Política 07h23, 09 de Agosto de 2012
O Estado de Alagoas terá R$ 136 milhões para obras contra a seca e R$ 10 milhõespara a prevenção de enchentes nos rios Paraíba e Mundaú. Os recursos foramanunciados nesta quarta (8), em Brasília, pela presidenta Dilma Rousseff, quelançou o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais,que prevê a liberação de R$ 18,8 bilhões para execução das ações em todo oBrasil. A solenidade aconteceu no Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos eDesastres (Cenad), em Brasília.
O planotem quatro eixos de ação – o mapeamento das áreas de risco, a prevenção, aanálise de condições e a resposta para implementar as ações do Governo. “Esseplano é a nossa capacidade de resistir ao desafio que desastres naturaiscolocam para nós. O fundo desse plano é isso. Nós queremos salvar vidas humanas”,disse Dilma.
Eladisse que o plano é voltado à prevenção. “Nós queremos garantir que os estadose as regiões, os municípios tenham menos impacto, que as pessoas não percamsuas casas. Queremos garantir que haja um processo pelo qual a gente evite asconsequências danosas tanto da seca, que é mais insidiosa, porque ela épermanente, quanto dos desastres naturais decorrentes de muita chuva ealagamentos e deslizamentos em encostas”, resumiu Dilma.
Ogovernador Teotonio Vilela informou que a presidenta Dilma garantiu que háverbas suficientes para responder às necessidades dos estados. "Alagoasfoi beneficiada com recursos da ordem R$ 10 milhões para contenção de cheiasnos vales do Mundaú e Paraíba", disse o governador, informando que o Estadoiniciará imediatamente a elaboração dos projetos para essas obras.
Segundoo governador, que participou da reunião com o secretario de Estado daInfraestrutura, Marco Fireman, o dinheiro será disponibilizado tão logo osprojetos sejam aprovados pelo governo federal.
Oministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, enfatizou aimportância das obras voltadas ao enfrentamento da seca no Nordeste, destacandoo Canal do Sertão, em Alagoas, e o cinturão das águas cearenses.
Aministra-chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann, informou que o plano nasceu da novapolítica de prevenção de catástrofes naturais, que prevê atuação conjunta. “Tempor objetivo número um salvar vidas e garantir a segurança das pessoas. Paraisso, são grandes os investimentos em obras, equipamentos e recursos humanos.São R$ 18,8 bilhões que já começaram a ser investidos”, ressaltou Hoffmann.
Ministériosintegrados
Diversosministérios estão envolvidos no plano lançado por Dilma. Hoffmann elencou osministérios e suas atribuições. O ministério da Integração, que coordena asações da Defesa Civil, articula o socorro e a assistência a pessoas elocalidades atingidas, além de auxiliar na reconstrução e na execução de obrasde prevenção.
O Ministériodas Cidades coordena o conjunto de obras de contenção de encostas, drenagens,barragens, sistema de abastecimento de água e o Programa Minha Casa, Minha Vidapara áreas de risco com mais de 50 mil unidades disponíveis.
O Ministérioda Tecnologia fará o trabalho de monitoramento, com investimento em radares,pluviômetros, estações hidrometeorológicas, sensores geotécnicos. “Além depermitir o monitoramento qualificado e o alerta para salvar a vida dapopulação, também impulsionara a indústria tecnológica nacional, porque serão,em sua maioria, produzidos aqui”, destacou a ministra.
Oministério de Minas e Energia e a Companhia de Recursos Minerais, em conjuntocom o Ministério do Meio Ambiente e a Agência Nacional de Águas, com apoio detécnicos geólogos, biólogos e engenheiros, fazem “o mapeamento de mais de 800municípios críticos em risco de deslizamento e enxurradas e também das 17regiões de bacias hidrográficas mais críticas.”
Emconjunto com o Ministério do Desenvolvimento, a Força Nacional de Emergência,criada pela presidenta Dilma no início deste ano para atuar paralelamente comos estados e municípios em locais de catástrofes e desastres naturais.
GleisiHoffmann destacou a participação dos estados e municípios na execução dasações. “Quero agradecer aos governadores e prefeitos, que sempre se dispuserama colaborar e nos auxiliar na montagem do plano com informações, mas,principalmente, nas ações necessárias para a sua implementação nos momentoscríticos.”
Oministro das Cidades, Agnaldo Ribeiro, informou que serão destinados R$ 15,6bilhões para as bacias hidrográficas e regiões metropolitanas, onde foiverificada maior incidência de inundações e deslizamentos. Ele também citou ocombate à seca, com programas para oferta de água a todo o Nordeste e semiáridode Minas Gerais.
“Essasobras que contemplam a prevenção de inundações e deslizamentos, bem comoampliação de oferta de água totalizam expressiva soma de R$ 15,6 bilhõesdistribuídas em contenção de encostas, drenagem, contenção de cheias,barragens, adutoras e sistema de abastecimento de água”, ressaltou o ministrodas Cidades.
Oevento contou a participação de ministros, governadores e deputados, dentreeles, os alagoanos Givaldo Carimbão e Renan Filho, além de representantes daDefesa Civil de diversos estados.
Fonte: Agência Alagoas