Paulo Vieira comenta repercussão de foto com namorada

Humorista fala de infância humilde, contato com Xuxa no WhatsApp e diz não se incomodar com perguntas sobre sexualidade: "Nunca me ofendeu perguntas se sou gay"

Reprodução

Paulo Vieira e a namorada, Ilana

Paulo Vieira, 26 anos de idade, participou do programa Rock a 3, da rádio Kiss FM, e falou sobre as conquistas na  carreira, na noite de segunda-feira (3). O humorista, criado em Tocantins, passa a quarentena no Rio de Janeiro, embora sua residência seja em São Paulo. “Minha casa ainda é São Paulo. Meu apartamento é no Copan”, disse, citando o famoso edifício na região central da capital paulista.

A fama possibilitou que se aproximasse de ídolos da infância. “Tenho WhatsApp da Xuxa! Era tão fã dessa mulher e hoje a gente troca mensagem no Whats (risos)”, afirmou.

MASCULINIDADE

Paulo também falou sobre a repercussão da foto com a namorada, Ilana, que gerou comentários de seguidores afirmando que achavam que ele fosse gay. “A masculinidade passa por um período de crise. Os homens estão se perguntando o que é ser homem e qual o papel do masculino na sociedade. O masculino que agride, ofende, trava e não acolhe, não cabe mais na sociedade. A gente está nesse processo. Acredito que a gente terá um país melhor. Não é demérito perguntar se sou gay. Acredito nas evoluções e revoluções. Nunca me ofendeu perguntas se sou gay. A masculinidade não está em você não chorar, em você não lavar louça, em não demonstrar sentimentos.”

CRIAÇÃO MACHISTA

“Eu sou brother das mulheres, sempre tive muita amiga, sempre me interessei pelo universo das mulheres, sou um grande amigo da minha mãe. Tento ser o melhor cara que eu consigo. Tento não ser escroto, tento não forçar a barra, não manipular. Sou de uma criação machista, em que meu pai não me abraçava.”

INFÂNCIA HUMILDE

“Fui muito pequeno para Palmas. Alugamos uma casa muito ruim na periferia da cidade. A gente dormia sentindo as baratas tocando na gente. O que eu acho mais doido é que isso não é triste. Minha mãe brincava que isso era uma guerra de aviões. Acho que foi nessa época que aprendi a ressignificar as coisas. Minha história é toda f*****, cheia de derrotas. Alegrias vieram de dois anos pra cá (risos).”

AMADURECIMENTO

“Minha mãe foi diagnosticada com síndrome do pânico e não tínhamos dinheiro para comprar os remédios. A psiquiatra falou que era preciso controlar a ansiedade. Então, eu começava a fazer personagens para ela se entreter e ir se livrando da síndrome do pânico. Foi a maneira que a gente encontrou porque a gente não tinha dinheiro para comprar o remédio. Eu tinha 9 anos nessa época. Amadureci muito rápido. Comecei no teatro aos 5 anos. Aos 9, era eu quem lavava, passava, cozinhava, levava e buscava meu irmão na escola. Sempre soube que queria ser artista, não necessariamente trabalhar com o humor. Palmas tem uma cena de teatro meio complicada, então foi com o stand-up que comecei.”

BAILE DE GALA

“Ganhei ao convite para ir ao baile da amfAR de um amigo. Quando vi no convite que teria que ir de black-tie, ou seja, alugar uma roupa, pensei: ‘Isso não é um convite, é uma maldição, vou ter que gastar mil reais no aluguel de uma roupa’, mas tudo bem.”

FANTÁSTICO

“O quadro Como lidar teve uma primeira temporada muito legal. Os cinco primeiros episódios abordaram a pandemia. Saí do Tocantins, no interior do Brasil, e ocupar um espaço que já foi de Chico Anysio, Denise Fraga é um motivo de honra.”

Fonte: Revista Quem

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