
Cúpula da SSP apresenta nomes de homicidas
Para o delegado Rubens Martins, titular do 24º DP de Rio Largo, o homem que foi queimado vivo, espancado e esfaqueado sob acusação de ter cometido um estupro, não cometeu nenhum crime. Para a Polícia Civil de Alagoas não existe nenhum registro de crime sexual no período em que a vítima foi assassinada.
Segundo o inquérito policial, a vítima seria paciente psiquiátrico e conhecido na região do Conjunto Jarbas Oiticica, em Rio Largo, por vagar sem roupas. Apesar do comportamento, não há registro de agressão sexual da vítima contra qualquer pessoa.
Relembre o caso
Homem suspeito de estupro é esfaqueado e tem corpo incendiado
Nesta terça-feira (29), a cúpula da Segurança Pública divulgou os nomes dos autores materiais do crime: Gilvânio Paz da Silva, dono do veículo onde foi encontrado sangue do morador, José Francisco Nascimento da Silva e Robert Jones da Silva, ambos mototaxistas que também participaram do brutal assassinato. Os suspeitos foram presos ainda no dia do crime, mas suas participações só foram confirmadas hoje em entrevista coletiva à imprensa.
Boato Motivou Crime
Para o delegado, o boato de que Jeilson Felix da Silva, era estuprador motivou o justiçamento. Ainda segundo o delegado, mais pessoas podem ter participado do crime e o inquérito segue aberto até a identificação de todos.
No dia do crime, um vídeo com o corpo ainda queimando foi amplamente divulgado nas redes sociais.
Com base em inquéritos instaurados na Delegacia de Rio Largo, a Polícia Civil prendeu sete pessoas acusadas em homicídios na cidade. Os nomes também foram apresentado na coletiva desta manhã.
Homicídios
Além do homicídio, o delegado Rubens Martins informou que outras quatro pessoas foram presas por crimes contra a vida no município:
Jaciel de Andrade Silva foi preso acusado de assassinar a tiros Eudes Alves de Oliveira.
Donizete Amâncio da Silva foi preso após ter matado Wagner Douglas da Silva, em 6 de outubro de 2016.
Luís Felipe da Silva foi preso acusado de matar Edvânio Izidio da Silva, em 22 de abril de 2014.
Charles Gomes Marinho, vulgo “Boi”, foi preso acusado de matar José Benedito da Silva, em fevereiro de 2016. O crime ocorreu em São Luiz do Quitnde, mas o indivíduo foi preso em Rio Largo.