Pinheiro: empresa altera cronograma de demolições

Estrutura dos imóveis e condições climáticas favoráveis fizeram com que a demolição dos dois primeiros blocos fosse mais rápida que o previsto

A empresa responsável pela demolição de mais quatro blocos colapsados do Conjunto Residencial Jardim Acácia (blocos 10, 14, 16 e 17), localizado no bairro do Pinheiro, comunicou a alteração no cronograma de demolição dos prédios, antecipando as ações de demolição. Pelo novo cronograma, encaminhado para a Coordenadoria Especial Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), o processo de demolição se encerra nesta terça-feira (7).

A obra de demolição está sendo realizada por meio do Termo de Cooperação Técnica 3 firmado entre a empresa Braskem e a Prefeitura de Maceió, que estabelece a mútua cooperação em busca de soluções para os problemas enfrentados nos bairros afetados pela instabilidade de solo provocada pela atividade de mineração, segundo relatório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

O planejamento inicial apresentado era de que o processo de demolição durasse dois dias para cada bloco, mas segundo a empresa, com o início dos trabalhos nesta segunda-feira (6) os técnicos constataram que a estrutura dos prédios é diferente do projeto previsto para área. Além disso, condições climáticas favoráveis tornaram a execução do trabalho mais rápida que o previsto. Foram demolidos no primeiro dia de ação os blocos 14 e 10.

Pelo novo cronograma, a empresa tem a previsão de que nesta terça-feira (7) seja feita a demolição dos blocos 16 e 17, concluindo a fase de demolição dos quatro blocos colapsados. Ainda dentro do cronograma, a empresa realiza do dia 8 de julho a 1 de agosto o processo de remoção do material da demolição. Entre os dias 2 e 29 de agosto os trabalhos serão encerrados com a limpeza da área e retirada do isolamento.

A demolição dos prédios foi adotada pela Defesa Civil de Maceió devido a evolução do processo de subsidência que afeta os bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, levando ao agravamento das rachaduras nas edificações e, consequentemente, ao risco iminente de tombamento das estruturas – apontado em laudo de inspeção predial realizado por empresa especializada, trazendo risco à população.

 

Fonte: Flávia Duarte/ Ascom Defesa Civil

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