AgriculturaMais de 50 mil hectares são tomados por grileiros em AL
18h37, 24 de julho de 2007
Danielle Silva
A ocupação de mais de 400 famílias sem terra ligadas ao MST, CPT, MLST e MTL, da fazenda Boa Vista, propriedade da família Calheiros, no município de Murici chama atenção para uma questão que preocupa tanto os movimentos, quanto o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a grilagem.
Segundo Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), os últimos dados fornecidos pelo Incra dão conta de que 50 mil hectares foram tomados por grileiros no Estado e que os casos estão arquivados em Brasília.
A partir de amanhã, quando será comemorado o Dia do Trabalhador Rural, os movimentos sociais iniciarão uma campanha pela retomada dessas terras, que tem deixado cerca de 12 mil famílias em situação de espera.
“Por causa da posse ilegal das terras, que acontece entre os fazendeiros, em conivência com cartórios, 12 mil famílias alagoanas estão aguardando nos acampamentos espalhados pelo Estado. Vamos iniciar amanhã um movimento que pretende devolver as terras para as nossas famílias, através da retomada dos processos e entrada de ofícios no Incra”, disse Carlos Lima.
Os Movimentos explicam que a escolha da fazenda se deu por causa da influência da família Calheiros no Estado. "Começamos o protesto na fazenda Boa Vista para chamar atenção para o movimento em defesa da terra. Sabemos que a ocupação é importante nesse processo", disse um dos representantes de movimento.
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