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Brasil 23h02, 23 de Junho de 2012

PM realoca 1,5 mil homens após mortes de policiais


Futura Press
Um dos mortos, o soldado Paulo César Lopes Carvalho, 40 anos, embalava as compras quando um dos suspeitos disparou contra ele
Um dos mortos, o soldado Paulo César Lopes Carvalho, 40 anos, embalava as compras quando um dos suspeitos disparou contra ele

Em uma ação desencadeada às 8h deste sábado, a Polícia Militar realocou cerca de 1.500 policiais em São Paulo e na região metropolitana para intensificar a segurança em pontos estratégicos. A decisão, planejada e iniciada pelo comandante-geral da PM, está relacionada a pelo menos cinco assassinatos de policiais militares ocorridos desde quarta-feira. A PM não confirma relação entre os homicídios.

Na operação de hoje, que não tem horário para acabar, policiais e viaturas permanecerão nos pontos por períodos determinados. "As atividades do programa de policiamento de bloqueio são atividades de reforço e ação de presença da Polícia Militar. Então a PM executa a fiscalização de veículos, abordagens e também ação de presença e orientação a populares em pontos sensíveis e estratégicos", afirmou o tenente Eduardo Mosna.

As investigações, lideradas pela Corregedoria da Polícia Militar e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ainda trabalham para tentar identificar os executores, para depois tentar buscar qualquer tipo de ligação entre os fatos. "Qualquer afirmação nesse momento, de colocar responsabilidade sob o planejamento de uma organização criminosa ou como reflexo de alguma intervenção da Polícia Militar em outro momento, todas essas afirmações, nesse momento, são precipitadas."

Sobre a anormalidade no número de PMs mortos nos últimos dias, o tenente reconheceu que houve uma intensificação nos casos. No entanto, ele afirmou que, preliminarmente, a Corregedoria da PM diz que não há conexão entre os crimes, sendo retaliações específicas contra os policiais ou às bases. "Não há uma ligação até o presente momento", disse Mosna, que não descarta a possibilidade de novas informações mudarem o rumo das investigações.

"Os casos (dessa semana) têm natureza e características diferenciadas na atuação, na forma de agir dos marginais. E outras informações não levam à conclusão de que os fatos são conexos." O inquérito, tanto na Corregedoria da PM quanto do DHPP, tem 30 dias para ser concluído, podendo ser prorrogado por mais 30.

A quinta vítima foi registrada hoje. Um policial militar foi assassinado a tiros no início da manhã na região central de Ferraz Vasconcelos, município na região metropolitana de São Paulo. O cabo Joaquim Cabral de Carvalho, que pertencia ao 32º Batalhão de Polícia Militar, foi morto enquanto voltava para casa, em trajes civis. A PM não sabe se o crime foi premeditado.

Fonte: Terra

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