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Notícias / Justiça

Justiça 08h56, 17 de Maio de 2012

Acusação quer pena máxima para ‘Rafael da Mancha’


Cláudia Galvão e Railton Teixeira
Alagoas24horas
Rafael estava choroso e segurou terço durante julgamento
Rafael estava choroso e segurou terço durante julgamento

Com auditório lotado de familiares, alunos, professores e funcionários da Escola Rosalvo Lôbo, teve início na manhã desta quinta-feira, dia 17, o julgamento do jovem Rafael Lins Bulhões, de 20 anos, réu confesso do assassinato do porteiro Janilson Ângelo Pinto, de 44 anos. O julgamento, que ocorre no auditório da Faculdade de Direito do Cesmac, é presidido pelo juiz Maurício Brêda, e deve se prolongar pela tarde de hoje.

Para o assistente de acusação Diógenes Tenório Junior não há dúvidas da responsabilidade do réu no crime, mesmo ele afirmando que o alvo era um desafeto identificado como Fábio, que seria do Comando Vermelho, facção rival à Mancha Azul, ao qual Rafael diz pertencer. Segundo Tenório Junior, Rafael confessou que tinha a intenção de matar uma pessoa, o que representa agravamento do crime, que tem motivo fútil. A acusação disse esperar que o jovem seja condenado à pena máxima prevista no Código Penal.

Já a defesa, representada pelo advogado Carlos Uchôa, desmentindo o que o cliente havia dito em depoimento, diz que ele não participava de torcida organizada e que estava sendo perseguido e ameaçado por Fábio, o que o 'obrigou' a andar com revólver para se 'defender'.

Antes do julgamento se iniciar, ‘Rafael da Mancha’ foi mantido em uma sala em separado. Mãe, irmã e demais familiares e amigos de Janilson Pinto, que estava desviado de função, trabalhando como porteiro, compareceram ao auditório munidos de cartazes em que exigiam justiça. “Nunca tivemos tanta esperança de que seja feita justiça. Esse rapaz deixou uma mãe sem filho, uma família órfã, ele tem que ser punido”, disse a irmã de Jenilson, Janine Pinto.

O crime

Rafael da Mancha invadiu no dia 15 de agosto de 2011 a Escola Rosalvo Lôbo, localizada no bairro da Jatiúca, em perseguição a um desafeto, identificado como Fábio. O jovem efetuou vários disparos e atingiu o porteiro Janilson Pinto, que morreu no dia 1º de setembro. Uma aluna também foi ferida. Quatro dias após o crime, Rafael se entregou à polícia confirmando ter efetuado os disparos e atribuindo a briga à disputa entre membros de torcidas organizadas.

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  • DOGAO17/05/2012 17h20 comentou:
  • O MP DEVE ACABAR DE VEZ COM AS GANGUES ORGANIZADAS DESTES TIMES. ESTE TIPO DE VIOLENCIA NUNCA IRÀ TERMINAR QUANDO SE VENDEREM CAMISAS DE TORCIDAS. VAMOS DIZER BASTA
  • Alex17/05/2012 12h13 comentou:
  • A punição tem que ser exemplar. Basta de violência. Ainda mais por uma banalidade dessa.

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