Economia 14h34, 20 de Julho de 2012
A estimativa do Produto Interno Produto (PIB) do primeiro trimestre de 2012 do Estado de Alagoas aponta um crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período no ano passado. Esse índice foi calculado pela Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) que, a partir de agora, passa a oferecer aos alagoanos o valor estimado do PIB dos quatro trimestres do ano. As estimativas trimestrais também englobam os anos de 2010 e 2011.
“Trata-se de mais um produto entregue pela equipe técnica da Seplande que vai colaborar, e muito, com o setor produtivo, com a academia e com o próprio governo, já que a estimativa apresentada pode auxiliar no planejamento de ações nos mais diversos setores”, destaca o secretário Luiz Otavio Gomes.
O cálculo adapta a metodologia implantada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo da estimativa trimestral do PIB do Brasil, e tem como objetivos principais refletir a conjuntura econômica local a curto prazo, além de estabelecer uma comparação constante entre a realidade alagoana com o restante do país.
Em sua composição, o PIB trimestral apresenta os números dos setores de serviços, agropecuária e indústria, percentuais que se referem ao chamado Valor Adicionado, ou seja, descontando o imposto líquido.
Com 6,1%, Alagoas, quando comparado aos outros três Estados do Nordeste que fazem o cálculo da estimativa trimestral do PIB, apontou o maior crescimento do período a frente da Bahia (4,8%), Pernambuco (4,6%) e Ceará (3,4%). Em relação ao crescimento da estimativa trimestral do PIB do país a diferença ainda é maior, tendo em vista o ligeiro crescimento estimado de 0,8% registrado no PIB brasileiro.
Dos três setores que compõem o cálculo da estimativa trimestral do PIB, a indústria apresentou o maior crescimento, registrando uma variação de 12,9%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Esse crescimento deve-se ao desenvolvimento da indústria da construção civil (12,9%) e da indústria de transformação (16,3%).
O valor de 12,9% também supera os índices estimados das demais unidades do Nordeste e do país: Pernambuco (9,0%), Bahia (4,7%), Ceará (1,6%) e Brasil (0,1%).
De acordo com o economista da Seplande, Roberson Leite, o alto desempenho no primeiro semestre de 2012 do setor industrial também se dá pela recuperação do setor químico, que enfrentou dificuldades operacionais nesse mesmo período em 2011.
Apenas o setor agropecuário apresentou um decréscimo de (1,3%), por conta de ocorrências como a estiagem, ocasionando uma queda de 1,8% nas lavouras temporárias, tendo como destaque as do milho (-64,8) e do feijão (-15%). A pecuária sofreu um decréscimo de 3,3%, influenciada pela redução do efetivo das aves (-5,8%), na produção de leite (-2,3%) e ovos (-4,8%).
O superintendente de Produção da Informação e do Conhecimento da Seplande, Thiago Ávila, lembra que esses valores estão sujeitos a revisão, por conta dos ajustes metodológicos do cálculo consolidado do PIB do Brasil e nos demais Estados da federação.
“É fundamental para o Estado dispor deste indicador, que permite um acompanhamento da situação econômica em um curto espaço de tempo. Os dados subsidiam toda a cadeia produtiva, no desenvolvimento de ações para o fortalecimento dos setores com bom desempenho e a recuperação dos setores que estão em ritmo desacelerado”, completou Thiago Ávila.
Os dados referentes a 2010, 2011 e o primeiro semestre de 2012 estarão disponíveis na íntegra no portal: Alagoas em Dados e Informações – http://informacao.seplande.al.gov.br.
Fonte: Ascom Seplande