Modelo que fez tratamento “para ter pele negra” gera polêmica nas redes ao dizer que ‘nunca sofreu racismo’

Martina Big ficou conhecida após ter tomado injeções de melanina e dizer que se identifica como uma mulher negra

Martina BIG – Malaika Kubwa (Foto: Facebook)

Uma modelo alemã branca que recebeu injeções de melanina na tentativa de mudar a cor da sua pele decidiu falar sobre o movimento Black Lives Matter. Martina Big, que agora se identifica como negra, disse que apóia o movimento pelo fim da brutalidade policial e da injustiça racial após a morte de George Floyd. “Infelizmente, muitos negros são tratados como pessoas de segunda classe”, disse ela ao portal Metro.co.uk na quarta-feira.

“Acho certo que as pessoas protestem em voz alta contra essas questões, porque esta é a única maneira de mostrar as amplas dimensões desses abusos e de exercer indiretamente pressão sobre políticos e outras pessoas em posições influentes”, disse. Segundo o tablóide, Martina Big recentemente foi ao Quênia para ser batizada e agora se chama Malaika Kubwa. “Desde que me tornei uma mulher negra, tenho trabalhado intensamente para aprender mais sobre a cultura e a história do povo negro”, continuou ela.

No entanto, Martina disse que nunca viveu uma situação de racismo: “Eu sou muito conhecida na mídia, então as pessoas estão mais conscientes de serem racistas em relação a mim porque têm medo de que seu comportamento seja divulgado na imprensa. Estou sempre viajando com meu marido Michael”, continuou ela, “e ele não é apenas um ajudante útil, mas também meu guarda-costas”, completou.

A ex-modelo explicou que é contra qualquer forma de protesto violento, mas concordou com a remoção de estátuas representando figuras históricas racistas. Kubwa também disse que denuncia pessoas brancas que são contra o movimento Black Lives Matter. “Condenar o povo negro por apenas se manifestar contra ser tratado como pessoas de segunda classe – não é possível que os brancos levem uma vida melhor explorando e oprimindo os negros”. Depois de criticar os policiais que mataram Floyd e chamar Donald Trump de “racista”, Kubwa admitiu que ainda não havia participado de nenhum protesto. “Escrevi várias vezes em meus posts e comentários que considerava intolerável a brutalidade policial e a violência contra a comunidade negra e tento incentivar meus irmãos e irmãs negros”, revelou.

Nas redes sociais, os seguidores ficaram abismados com as declarações de Martina e muitos criticaram a postura da modelo, dizendo que ela tem problemas de saúde mental, além de comentários como: “o que as pessoas fazem pela atenção da mídia” e “acho que é atenção psiquiátrica o que ela realmente precisa”.

Em 2018, Martina disse ao The Sun que sua transformação é “a prova clara de que sou uma verdadeira mulher negra agora”. Ela alegou que seus cabelos e olhos haviam mudado para se tornar mais “afros”. “Estes são apenas alguns exemplos das mudanças mais óbvias”, afirmou. “Muitas das minhas mudanças são muito lentas, mas contínuas. Se minha transformação continuar tão boa, em breve serei idêntica a outras mulheres negras. Você não pode imaginar que é uma grande sensação tornar-se cada vez mais uma mulher negra”, disse.

Jabeer Butt, vice-presidente executivo da Race Equality Foundation, disse à agência em 2017: “É uma situação muito triste e decepcionante as pessoas assumirem que é apenas a cor da pele que faz dela uma pessoa negra. Ela tem uma compreensão muito limitada do que significa ser negra ou uma minoria étnica hoje e os desafios enfrentados [por isso]”, continuou ele. “A história dela distrai dos problemas que os negros estão realmente enfrentando hoje”, disse.

Fonte: Monet

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