Brasil está no caminho de regulamentar as apostas esportivas

A regulamentação, além de rechear as contas do governo, pode ajudar os clubes do futebol brasileiro a diminuir a diferença financeira com o futebol europeu.

Divulgação

O governo brasileiro vem trabalhando na edição de regras para a legalização das apostas esportivas no Brasil. Atualmente, as melhores casas de apostas internacionais oferecem livremente esse tipo de serviço no país, via internet. Por serem sediadas em outros países, a cobrança de impostos pelo governo brasileiro se torna impossível.

Os sites de apostas promovem suas marcas através de propagandas nos canais pagos de televisão e patrocinando grandes clubes nacionais. Os apostadores brasileiros jogam, os sites de apostas lucram um bom dinheiro e o governo brasileiro não arrecada nada com isso.

Visando mudar essa situação, o então presidente Michel Temer promulgou a Lei nº 13.756/2018, legalizando a atividade de apostas esportivas de quotas fixas. As quotas fixas, conhecidas no mundo das apostas como odds, são probabilidades que definem quanto o apostador irá ganhar caso vença uma aposta. Segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas, pela falta de regulamentação do setor, o governo brasileiro deixa de arrecadar cerca de R$ 4 bilhões por ano.

Para que o Brasil passe a taxar essas empresas, o Ministério da Economia precisa regulamentar a atividade e conceder licenças mediante o pagamento de taxas.

Sites de apostas começaram a investir no futebol brasileiro

Existem atualmente cerca de 8 mil sites de apostas no mundo. Desses sites, 500 oferecem opções de apostas em jogos do futebol brasileiro e 50 têm versões em português, números que mostram o interesse dessas empresas no mercado brasileiro. O maior exemplo disso é a Bet365, maior casa de apostas do mundo. Ela oferece a mais ampla variedade de apostas em competições nacionais, além de um site totalmente em português e um serviço de qualidade. No site, os usuários têm até a possibilidade de assistir jogos ao vivo e apostar ao mesmo tempo.

Uma outra forma encontrada por essas empresas para se promoverem no Brasil é patrocinar times de futebol. A expectativa é de que esse investimento alavanque os orçamentos dos clubes brasileiros, que foram prejudicados pelo fim da injeção financeira da Caixa Econômica Federal. O banco estatal investiu R$ 665 milhões em 35 clubes do país desde 2012, mais de R$ 138 milhões em 2018. O fim do patrocínio da Caixa deixou um buraco nas contas dos clubes, que não conseguiram obter novos patrocinadores, ou mesmo quando obtiveram, os valores foram menores. Essa lacuna nos patrocínios pode acabar sendo preenchida pelas casas de apostas, que já efetivaram acordos comerciais com clubes como Vasco, Flamengo, Cruzeiro e Corinthians.

O investimento nos clubes ainda é tímido, mas os sites de apostas de futebol acreditam que esse investimento pode crescer nos próximos anos, tendo em vista a paixão do povo brasileiro pelo esporte e a oportunidade desses sites se estabelecerem em um mercado com muito potencial.

O investimento financeiro dessas casas de apostas não vai igualar a condição de competição com o futebol europeu, mas poderá ajudar a diminuir um pouco essa diferença.

Fonte: Assessoria

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