Delegados saem em defesa de colega e negam tortura de pais de gêmeo

João Urtiga/Alagoas 24 Horas

Os delegados Eduardo Méro, coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Fábio Costa e Thiago Prado, da Deic, concederam entrevista coletiva na manhã desta quinta (17) para defender os procedimentos adotados pelo delegado Bruno Emílio durante as investigações do assassinato do menino Danilo Almeida, de sete anos.

A mãe e o padrasto do menino questionaram a forma como se deu o segundo depoimento de ambos, que teria durado horas e sob ameaças. A Defensoria Pública anunciou ontem que iria pedir o afastamento do delegado do caso.

Durante a coletiva, os delegados foram enfáticos ao defender a lisura do trabalho do colega e afirmaram que a reinquirição ocorreu devido às inconsistências encontradas dos depoimentos de ambos.

Os delegados também confirmaram que o gêmeo de Danilo depôs à polícia acompanhado de uma psicóloga. Ainda durante a coletiva, os delegados disseram que em nenhum momento apontaram os responsáveis pela criança como suspeitos, mas que isso também não os isenta de nada.

Méro afirmou que a reinquirição de pessoas numa investigação é um procedimento normal, mas negou qualquer tortura. Na avaliação dos delegados, a fragilidade psicológica da mãe, cujo depoimento também foi acompanhado pela psicóloga, e perguntas difíceis podem ter melindrado ambos.

Questionado sobre o porquê do delegado Bruno Emílio não participar da coletiva, o coordenador da DHPP afirmou que ele segue em diligências para elucidar o assassinato. O inquérito segue sendo presidido por Emílio, com apoio de Eduardo Méro e Fábio Costa, diretor da Gerencia de Recursos Especiais (GRE). A portaria nomeando a comissão composta pelos três delegados deve ser publicada nesta sexta (18) no Diário Oficial do Estado (DOE). Segundo Méro, foi solicitado “um voto de confiança da gestão”.

Investigações

Os delegados não quiseram fornecer detalhes sobre a investigação, mas praticamente descartaram a possibilidade de ritual e também questionam a veracidade da existência da mulher de cabelos verdes, que teria tentado levar as crianças.

Até o momento, dez pessoas prestaram depoimento sobre o caso.

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