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Educação 16h51, 10 de Agosto de 2012

Renan destaca cotas nas universidades como conquista na luta pela igualdade


Agência Senado
Renan destaca cotas nas universidades como conquista na luta pela igualdade
Renan destaca cotas nas universidades como conquista na luta pela igualdade

O senador Renan Calheiros (PMDB) em um dos seus primeiros compromissos em Maceió, nesta sexta-feira, 10, destacou as votações ocorridas durante a semana no Senado, entre elas a aprovação do projeto de lei que institui a política de cotas para ingresso nas universidades e escolas técnicas federais em todo o Brasil. Aprovado em votação simbólica, o projeto segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff para que possa entrar em vigor.

A proposta assegura metade das vagas por curso e turno a estudantes que tenham cursado o ensino médio em escolas da rede pública. E pelo menos 50% das vagas devem ser reservadas para quem tenha feito o ensino médio integralmente em escola pública. “Não há duvida que a desigualdade social no Brasil ainda é muito evidente. Reconhece-se que houve uma evolução, mas ainda é tímida e que precisa avançar cada vez mais”, afirmou o líder do PMDB.

Ao defender a aprovação do projeto no Senado, Renan apresentou dados que comprovam que ‘apenas 8,72% dos estudantes que cursam graduação no ensino superior são negros, os brancos constituem maioria absoluta com 53,9%, os pardos somam 32% e os indígenas menos de 1%’. “A desigualdade no Brasil é um dos fatores que impede que muitos cidadãos tenham as mesmas oportunidades principalmente a uma educação de qualidade”, disse.

Renan parabenizou o pioneirismo da Universidade de Brasília (UnB) e destacou o trabalho desenvolvido na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) que este ano recebeu 1.020 alunos através do mecanismo de cotas. Segundo o senador, em 2005, logo que o programa foi iniciado, eram apenas 192 na universidade de Alagoas. “Em 2011, foram 918. Ou seja, há um constante crescimento, mas ainda há muito a ser feito”, avaliou o líder do PMDB.

Em maio deste ano, o líder do PMDB em pronunciamento no Senado já havia defendido a aprovação do projeto, ressaltando decisão do STF que considerou constitucional essa prática, necessária segundo Renan, para combater a desigualdade social. A política de cotas, pelo texto aprovado, tem validade de dez anos. Outros senadores, a exemplo de Paulo Paim (PT-RS), Ana Rita (PT-ES) e Pedro Taques (PDT-MT) também saíram em defesa da proposta.

Fonte: Assessoria

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  • abel10/08/2012 22h30 comentou:
  • Todos somos iguais perante a lei ,garante a nossa constituíção de 1988.porém,o que vemos atualmente com as cotas (negros,deficientes,alunos de escola pública)quem termina sendo discriminado são os ditos "normais".É um País de "iguais"com tratamento desiguais,queremos cotas para os ditos "normais".
  • jorgeana10/08/2012 22h30 comentou:
  • Apesar de ser afordescedente sou contra ao sitema de cotas, porque não acredito em vantagem este programa, seria mais justo exigir que os entes publicos tivessem uma postura etica com realação aos investimentos na educação, e cobrar dos professores que façam com mesma eficacia que fazem no particua

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