PolíciaRoubo e vandalismo com cara de ‘aviso’ ao deputado Cristiano Matheus
14h57, 21 de junho de 2007
Wadson Regis
Roubo, vandalismo ou um aviso? Esta é a resposta que o deputado federal Cristiano Matheus (PMDB) quer da cúpula da segurança pública de Alagoas, com relação à ousada ação dos bandidos, na madrugada desta quinta-feira.
Na manhã de hoje, funcionário do galpão onde o deputado abriga sua estrutura em Maceió, Alberto Castelo Branco da Silva encontrou o local arrombado e com sinais de vandalismo. Além do roubo, os bandidos deixaram marcas de um possível crime de mando, pois além dos objetos levados os meliantes destruíram o que ficou.
Agora há pouco, por telefone – o parlamentar que está em Brasília – Cristiano Matheus falou com o Alagoas24horas e deixou clara sua insatisfação com a estrutura da segurança pública no Estado, questionando, inclusive, a postura do secretário Sá Rocha. “Esse homem precisa acordar. Alagoas vive um caos na segurança pública e ele insiste na tese de que a situação está sob controle. Será que ele está mesmo por Alagoas”, questionou o parlamentar.
Segundo Cristiano Matheus, os bandidos invadiram o galpão e levaram o que deu tempo. “Até a geladeira que eu havia comprado para dar de presente ao meu avô foi levada. Eu não acharia nada de estranho, afinal a violência está fora de controle, caso fosse apenas mais um roubo”, destacou o deputado, justificando o método da ação criminosa.
Além da geladeira os bandidos levaram um gerador de carro de som e tudo o que havia dentro do ônibus utilizado pelo deputado para prestar atendimento odontológico nas comunidades do Estado. Estima-se que prejuízo poderá chegar a R$ 200 mil. “Todos os equipamentos do ônibus foram levados e o que ficou foi destruído. Até os pneus do ônibus eles cortaram”, acrescentou Cristiano.
Revoltado com o acontecido, o parlamentar deixou claro que, apesar de não ter inimigos, a ação pode ter sido um aviso. “Eu não tenho inimigos, mas está claro que não foi um roubo como outro qualquer. Eles levaram e destruíram o que era usado para atender ao povo. Que levassem o possível, mas destruir o que ficou isso eu não entendo como um assalto, estou convicto que estão querendo me intimidar, do que eu não sei, mas quero resposta e que o secretário de Defesa Social faça o possível para capturar esses meliantes”, desabafou o deputado, que ainda não sabe o valor do prejuízo.
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