Giovanna Tenório: defesa alega que caminhoneiro é o único preso há seis anos

João Urtiga / Alagoas 24 HorasDSC_0190

O julgamento do caminhoneiro Luiz Alberto Bernadino da Silva, acusado de sequestrar e matar a estudante de fisioterapia Giovanna Tenório, em 2 de junho de 2011, teve início na manhã desta quinta-feira (28), no Fórum do Barro Duro e deve durar até a sexta-feira (29).

Segundo a defesa de Luiz Alberto, realizada pelo defensor público Thiago Mota, o réu é o único preso no processo que aponta ainda Mirella Granconato como autora intelectual do crime e que permanece em liberdade restrita, monitorada por tornozeleira eletrônica.

O caso de Mirella Granconato foi desmembrado e só será julgado no dia 11 de outubro, já o julgamento de hoje é presidido pelo juiz John Silas. “Ele é completamente inocente e injustamente paga há seis anos pelo crime. O Luiz Alberto não possui qualquer relação com a Mirella ou mesmo com a vítima e sequer era do mesmo círculo de amizades”, aponta o defensor público.

Para o defensor, o motivo que faz o caminhoneiro permanecer recolhido ao Presídio Cyridião Durval é o fato dele ter comprado o celular que foi furtado da vítima por um terceiro, que não teve o nome revelado, pelo valor de R$ 40,00. “Ele comprou esse celular de um transeunte e, vejam só, sequer apagou os arquivos que estavam nele porque iria vender para outra pessoa por um valor maior e lucrar com isso”, diz o defensor.

Assim que o fato ganhou à imprensa, em 2 de junho de 2011, o caminhoneiro teria ido até a Polícia Civil para entregar o aparelho telefônico que havia comprado no intuito de provar que nada tinha a ver com o homicídio. “Quando ele entregou o celular à polícia, imediatamente foi preso”, conclui o defensor público.

Promotoria fala em amizade

A tese sustentada pela defesa é contrariada pela denúncia ofertada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas. De acordo com o promotor Antônio Villas Boas, as investigações da polícia apontam para uma relação de amizade entre o caminhoneiro e Mirella Granconnato, apesar de não haver troca de mensagens telefônicas entre os dois.

“Sustentamos a tese de homicídio qualificado [quando se tem a intenção de matar], além de ocultação de cadáver e furto do celular da vítima”, disse o promotor. Quando questionado sobre os motivos que teriam levado o caminhoneiro a cometer o crime, como uma proposta em dinheiro, por exemplo, o promotor fala que o réu tinha amizade com Mirella Granconato.

“Se o Luiz Alberto recebeu promessa de pagamento pelo crime, isso não aparece nos autos, mas não elimina o fato de que a oferta possa ter sido feita. O que se tem é que foi um crime perpetrado a mando independentemente do dinheiro”, garante o promotor.

O caso

Luiz Alberto Bernadino da Silva teria matado a jovem estudante após Mirella Granconato ter descoberto um suposto relacionamento do seu marido, o empresário Toni Bandeira e a vítima. Inicialmente, o inquérito aponta que a vítima entrou em um carro, no dia 2 de junho de 2011, na Rua Íris Alagoense, no Farol, e foi levada até um canavial entre Rio Largo e Messias.

O laudo cadavérico aponta ainda para o fato de que Giovana Tenório havia sido morta por estrangulamento.

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