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Notícias / Brasil

Brasil 08h53, 27 de Setembro de 2012

Termina greve dos bancários na maior parte do país


Sionelly Leite/Alagoas24horas

A maior parte da greve dos bancários terminou nesta quarta-feira (26) e com isso as agências dos bancos privados e do Banco do Brasil devem abrir normalmente nesta quinta-feira (27). Nas das agências da Caixa Econômica Federal a greve deve continuar, já que a nova proposta dos bancos foi rejeitada na maioria das assembleias.

Bancários de bancos privados e do BB de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Campo Grande e estados como Pernambuco, Piauí, Mato Grosso e Alagoas decidiram seguir a orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), nas assembleias realizadas nesta quarta à noite, e aceitaram a nova proposta da Fenaban.

Já os funcionários da Caixa decidiram permanecer em greve em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Pará, Ceará, Bahia e Sergipe. “Vamos fortalecer a greve na Caixa, buscando cobrar mais avanços para os trabalhadores”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do comando nacional dos bancários.

Os dias de greve não serão descontados dos bancários, mas terão de ser compensados. A reivindicação dos bancários era anistia, mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não aceitou e apresentou a mesma regra do ano passado de compensação até 15 de dezembro, diz a Contraf. Assim, os dias parados serão compensados em, no máximo, duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, exceto sábados, domingos e feriados. O que ultrapassar esse período não será considerado.

Procurada pelo G1, a Fenaban disse que não irá se pronunciar sobre o fim da greve.

Nova Proposta

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) elevou a 7,5% a proposta de reajuste dos salários dos trabalhadores, um aumento real de 2%. A proposta também prevê aumento de 8,5% no piso salarial e no valor dos auxílios-refeição e alimentação; e uma alta de 10% na parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta anterior previa reajuste de 6% nos salários.

Os bancários reivindicavam reajuste de 10,25% nos salários (aumento real de 5%), uma participação nos resultados equivalente a três salários mais R$ 4.961,25 fixos, piso salarial de R$ 2.416,38, criação do 13º auxílio-refeição e aumento dos benefícios já existentes para R$ 622, fim da rotatividade e das metas "abusivas", melhores condições de saúde e trabalho e mais segurança nas agências.

Segurança nas agências

De acordo a Contraf, a negociação feita com a Fenaban também prevê a criação de um projeto piloto em Recife para melhorar a segurança nos bancos. Nas agências da cidade, deverão ser instaladas portas giratórias detector de metais, biombo entre caixas e fila, e "talvez entre os próprias caixas uma divisória", disse. "Esse projeto vai ter um prazo que ainda não está definido. Aí vamos ver o que aconteceu com os roubos, com as mortes".

Balanço

Segundo Carlos Cordeiro, a greve dos bancários fechou mais de 9 mil agências no país na terça (25). De acordo com dados do Banco Central, há 21.713 agências bancárias no país, ou seja, 40% das agências ficaram com as portas fechadas. A greve começou no dia 18, fechando 5.132 agências, de acordo com a Contraf.

Obrigações

Apesar da paralisação, o consumidor não fica dispensado de pagar faturas, boletos bancários ou qualquer outra cobrança, segundo a Fundação Procon-SP. No entanto, para isso, a empresa credora ou concessionária de serviço deve oferecer outras formas e locais para que os pagamentos sejam feitos, segundo a entidade.

A recomendação do Procon é que o consumidor entre em contato com a empresa e peça essas opções de forma de pagamento, como por internet, sede da empresa, casas lotéricas ou código de barras para pagamento nos caixas eletrônicos.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) orienta o consumidor que os pagamentos de contas e tributos podem ser feitos por meio dos caixas eletrônicos, internet, centrais de atendimento, correspondentes bancários e débito direto autorizado (DDA), um serviço no qual é preciso se cadastrar e que permite receber os boletos de forma eletrônica e pagar também inclusive as contas vencidas.

Fonte: G1

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