Interior 09h47, 14 de Setembro de 2012
Os primeiros levantamentos do Instituto de Criminalística na Rádio Farol FM, em União dos Palmares, cidade a 75 quilômetros de Maceió, que foi alvo de um atentado nas primeiras horas da manhã de ontem, revelam que a ação criminosa pode ter usado dinamite e gasolina para explodir e incendiar as instalações da emissora.
O laudo oficial da perícia só será divulgado dentro de dez dias, mas o perito Marcione Azevedo confirmou o arrombamento de duas portas e a utilização de um artefato de dinamite ou “algo parecido”, além de gasolina. A gravadora foi completamente destruída, mas a torre de transmissão não foi afetada e na manhã de hoje, 14, a rádio já retomou a transmissão.
Na tarde de ontem, em pronunciamento na Câmara de Deputados, em Brasília, o deputado João Caldas (PEN/AL) classificou o episódio como “descabido e antidemocrático” e solicitou que a Polícia Federal assuma as investigações sobre o episódio.
Já o delegado regional Valdecks Pereira, que investiga o caso, ouviu na tarde de ontem o diretor e o vigilante da rádio. O delegado também solicitou as imagens das câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais no entorno da emissora.
Apesar de a rádio ter sofrido o atentado após divulgar o conteúdo de uma conversa entre o prefeito Areski Freitas e o ex-governador Manoel Gomes de Barros, o Mano, a polícia não confirma a motivação política do atentado. Ontem, a coligação de Mano conseguiu junto à Justiça a retirada de todos os veículos de comunicação da gravação da conversa.