Caso Danilo: Defensoria e Polícia Civil divergem sobre prisão do padrasto

AL24h/Arquivo

Costa, Méro e Prado negaram tortura durante depoimento em entrevista coletiva

A prisão de José Roberto Morais, padrasto do menino Danilo Almeida Campos, morto a golpes de arma branca há exatos um mês, está causando tensão entre a Defensoria Pública do Estado e a Polícia Civil de Alagoas.

O imbróglio teve início quando a mãe do garoto, Darcineia Almeida, e o próprio padrasto, José Roberto, acusaram os delegados responsáveis pelo caso de tortura psicológica durante um depoimento. A Defensoria chegou a solicitar o afastamento dos delegados, o que foi ignorado pela cúpula da polícia judiciária alagoana.

Na última sexta (8), a Polícia Civil prendeu José Roberto acusado de cometer crimes de tentativa de homicídio, estupro de vulnerável, lesão corporal, cárcere privado e sequestro supostamente cometidos pelo acusado em 2010 contra a ex-mulher e a enteada. A prisão não tem relação – direta – com a morte de Danilo.

Ontem (11), o defensor Marcos Freire, do Núcleo Criminal de Arapiraca, requereu a revogação da prisão de José Roberto, questionado o fato dos crimes terem sido cometidos, supostamente, há dez anos e somente agora terem sido denunciados à Polícia Civil. O defensor informou que caso a prisão não seja revogada, irá ingressar com habeas corpus no Tribunal de Justiça de Alagoas.

Na manhã desta terça (12), o delegado Fábio Costa informou que a Polícia Civil descobriu mais uma acusação contra José Roberto, por xingar e agredir uma ex-companheira em Maceió, no ano de 2014. O processo, no entanto, foi arquivado.

A PC alega, ainda, que a prisão de José Roberto foi solicitada porque os delegados acreditam que o gêmeo da vítima “poderia estar correndo sério risco a sua integridade”.

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