Interior 14h59, 23 de Março de 2008
O Arranjo Produtivo da Apicultura, que faz parte do Programa de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais (PAPL) do Governo do Estado, tem crescido e ganhado espaço nos municípios sertanejos, apresentando excelentes resultados desde a sua implantação. Atualmente, 200 famílias de 13 municípios alagoanos estão sendo beneficiadas com a atividade, que teve um crescimento acima da média mundial nos últimos anos.
O gestor do Arranjo Produtivo de Apicultura em Alagoas, Alberto Brasil, conta que um levantamento realizado em 2004 apontou a existência de 45 apicultores que produziam uma média de 30 toneladas de mel por ano no Sertão do Estado. Quatro anos depois, a atividade tem sido exercida por 200 famílias, que produzem uma quantidade superior a 100 toneladas de mel por ano. Uma expansão superior à média mundial de crescimento da atividade que, segundo Brasil, é de 1,9%. “É uma atividade recente, que vem sendo desenvolvida há cinco anos em Alagoas, mas que tem apresentado grande crescimento e ajudado as famílias dos municípios carentes do Sertão”, afirmou.
O Arranjo Produtivo da Apicultura foi desenvolvido em uma região onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é considerado baixo para que as famílias pudessem ter uma fonte de renda, o que tem dado certo, já que, de acordo com Brasil, cada uma das famílias consegue lucrar cerca de um salário mínimo mensalmente. “É uma atividade que não requer muito tempo do produtor e gera uma renda razoável, se considerarmos as condições de vida no Sertão”, destacou.
O mel produzido nos municípios sertanejos de Alagoas ganhou até marca registrada e tem sido comprado por cinco escolas municipais para ser distribuído como merenda para as crianças. Até o momento, quase 8 mil quilos do produto batizado como “Mel do Sertão Alagoano” já foram utilizados como merenda escolar. “Os produtores estão sendo beneficiado com a venda e as crianças com um produto de ótima qualidade”, enfatiza Brasil.
Por enquanto, o produto produzido em Alagoas só tem sido comercializado dentro do Estado, na maioria das vezes nos próprios municípios onde são produzidos. Isso se deve ao fato de que a produção ainda é considerada pequena para exportação. Mas, se o crescimento observado hoje continuar, dentro de pouco tempo o mel produzido pelos alagoanos vai poder ser apreciado em outras localidades.
O PAPL é coordenado pela Secretaria de Planejamento e pelo Sebrae, que acompanham as ações realizadas pelos produtores e dividem algumas despesas necessárias ao desenvolvimento da atividade. A abelha utilizada pelos produtores de mel do Sertão alagoano é a Apis Mellifera, conhecida popularmente como Italiana.
Fazem parte do Arranjo Produtivo da Apicultura no Sertão de Alagoas os municípios de Palestina, Olho d’Água das Flores, Santana do Ipanema, Olivença, Senador Rui Palmeira, Poço das Trincheiras, Piranhas, Delmiro Gouveia, Olho d’Água do Casado, Água Branca e Pariconha.
Fonte: Agência Alagoas
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