Situação dos mercados e feiras de Maceió foi foco de debate na Câmara

A audiência aconteceu no Plenário Silvânio Barbosa na manhã desta quinta-feira

Dicom / CMM

Sessão ordinária

A situação do Mercado da Produção e os problemas relacionados às feiras foi o tema central da audiência pública da manhã desta quinta-feira (24), no Plenário Silvânio Barbosa e foi presidida pelo vereador Francisco Sales (PPL).

Estiveram presentes o vereador Anivaldo Lobão (PR), representantes da Secretaria Municipal de Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (SEMTABES), Superintendência Municipal de Desenvolvimento Sustentável (SEMSCS), além de representantes de associações de feirantes e comerciantes.

O secretário da SEMTABES, Flávio Saraiva, apresentou o panorama dos mercados do Nordeste e Maceió, dentre as capitais, possui a melhor proporção distributiva na quantidade de mercados em relação ao número de habitantes: 10 mercados, sendo 1 para cada 101.894,80 habitantes. De acordo com os dados socioeconômicos do senso de 2017, 26,4% da população com ocupação formal, 38% da população recebe meio salário mínimo e há uma busca contínua pela informalidade que gera inchaço e disfunção do espaço público e sobrecarga da administração pública, afetando o município, estado e União.

Flávio Saraiva também apresentou algumas ações já concluídas, outras em andamento, como a reforma de estruturas e cobertas do Mercado do Jacintinho; aquisição de barracas padronizadas para ordenamento das feiras; contratação de empresa responsável por manutenção constante nas edificações dos mercados públicos; empresa de limpeza terceirizada; criação de espaço gourmet no Mercado do Jaraguá; solicitação de instalações de caixas eletrônicos e estudos de viabilização de área exclusiva para carga e descarga no Mercado da Produção.

De acordo com Fernando, líder comunitário do Village Campestre II, para debater as problemáticas a cerca dos mercados públicos e feiras livres é preciso unir diversas forças políticas em busca de soluções efetivas e estabelecer uma divisão de emprego e renda mais adequada para a cidade de Maceió.

“Os problemas já existem há vários anos, mas para debater essas questões é preciso envolver outros grupos do Poder Público. Nós vivemos num estado que não existe divisão de emprego e renda para o povo, então fica difícil a administração dessas áreas por parte de um gestor. O índice de desemprego da nossa cidade é altíssimo e muitos precisam trabalhar de forma informal para sustentar suas famílias. É preciso reavaliar esses pontos”, destacou.

O vereador Anivaldo Lobão tem experiência na vida de comerciante e frisou o quanto o Mercado da Produção tem pontos, principalmente que envolvem a sua estrutura física, que precisam ser revistos. O parlamentar se colocou à disposição, em nome da Casa, para buscar meios visando a resolução desses problemas, de forma que beneficie o trabalho dos comerciantes e feirantes da cidade.

O vereador Francisco Sales, acredita que a privatização do Mercado da Produção não é a solução mais eficaz e sugeriu a abertura de um processo seletivo em busca de uma administração por parte dos comerciantes, com o objetivo de fortalecer a economia e melhorar as problemáticas em questão.

“A motivação de ajudar as nossas feiras livres e nosso mercado cabe a todos. Eu fui um dos vereadores contrários a colocar a mensagem de privatização do mercado público, porque precisávamos ouvir vocês. Acredito que a privatização não é a opção mais eficaz e vou conversar com a bancada sobre abrir um processo seletivo em busca de uma administração dos mercados por parte dos comerciantes e feirantes, que são as pessoas que de fato vivem disso e conhecem de perto o que precisa mudar. Além do processo seletivo, cabe um trabalho de conscientização dos feirantes para votar em alguém que possa gerir o espaço com responsabilidade”, destacou o parlamentar.

Fonte: Dicom/CMM

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