Boca busca façanha contra favorito River por vaga na final da Libertadores

Sergio Perez / Reuters

Boca Juniors e River Plate se enfrentam nesta terça-feira, às 21h30, no estádio de La Bombonera, no confronto decisivo por uma vaga na final da Copa Libertadores. Após ganhar o duelo de ida por 2 a 0, o River pode até perder por um gol de diferença para avançar. Quem passar vai ter pela frente Flamengo ou Grêmio, que jogam nesta quarta-feira no Maracanã.

Para o clássico argentino, um forte esquema de segurança será montado em Buenos Aires. O trajeto da delegação do River até o estádio do Boca será monitorado por dois helicópteros e 50 motocicletas, com mais de 2 mil policiais envolvidos. Tudo isso para evitar qualquer confusão como aconteceu na final da Libertadores do ano passado, quando o ônibus do Boca foi apedrejado perto do Monumental de Nuñez e a decisão do principal torneio sul-americano foi transferida para Madri, na Espanha.

O esquema especial de segurança já havia sido realizado no duelo de ida, em 1º de outubro. O Boca utilizou ônibus blindado para chegar ao Monumental e não teve problemas. Para o duelo de volta, o River também utilizará um veículo com janelas “antivandalismo”, que não estilhaçam caso sejam alvos de pedradas.

Assim como acontece em São Paulo, os clássicos na Argentina também são disputados com apenas torcedores da equipe mandante. A torcida do River fará uma grande festa em frente ao Monumental, onde a delegação do time estará concentrada até a saída para o jogo. Na Bombonera, a festa será da torcida do Boca. Os estádios são separados por 16 quilômetros.

Enquanto o Superclássico chama a atenção também pelo que acontecerá fora de campo, dentro das quatro linhas o River tentará manter a freguesia recente sobre o rival. Na “era Marcelo Gallardo”, o time venceu todos os mata-matas disputados contra o Boca (na Sul-Americana de 2014, nas Libertadores de 2015 e 2018 e na Supercopa da Argentina de 2018).

O Boca, porém, ainda continuará com mais títulos da Libertadores independentemente do que aconteça neste ano. A equipe já levantou seis troféus do principal torneio do continente, dois a mais do que o River. O maior vencedor é o também argentino Independiente, com sete. Além disso, o Boca ostenta nunca ter sido rebaixado no Campeonato Argentino, algo que ocorreu com o River em 2011.

O Superclássico será disputado pela 250ª vez. O Boca ainda leva vantagem no retrospecto geral, embora a diferença venha diminuindo nos últimos anos. São 88 vitórias da equipe azul e amarela, contra 82 triunfos do River, além de 79 empates. Em relação aos gols marcados, são 326 do Boca diante de 306 do River. Nesta terça-feira, mais um capítulo será escrito na Bombonera.

OS TIMES – Os dois treinadores adotaram posturas diferentes antes do clássico . Enquanto Gustavo Alfaro fez mistério sobre a escalação do Boca Juniors e disse que será a partida mais importante da sua vida, Gallardo confirmou que o River Plate terá a mesma equipe do duelo de ida e afirmou que a partida da sua vida foi a final da Libertadores do ano passado, em Madri.

“É a partida mais importante da minha vida, pelo que representa e pelo rival. É assim que estou vivendo esse jogo”, afirmou Alfaro, que concedeu entrevista coletiva antes de Gallardo. “A partida da minha vida eu já joguei, foi a final de Madri. Essa é uma partida muito importante, um grande desafio. Mas nada mais do que isso”, rebateu o técnico do River.

O Boca não terá De Rossi, lesionado, além de Capaldo, expulso no duelo de ida. Com isso, o volante Almendra, de 19 anos, deve ganhar uma chance para fazer apenas seu quinto jogo pela equipe. No ataque, Tevez e Ábila, conhecidos dos brasileiros, devem formar a dupla ofensiva.

Fonte: IstoÉ

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