, precisa”, destacou Dom Antonio Muniz, arcebispo Metropolitano de Maceió, durante a celebração da missa do crisma, bênção dos óleos e renovação dos votos sacerdotais, realizada na manhã desta quinta-feira, dia 5, na Catedral Metropolitana de Maceió, centro da Capital.
De acordo com Dom Muniz, a exclusão social, a descriminação, o assassinato dos moradores de rua e a violência desenfreada são os reflexos da sociedade alagoana. “Durante esta semana santa, principalmente na procissão do Cristo Morto, na sexta da paixão, iremos caminhar com os moradores de rua, tentando fazer uma reflexão com os excluídos clamando por paz”, enfatizou.
Para o monsenhor José Augusto, vigário-geral da arquidiocese de Maceió, um dos motivos da generalização e propagação da violência se dá pelo afastamento das pessoas do mandamento do amor de Jesus, segundo ele, a sociedade pluralista está despertando e fazendo as suas próprias escolhas, mantendo duas classes de cristãos, a que apenas se diz e os que realmente são.
Já para Dom Muniz, a violência é o reflexo da falta de políticas públicas e da morosidade do Estado, como instituição. Segundo ele, a igreja caminha com o excluído sendo a voz de Cristo que ecoa no meio do povo.
Na quinta-feira que antecede a paixão de Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana celebra o crisma, benze os óleos para batismo, crisma e ptomove a unção dos enfermos, além da renovação dos votos sacerdotais.
Segundo o monsenhor Pedro Teixeira, pároco da Divino Espírito Santo, na Jatiúca, hoje a igreja celebra o dia do padre e é uma festividade muito importante para os "servos de Cristo".
“A semana santa é o ponto central para os cristãos. É durante esta semana que renovamos os nossos votos sacerdotais, principalmente o senhor arcebispo questiona sobre o nosso voto de celibato e nós respondemos que até a hora da morte”, destacou Teixeira, enfatizando que é o período que os sacerdotes mais trabalham na igreja. “Não paramos, é confissão, penitências, procissões. Quando chega no final do dia eu digo em casa que já estou morto e sepultado, antes da sexta-feira da paixão”, brincou.
Ainda segundo Teixeira, os fiéis dão maior importência para a celebração do lava-pé. “É uma atitude normal, mas para a igreja o ponto principal da nossa celebração é a paixão, morte e no terceiro dia a ressurreição de Nosso Senhor. É o mistério perfeito e o mais sublime”, destacou.
Dom Antonio Muniz celebrou juntamente com os arcebispos eméritos, Dom Edvaldo Amaral e Dom José Carlos, com os quase 80 padres da arquidiocese, diáconos, seminaristas e fiéis. “É importante que todos os padres celebrem junto com o seu arcebispo, uma vez que a igreja no mundo está celebrando o crisma”, concluiu Teixeira.
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