Sem resposta do Governo, servidores da Perícia Oficial entram em greve e suspendem exames e serviços

Jorge Farias/Alagoas 24 Horas/Arquivo

Perícia Oficial

Além dos policiais civis e servidores do Detran/AL, mais uma categoria reclama da falta de diálogo com o Governo Renan Filho e anuncia paralisações. Nesta sexta-feira, 06, os servidores da Perícia Oficial, que engloba peritos criminais, legistas, técnicos forenses e papiloscopistas, resolveram paralisar as atividades a partir da próxima segunda-feira, 09, por tempo indeterminado.

Segundo informações do Sindicato dos  Peritos Criminais do Estado de Alagoas (Sinpoal), os servidores pedem a realização de concurso público uma vez que o atual efetivo não consegue dar conta da demanda de trabalho. O processo segue parado na  Secretaria do Estado da Fazenda (Sefaz).

A categoria alega que só retornará as atividades quando o Governo de Alagoas enviar à Assembleia Legislativa o projeto de lei que, entre outras providências, cria vagas para os quadros da Perícia Oficial.

Com o movimento paredista, os serviços dos Institutos Médicos Legais de Maceió e Arapiraca e do Instituto de Criminalística serão parcialmente atingidos a partir das 7 horas de segunda. Nos IMLs, os exames cautelares em presos, exames complementares, exames domiciliares e exumações serão totalmente suspensos. Já as necropsias serão reduzidas em 50%.

O Sinpoal explica ainda que os demais serviços, como exames de corpo de delito, exames em vítima de crimes sexuais, entre outros, estarão mantidos.

O Instituto de Criminalística vai operar com 50% de sua capacidade para atendimento às perícias em locais de crime e estes locais só serão periciados com a presença de agentes da Polícia Civil.  Além disso, os peritos não receberão, na sede do IC, armas, munições, drogas, documentos, entre outros.

“O projeto foi um compromisso do Governo, inclusive para viabilizar a abertura do Instituto de Criminalística de Arapiraca. Foi amplamente discutido. Foi um consenso. Estamos fazendo nossa parte. Queremos apenas o cumprimento dos acordos firmados. Nada além disso”, afirmou Paulo Rogério do Sindicato dos Peritos Oficiais de Alagoas.

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